Instituto Brasileiro do Café
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O Instituto Brasileiro do Café, com sigla IBC, foi uma autarquia do Governo Federal, vinculada ao Ministério da Indústria e Comércio, que definia as políticas agrícolas do produto no Brasil entre os anos 1952 e 1989, quando foi extinto.[1] O IBC como Autarquia do Governo Federal pertencia a administração indireta do Governo Federal vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio.
O Departamento Nacional do Café, organismo governamental, foi extinto em 15 de março de 1946. Em 6 de setembro foi criada a Divisão da Economia Cafeeira (DEC) dentro do Ministério da Fazenda.[2]
Em 22 de dezembro de 1952 foi criado o Instituto Brasileiro do Café durante o Governo Vargas. Em julho de 1960 o governo de Juscelino Kubitschek criou o Ministério da Indústria e do Comércio do qual o IBC passou a fazer parte. A partir de 1964 passou a responder ao Conselho Monetário Nacional.[2]
Em 8 de maio de 1990 foi extinto o IBC pelo governo Collor.
Com o fim do IBC o Governo do Brasil criou, em 1996, o Conselho Deliberativo de Política do Café.[1]
Seu símbolo era bastante difundido no Brasil e no exterior, sobretudo porque como patrocinadora oficial da Seleção Brasileira de Futebol, o time trazia na sua farda, e depois no próprio escudo, a logomarca do IBC, entre os anos de 1979 e 1983.[3]
As negociações para a formalização do Programa de Autofiscalização entre a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e o IBC, à época presididos, respectivamente, por Carlos Barcelos Costa e Jório Dauster, tiveram início em 1987 e se concretizaram em 10 de novembro de 1988, quando entrou em vigor a Resolução n.º80, baixada pelo IBC.
Por meio desta Resolução, a ABIC passava a responder pela fiscalização do setor, arcando com todas as despesas de coleta e análise de amostras de café em todo o País — o que acontece até hoje.
Prédio do IBC
A pedra fundamental do prédio do Instituto Brasileiro do Café teve sua pedra fundamental lançada em outubro de 1969 e foi inaugurado em 1974. A autoria do projeto era de Fernando Moreira, e conta com 10 pavimentos com salões livres e divisórias móveis. Toda caixilharia de alumínio curtain-wall é fechada com vidro sunbronze, antitérmico, possuindo ainda elementos de proteção solar transparentes, sustentado por estrutura de alumínio afastados 0,50 centímetros da fachada.
O prédio conta ainda com auditório no térreo, sala de reuniões no último pavimento e o primeiro heliporto da história da cidade.
Em 1989, quando o instituto foi extinto, o prédio passou ao Poder Judiciário.[4]
Referências
- ↑ a b Histórico, Embrapa-café (acessada em 2 de outubro de 2009)
- ↑ a b Cabral, Ligia. «Instituto Brasileiro do Café». FGV CPDOC
- ↑ Uniformes do Brasil Arquivado em 15 de novembro de 2009, no Wayback Machine., institucional dos Correios (acesso em outubro de 2009)
- ↑ «Edifício IBC». Refúgios Urbanos. 7 de abril de 2023. Consultado em 22 de setembro de 2025