José Augusto Prestes
José Augusto Prestes | |
|---|---|
| 31.º Presidente do Club de Regatas Vasco da Gama | |
| Período | 14 de janeiro de 1924 a 14 de janeiro de 1925 |
| Antecessor(a) | Antônio da Silva Campos |
| Sucessor(a) | Antônio de Almeida Pinho |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 10 de novembro de 1875 Benfica, Lisboa, Portugal |
| Morte | Julho de 1952 Rio de Janeiro, Brasil |
| Nacionalidade | Português |
| Profissão | Empresário, Engenheiro mecânico, Dirigente esportivo |
José Augusto Prestes (Benfica, 10 de novembro de 1875 – Rio de Janeiro, julho de 1952) foi um engenheiro mecânico, empresário e dirigente esportivo português, ex-presidente do Club de Regatas Vasco da Gama. É amplamente reconhecido por ter redigido a carta conhecida como Resposta Histórica, em 7 de abril de 1924, recusando-se a excluir atletas negros e operários do time cruzmaltino — um marco pioneiro na luta contra o racismo no futebol brasileiro. Notabiliza-se também por ter sido o criador do primeiro automóvel fabricado no Brasil, o Bandeirante.[1][2][3][4][5]
Nascido em Benfica, freguesia de Lisboa, no ano de 1875, José Augusto Prestes estudou engenharia mecânica nos Estados Unidos, onde obteve uma sólida formação técnico-industrial. De volta a Portugal, em 1891 participou de um golpe malsucedido para implantar a república. Como o Rei Carlos I não caiu, ele emigrou para o Brasil.[2][3]
Em terras brasileiras, fundou uma das primeiras fábricas de gelo do país e atuou como pioneiro da refrigeração e mecânica pesada no Rio de Janeiro, sendo responsável pela introdução de modernas tecnologias de produção e conservação no início do século XX.[1][2][4]
Eleito no dia 14 de dezembro de 1923 e empossado em 14 de janeiro de 1924, presidiu o Vasco da Gama até 15 de janeiro de 1925. Durante sua gestão, protagonizou o episódio histórico da Resposta Histórica, quando rejeitou as exigências da Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA) para excluir doze jogadores negros, operários e analfabetos do time, em um gesto de coragem e resistência social sem precedentes na história do esporte brasileiro.[3][6]
A carta de Prestes, datada de 7 de abril de 1924, foi enviada ao então presidente da AMEA Arnaldo Guinle, histórico patrono do Fluminense, e marcou a retirada vascaína da associação, até que os critérios discriminatórios fossem revistos. Esta atitude é reconhecida como um dos primeiros enfrentamentos públicos ao racismo no futebol brasileiro, consolidando a imagem do clube como símbolo de inclusão.[3][7][8]
Além disso, José Augusto Prestes foi o idealizador e construtor do caminhão Bandeirante, o primeiro automóvel projetado e fabricado no Brasil. O veículo, concebido de forma artesanal, antecipava em décadas o desenvolvimento da indústria automobilística nacional, e teve o único exemplar exportado, em 20 de janeiro de 1929, para a Exposição Iberoamericana de Sevilha.[4][5][9][10]
Ver também
Referências
- ↑ a b «Quem foi o presidente do Vasco que combateu o racismo na década de 20». UOL Esporte. 4 de junho de 2020
- ↑ a b c «José Augusto Prestes: o presidente da Resposta Histórica». Ludopédio. 1 de abril de 2024
- ↑ a b c d «Resposta Histórica 100 anos: família celebra carta do Vasco contra racismo». UOL Esporte. 7 de abril de 2024
- ↑ a b c «Presidente do Vasco lutou contra o racismo e lançou o primeiro veículo nacional». Guia dos Curiosos. 27 de maio de 2021
- ↑ a b «Bandeirante, o primeiro caminhão feito no Brasil». O Globo. 9 de março de 2016
- ↑ «O que é Resposta Histórica? Motivo de orgulho para torcida, ato do Vasco completa 100 anos». ge.globo. 3 de abril de 2024
- ↑ «José Augusto Prestes: o presidente da Resposta Histórica». Pega na Geral
- ↑ «Os 100 anos da Resposta Histórica que transformou o Vasco em uma causa». Terra. 7 de abril de 2024
- ↑ «Bandeirante: o 1º automóvel brasileiro». TPC Telas
- ↑ «Conheça o Bandeirante: o primeiro caminhão feito no Brasil». Mar Press. 17 de maio de 2021