Joana Gomes Monteiro Cardoso

Joana Gomes
Monteiro Cardoso
Nascimento8 de agosto de 1975 (50 anos)
Nacionalidadeportuguesa
Parentescofilha de Ana Gomes e António Monteiro Cardoso
CônjugeTiago Pitta e Cunha
Alma materUniversidade Lusíada de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Universidade King’s College de Londres e Universidade Católica de Lovaina
Ocupaçãojornalista, dirigente universitária, ativista de direitos humanos e gestora

Joana Gomes Monteiro Cardoso (8 de agosto de 1975), comissária-geral de Portugal na Expo Osaka 2025, foi jornalista, da SIC Notícias, correspondente da CNN em Nova Deli e colaboradora da CNN nas Nações Unidas, em Nova Iorque, dirigente da Amnistia Internacional em Bruxelas e Lisboa, presidente do conselho de administração da EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, E.M., S.A., diretora-geral do Gabinete de planeamento, estratégia, avaliação e relações internacionais (GPEARI) do Ministério da Cultura, consultora de assuntos culturais e coordenadora de projetos especiais da Fundação Calouste Gulbenkian e presidente do Conselho da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Biografia

Formação

Atividade profissional

  • em 1998 e 1999, jornalista[2], correspondente da CNN da delegação da Índia, em Nova Deli, e colaboradora da equipa do senior correspondent da CNN nas Nações Unidas, em Nova Iorque.[3][4][1]
  • de 2000 a 2005, jornalista, do canal de televisão SIC Notícias, onde apresentou os programas “Jornal do Mundo”, “Internacional Sic”, e “Mais Europa”.[1]
  • em 2005 e 2006, jornalista, em Bruxelas, correspondente de assuntos europeus, efetuando cobertura da atualidade política comunitária para a televisão SIC e revista Visão.[1]
  • dirigente da Amnistia Internacional:[1][3][2]
    • de 2006 a 2009, em Bruxelas, directora de Comunicação European Institutions Office, Amnesty International, sendo responsável pela estratégia de comunicação do European Institutions Office onde desempenhou igualmente funções de porta-voz.
    • de 2010 a 2012, em Lisboa, vice-presidente da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional, sendo responsável pela orientação estratégica da organização não-governamental de direitos humanos[3][4][1][1]
  • de 2010 a 2012, diretora-geral do Gabinete de planeamento, estratégia, avaliação e relações internacionais (GPEARI) do Ministério da Cultura, sendo responsável pela coordenação e implementação de políticas culturais na área de relações internacionais, planeamento e direito de autor. No âmbito dessas funções foi:[5][1][3][2]
    • vice-presidente do Conselho Nacional para a Cultura (CNC);
    • presidente da Secção especializada do Direito de Autor e Direitos Conexos do CNC;
    • membro do Conselho Estratégico e do Conselho Consultivo do Instituto Camões;
    • representante do Ministério da Cultura na Comissão Interministerial para os Assuntos Europeus (CIAE) do Ministério dos Negócios Estrangeiros;
    • delegada nacional do Comité dos assuntos culturais do Conselho da União Europeia;
    • desenvolveu e moderou os seguintes seminários/conferências.
  • consultora de assuntos culturais e coordenadora de projetos especiais da Fundação Calouste Gulbenkian. [3] [4]
  • membro do Fundo Roberto Cimetta, que promove o intercâmbio artístico e a mobilidade de agentes culturais na área do Mediterrâneo.[1]
  • Colaboradora regular da rede europeia Culture Action Europe, que representa mais de 80 mil organizações do domínio cultural e artístico na Europa.[1]
  • em 2012, jurada do concurso da Câmara Municipal de Lisboa para cedência de espaço na antiga Escola das Gaivotas.[1]
  • em 2013, jurada nos concursos do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) de:[1]
    • Programa de apoio financeiro à exibição não comercial;
    • REDE - Programa de apoio à realização de festivais em território nacional;
    • Programa de apoio à exibição cinematográfica.
  • a partir de 2015, presidente do conselho de administração da EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, E.M., S.A.[2][3][1][6][1]
  • foi, no início da década de 2020, presidente do Conselho da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.[3][7][4][2]
  • em 2025, comissária-geral de Portugal na Expo Osaka 2025.[8][4]

Vida pessoal

É filha do escritor e historiador António Monteiro Cardoso (1950-2016) e da diplomata e política Ana Gomes (1954).[4][2]

Em virtude de, durante a sua juventude, ter acompanhado a progenitora ao longo da sua carreira diplomática, Joana Gomes Monteiro Cardoso viveu e estudou em Genebra (1986 a 1989), Tóquio (1989 a 1991) e Londres (1991 a 1995).[4][9][8][3][2]

É casada com Tiago Pitta e Cunha GOIH (1967), jurista português, especializado em assuntos do mar, e, desde 2017, administrador executivo da Fundação Oceano Azul, envolvido em muitos projetos públicos relacionados com políticas e economia baseada no mar, incluindo na comunicação social e no meio académico. Foi advogado, docente universitário, assessor do Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas e conselheiro jurídico na Missão permanente de Portugal junto das Nações Unidas, em Nova Iorque. Representou Portugal em diversas instâncias internacionais. Integrou, em Bruxelas, o gabinete do Comissário europeu para os Assuntos marítimos. Foi adjunto do Ministro da Presidência e conselheiro do Presidente da República. Em 2016 foi-lhe atribuído pelo Parlamento Europeu o Prémio do Cidadão Europeu e é detentor do “Prémio Pessoa” 2021.[10][11]

  • Tem filhos.

Condecorações

Oficial da Ordem das Artes e das Letras de França

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o «CV de Joana Gomes Monteiro Cardoso» (PDF). EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural. Agosto de 2015. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  2. a b c d e f g h i «Joana Gomes Cardoso: "O país não está espelhado nas nossas instituições"». Jornal de negócios. 2 de julho de 2021. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  3. a b c d e f g h «"Acredito mais na sociedade civil do que nos partidos políticos"». Máxima. 9 de janeiro de 2025. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  4. a b c d e f g «Filha de Ana Gomes é comissária 'pro bono' em Osaka». Sol. 24 de setembro 2023. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  5. «Ministra da Cultura empossou Maria João Seixas e Joana Gomes Cardoso». SIC Notícias. 21 de janeiro de 2010. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  6. «Festas de Lisboa regressam à cidade depois de dois anos de pandemia». Sábado. 20 de maio de 2022. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  7. «Universidade Nova de Lisboa» 🔗. Universidade Nova de Lisboa. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  8. a b «Joana Gomes Cardoso: "Não é o pequeno país da ponta da Europa que vamos apresentar em Osaka, é o país com dimensão marítima avassaladora"». Expresso. 22 de janeiro de 2025. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  9. Anuário Diplomático e Consular Português 1996. Lisboa: Ministério dos Negócios Estrangeiros (Portugal). 1996. p. 370. Consultado em 3 de outubro de 2025 
  10. Anuário diplomático e consular português [2000], volume I. Lisboa: Ministério dos Negócios Estrangeiros. 2000. p. 328. Consultado em 30 de setembro de 2025 
  11. «Tiago Pitta e Cunha: "Ainda pensamos Portugal como país pequeno, periférico e pobre, mas somos um gigante marítimo na Europa"». Expresso. 22 de abril de 2022. Consultado em 30 de setembro de 2025