João de Sousa Pinto de Magalhães

João de Sousa Pinto de Magalhães
Nascimento8 de janeiro de 1790
Porto
Morte1 de maio de 1865
Lisboa
CidadaniaReino de Portugal
Ocupaçãopolítico

João de Sousa Pinto de Magalhães[1] (Porto, 8 de Janeiro de 1790Lisboa, 1 de Maio de 1865) foi um político português.

Biografia

João de Sousa Pinto de Magalhães nasceu na cidade do Porto a 8 de Janeiro de 1790, filho de João de Santa Ana Neves e Sousa, advogado, e de D. Maria Benedita Pinto de Magalhães.

Iniciou os seus estudos no Porto e seguiu para Coimbra onde se licenciaria em Direito na universidade dessa cidade, em 1816. Em Setembro de 1817, segue para Lisboa dando inicio à sua carreira de magistrado; no ano seguinte é nomeado para Juiz do Crime do Bairro do Mocambo.

Após a Revolução liberal do Porto, em 1820, Pinto de Magalhães é nomeado deputado pela região do Minho para as Cortes Constituintes de 1820. A 15 de Maio de 1823, em novas cortes extraordinárias, Pinto de Magalhães é eleito seu presidente.

Na sequência da Vilafrancada, o rei D. João VI organiza uma junta para elaborar o novo Código Político, e nomeia Pinto de Magalhães para seu vogal. No final do reinado de D. João VI e inicio da regência da infanta D. Isabel Maria, Pinto de Magalhães assume os cargos de oficial da secretaria dos Negócios do Reino (1824), e o de deputado da Junta da Fazenda do Senado (1825). Entre 1828 e 1833, dedica-se à advocacia em Lisboa.

A seguir às Guerras Liberais é nomeado ministro do Reino em 27 de Maio de 1835. Pouco dias depois, a 15 de Julho, é transferido para o Ministério da Justiça. A 18 de Novembro do mesmo ano, deixa os principais ministérios, e passa a ser Ministro e Secretário de Estado. Em 1839 é eleito deputado substituto por Lisboa, e em 1840 substituto por Braga; neste mesmo ano é eleito deputado por Lisboa, e presidente do parlamento, cargo que exerceria até Julho de 1841.

A partir de 1841, passa a fazer parte de diversas comissões relacionadas com assuntos eclesiásticos, emancipação dos escravos e reforma da Repartição dos Negócios Estrangeiros. Dos altos cargos políticos de que foi responsável, destaque-se o de Conselheiro de Estado e Conselheiro do Tribunal de Contas. Em 1861, é nomeado Par do reino, tendo, no entanto, recusado.

Recebeu a Comenda e a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, a Grã-Cruz da Ordem de São Gregório Magno de Roma e a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa que, no entanto, não aceitou. O rei D. Pedro V ofereceu-lhe um pariato, que também rejeitou.

Liberal convicto, morre pobre em Lisboa en su casa de Rua Guarda-Mor 18,[2] a 1 de Maio de 1865, aos 75 anos de idade. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres com honras militares.

Referências

  1. Junior, Antonio Pereira Ferraz (1866). João de Sousa Pinto de Magalhães: apontamentos historicos. [S.l.]: Typographia Franco-Portugueza 
  2. Aps (11 de julho de 2018). «RUAS DE LISBOA COM ALGUMA HISTÓRIA: RUA DO GUARDA-MOR». RUAS DE LISBOA COM ALGUMA HISTÓRIA. Consultado em 10 de junho de 2022