João de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo

João
Príncipe de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo
Regente da Grécia
PeríodoMarço a novembro de 1867
MonarcaJorge I
Dados pessoais
Nascimento5 de dezembro de 1825
Castelo de Gottorf, Eslésvico, Ducado de Eslésvico
Morte27 de maio de 1911 (85 anos)
Palácio Amarelo, Copenhague, Dinamarca
Sepultado emCatedral de Roskilde, Roskilde, Dinamarca
CasaEslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo
PaiFrederico Guilherme, Duque de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo
MãeLuísa Carolina de Hesse-Cassel
ReligiãoLuteranismo
AssinaturaAssinatura de João

João de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo (em alemão: Johann von Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg; em dinamarquês: Hans til Slesvig-Holsten-Sønderborg-Glücksborg; Eslésvico, 5 de dezembro de 1825Copenhague, 27 de maio de 1911) foi um príncipe de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo. Irmão mais novo do rei Cristiano IX da Dinamarca, João desenvolveu uma carreira militar a serviço da Prússia até se estabelecer na Dinamarca em 1854. Em 1867, exerceu brevemente a regência da Grécia, durante a ausência de seu sobrinho, o rei Jorge I.

Nascimento e família

O príncipe João nasceu em 5 de dezembro de 1825, no Castelo de Gottorf, no Ducado de Eslésvico, sendo o nono filhp, o sexto menino, do duque Frederico Guilherme de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo e de sua esposa, a princesa Luísa Carolina de Hesse-Cassel. Foi batizado com o nome de João, em homenagem a seu ancestral e construtor do Castelo de Glucksburgo, o duque João de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo.[1][2]

O pai do príncipe Carlos era o chefe da Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck, um ramo cadete da Casa de Oldemburgo, descendente do rei Cristiano III da Dinamarca por meio de seu filho mais novo, o duque João de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo. Sua mãe era filha do príncipe Carlos de Hesse-Cassel, um príncipe de origem alemã que construiu carreira na Dinamarca, onde exerceu os cargos de marechal de campo dinamarquês e governador real dos ducados de Eslésvico e Holsácia.[3]

Em 1842, foi confirmado juntamente com seu irmão mais velho, o príncipe Júlio.[4]

Carreira militar

O príncipe João em 1862.

Por decisão de Cristiano VIII, o príncipe João ingressou no serviço militar prussiano em 1842, sendo nomeado segundo-tenente do 27.º Regimento de Infantaria Prussiano, em Magdeburgo, em 20 de junho, após ser aprovado no exame para oficial realizado em Berlim. Permaneceu nessa unidade por dois anos. Entre 1844 e 1846, estudou Ciências Corporais na Universidade de Bonn e, em 1847, passou a integrar o Regimento de Dragões da Guarda Prussiana, em Berlim. Nessa condição, participou da repressão à Revolução de Março na capital prussiana, em 1848. Durante a Guerra dos Três Anos, combateu contra a Dinamarca como parte do contingente enviado pela Prússia a Eslésvico-Holsácia para apoiar os rebeldes locais. Todavia, já em 1849, solicitou dispensa desse serviço, em razão do conflito de interesses em que se encontrava.[5] Posteriormente, serviu em diversos departamentos, até ser promovido a mestre da equitação em 1854. No ano seguinte, foi nomeado com a patente de major e transferiu-se para a Dinamarca, estabelecendo-se em Copenhague.[1]

Em 1862, foi celebrado um acordo com Carlos XV da Suécia a respeito do emprego do príncipe João no exército sueco, prevendo-se que, conforme a promessa de Frederico VII, ele posteriormente ingressaria no Exército Dinamarquês. Contudo, quando o príncipe Guilherme recebeu a coroa da Grécia, Frederico VII decidiu que o príncipe João deveria acompanhar o recém-entronizado Jorge I à Grécia. Esses planos, porém, foram frustrados pela morte de Frederico VII em 1863.[6]

Com a eclosão da Segunda Guerra de Eslésvico, em 1864, o príncipe João apresentou sua renúncia ao serviço prussiano e foi nomeado tenente-coronel da cavalaria dinamarquesa por seu irmão, Cristiano IX, em 29 de fevereiro. Posteriormente, passou também a representar ocasionalmente a Dinamarca em missões diplomáticas, como no batismo do filho mais velho do Príncipe de Gales, o futuro rei Jorge V do Reino Unido, realizado em Londres em 10 de março de 1866. Nessa ocasião, estabeleceu contato com o rei Leopoldo I da Bélgica, o que levou ao seu envio a Bruxelas, no verão daquele ano, com a missão de persuadir o monarca belga a intervir em favor da Dinamarca no conflito dinamarquês-alemão. Em 1865, foi promovido a coronel e, em 1867, a major-general.[6]

Regente da Grécia

De março a novembro de 1867, exerceu a função de regente da Grécia durante a primeira viagem de seu sobrinho, o rei Jorge I, ao exterior, destinada à escolha de uma noiva, em um período particularmente difícil em razão da Revolta de Creta.[7]

Morte

O príncipe João faleceu aos 85 anos, em 27 de maio de 1911, no Palácio Amarelo, em Copenhague. Foi sepultado na Catedral de Roskilde.[8]

Referências

  1. a b Hiort-Lorenzen, 1892, p. 568.
  2. Bramsen, 1992, p. 105.
  3. Bramsen 1992, p. 48.
  4. Bramsen, 1992, p. 103.
  5. Bramsen, 1992, p. 106.
  6. a b Hiort-Lorenzen, 1892, p. 568.
  7. Hiort-Lorenzen, 1892, pp. 568-69.
  8. Bramsen, 1992, p. 107.

Bibliografia