João Manuel de Carvalho (militar)

João Manuel de Carvalho
Nascimento1866
Morte17 de janeiro de 1946
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãooficial de marinha, político

João Manuel de Carvalho (Dois Portos, Torres Vedras, 14 de dezembro de 1866Lisboa, 17 de janeiro de 1946)[1] foi um oficial da Armada Portuguesa e político outubrista que, entre outras funções, foi Ministro da Marinha do 33.º governo republicano, presidido por Carlos Maia Pinto, em funções de 5 de novembro a 16 de dezembro de 1921, e do 34.º governo republicano, presidido por Francisco da Cunha Leal, em funções de 16 de dezembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922.[2]

Biografia

No posto de primeiro-tenente, em 1903, participou em campanhas de levantamento hidrográfico na África Oriental Portuguesa.

No posto de capitão-de-fragata integrou o 33.º governo republicano, presidido por Carlos Maia Pinto, estando em funções de 5 de novembro a 16 de dezembro de 1921. Após a exoneração deste governo, permaneceu nas mesmas funções no governo seguinte, o 34.º governo republicano, presidido por Francisco da Cunha Leal, em funções de 16 de dezembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922.

Integrante da esquerda republicana, foi dirigente da Federação Nacional Republicana e depois do Partido Reformista, quando aquela se dissolveu. Foi adido naval em Londres, em 1916-1917.

Em 10-11 de dezembro de 1923, em colaboração com o tenente-coronel Justiniano Augusto Esteves, liderou uma tentativa de golpe militar, que fracassou.[3]

Voltou a desempenhar um papel relevante na Revolta de Fevereiro de 1927, contra a nascente Ditadura Militar, quando algumas unidades da Armada aderiram, entre as quais o cruzador NRP Carvalho Araújo, sob o comando do comandante João Manuel de Carvalho, e a canhoneira NRP Ibo. Quando os revoltosos se concentraram no Arsenal foram bombardeados pela Aviação Militar, que havia decidido manter-se fiel ao Governo, levando ao fracasso do golpe.

No posto de capitão-de-mar-e-guerra esteve deportado em Angra do Heroísmo, nos Açores em 1930.[4] Aquando da Revolta das Ilhas, de abril de 1931, integrou a Junta Revolucionária da ilha Terceira.[5]

Obras

  • Reconhecimento hydrographico da Barra de Quilua (Natiti) [Moçambique] (por João Manuel de Carvalho, 1.º tenente). Escala 1:16 000 ; [S.l.] : [s.n.], [ca. 1903]. Carta em papel marion (inclui "Vista da barra a 1 milha de distância" e a indicação: «Junho de 1903»).

Referências

  1. Marques, A. H. de Oliveira (2000). Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910–1926). Santa Maria da Feira: Assembleia de República / Edições Afrontamento. p. 152. ISBN 972-36-0512-0 
  2. Respublica: Governo de Maia Pinto.
  3. Maria da Graça A. Mateus Ventura, Manuel Teixeira Gomes. Ofício de Viver, pp. 82-83.
  4. Relação dos deportados com residência fixa em Angra do Heroísmo.
  5. Presos políticos em Angra.