João Batista Rosa

João Batista Rosa
Deputado federal por Minas Gerais
Período1º de fevereiro de 1991
a 1º de janeiro de 1993
Deputado Estadual de Minas Gerais
Período1987 a 1991
1983 a 1987
Prefeito de Pouso Alegre
Período1º de janeiro de 1993
a 31 de dezembro de 1996
Período31 de janeiro de 1977
a 15 de maio de 1982
Vereador de Estiva
Período31 de janeiro de 1959
a 31 de janeiro de 1963
Dados pessoais
Nome completoJoão Batista Rosa
Nascimento29 de janeiro de 1933 (93 anos)
Estiva, Minas Gerais
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Belisária Custódio Rosa
Pai: Benedito José da Rosa
Alma materPontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Cônjuge
  • Magui Maria Pascoal Rosa (c. 1963; v. 2002)
PartidoUDN (até 1965)
ARENA (1965–1979)
PDS (1980–ca.1983)
PFL (ca.1983–ca.1986)
PMDB (ca.1986–ca.1992)
PFL (ca.1992–ca.1997)
ProfissãoAdvogado; Servidor público

João Batista Rosa (Estiva, 29 de janeiro de 1933) é um advogado e político brasileiro do estado de Minas Gerais. Foi deputado federal entre 1991 e 1993, membro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais de 1983 e 1991 e prefeito de Pouso Alegre por dois mandatos.[1][2]

Início de vida e formação

João Batista Rosa nasceu em Estiva, na época ainda um distrito de Pouso Alegre. Filho de Benedito José da Rosa e de Belisária Custódio Rosa, completou os estudos secundários no Colégio São José, em Pouso Alegre. Formou-se em Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.[2] Em 1963, casou-se em São Paulo com a professora Magui Maria Pascoal.[3]

Carreira política

Teve uma primeira passagem pela política em Estiva, quando, filiado à UDN, elegeu-se vereador, em outubro de 1958.[2] Tomou posse em janeiro do ano seguinte e permaneceu no cargo até o fim do mandato, em 1963.[4][5][6] Durante todo o período, ocupou a presidência da Câmara deste município.[2][5]

Permaneceu na UDN até o fim do pluripartidarismo — em 1965, por força do AI-2 —, ocasião em que aderiu à ARENA.[2] Pelos próximos anos, exerceu a advocacia e também foi professor da Faculdade de Direito do Sul de Minas.[7]

Em 1976, retornou definitivamente à política, iniciando uma sequência quase ininterrupta de passagens por cargos eletivos durante os 20 anos seguintes. Candidatou-se a prefeito de Pouso Alegre na eleição de 15 novembro, vencendo na cidade pela primeira vez.[2]

A legislação eleitoral em vigor no período permitia que um partido tivesse mais de um candidato a prefeito na mesma eleição, o que foi o caso de Pouso Alegre. Na ocasião, Rosa disputava o cargo com o também arenista Rômulo Coelho, porém representava uma candidatura mais próxima da oposição à então administração municipal. Por isso, obteve o apoio até mesmo do MDB, que não apresentou candidato a chefe do poder executivo municipal naquela oportunidade.[7]

Primeiro mandato como prefeito

Pouco mais de dois meses depois, assumiu o cargo em 31 de janeiro de 1977.[5] Já no primeiro ano de mandato, é concluída a obra de construção do novo prédio do Hospital Samuel Libânio e, em 1978, é inaugurado o fornecimento de energia elétrica para o distrito de São José do Pantano.[8]

Em 1980, são iniciadas as obras de desvio e retilinização do Rio Mandu, na altura do bairro São Geraldo, para a posterior construção da Avenida Perimetral. A inauguração da via, no entanto, ocorreu apenas em 1984, já durante a segunda passagem de Simão Pedro Toledo pela prefeitura.[9][8]

Com o fim do bipartidarismo, em 21 de novembro de 1979, filiou-se ao PDS, partido que reuniu a maior parte dos antigos membros da ARENA e foi fundado em janeiro de 1980. Tornou-se delegado em Pouso Alegre da nova agremiação, em 1981.[2][10]

Em 15 de maio de 1982, renuncia ao cargo para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Em seu lugar, assumiu o presidente da Câmara Cândido de Souza, já que o vice-prefeito Adiel Nunes Rosa também havia renunciado.[5]

Passagem pela Assembleia Legislativa

Nas eleições de 15 de novembro de 1982, foi eleito deputado estadual com 25.928 votos.[11] Assumiu o cargo no ano seguinte, fazendo parte da 10ª legislatura, tornando-se um dos vice-líderes da bancada do PDS. Deixou o partido durante o primeiro mandato, indo inicialmente para o PFL, mas em seguida aderiu ao PMDB.[2][12]

Como membro desse partido, concorreu ao segundo mandato em 15 de novembro de 1986 e foi reeleito com 35.091 votos.[13] Assumiu a vaga na 11ª legislatura em fevereiro do ano seguinte e durante o novo período no poder legislativo mineiro, foi presidente das comissões de Constituição e Justiça e de Direitos e Garantias Fundamentais. Também fez parte como membro titular da Comissão de Assuntos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e Estímulos Fiscais e da Comissão Constitucional Participou igualmente da comissão formada para a elaboração da nova Constituição de Minas Gerais, promulgada em 1989 e da qual é um dos signatários.[2][14][15]

Membro do Congresso Nacional

Disputou nas eleições de 3 de outubro de 1990 uma vaga na Câmara dos Deputados e foi eleito com 28.714 votos.[16] Assumiu o cargo de deputado federal em fevereiro de 1991 e, durante o mandato, foi titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e um dos vice-líderes do PMDB. Participou da sessão que afastou o então presidente Fernando Collor, em 29 de setembro de 1992, ocasião em que votou pela abertura do processo de impeachment.[2][17] A essa altura, já havia mudado de partido e estava filiado ao PFL.[18]

Quatro dias depois, disputou e venceu a eleição municipal em Pouso Alegre.[7] Na ocasião, recebeu 47,49% (18.529) dos votos válidos em uma disputa contra Enéas Chiarini, que teve 44,20% (17.245), além de Cláudio Afonso Pereira, que teve uma votação de 7,29% (2.845) e Marçal Etiene Arreguy, que obteve a preferência de 1,01% (396) dos eleitores.[19] João Batista Rosa renunciou ao mandato de deputado federal em 1° de janeiro de 1993.[4]

Segundo mandato como prefeito

No mesmo dia, assumiu seu último mandato como prefeito.[2] Em seu segundo ano no cargo, no dia 10 de setembro, o Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira — fechado desde 1987, devido a um incêndio que destruiu o prédio — foi reinaugurado após passar por obras de reconstrução.[20]

Ainda em 1994, foi instalada a torre de telefonia celular do Jardim Esplanada e uma unidade do SENAI foi entregue ao público no bairro São Geraldo.[21][22] Após o fim do último período na chefia do Poder Executivo pouso-alegrense, não ocupou mais cargos eletivos.[1]

Referências

  1. a b «JOÃO Batista ROSA». Assembleia de Minas - Constituição Mineira 89/09 20 Anos. Consultado em 21 de janeiro de 2025. Arquivado do original em 24 de janeiro de 2025 
  2. a b c d e f g h i j k «JOAO BATISTA ROSA». FGV CPDOC. Consultado em 6 de fevereiro de 2025 
  3. «Ex-primeira dama, Dona Magui, dará nome a rua no bairro Santa Edwiges». Câmara Municipal de Pouso Alegre. 13 de fevereiro de 2019. Consultado em 6 de fevereiro de 2025 [ligação inativa] 
  4. a b «JOÃO ROSA». Câmara dos Deputados. Consultado em 21 de janeiro de 2025 
  5. a b c d «Galeria de Prefeitos». Câmara Municipal de Pouso Alegre. Consultado em 21 de janeiro de 2025. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2025 
  6. «Sucessão Executivo e Legislativo» (PDF). Prefeitura Municipal de Estiva. Revista 70 Anos de Estiva: p.05. Consultado em 21 de janeiro de 2025 
  7. a b c TOLEDO, Eduardo A. O. (2022). Estórias do Mandu II... e outras Histórias (PDF). Pouso Alegre: Ateneu Pouso-alegrense de Artes. pp. 66–67; 114–134 
  8. a b «Museu de Fotografias de Pouso Alegre 1971–1980». Guia Pouso Alegre. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  9. ANDRADE (2014), p. 126.
  10. FERREIRA, Paulo. «PARTIDO DEMOCRATICO SOCIAL (PDS)». FGV CPDOC. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  11. «Eleições 1982». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  12. «10ª LEGISLATURA (1983 – 1987)» (PDF). Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  13. «Eleições 1986». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  14. «11ª LEGISLATURA (1987 – 1991)» (PDF). Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  15. Constituição do Estado de Minas Gerais (PDF) 30ª ed. Belo Horizonte: Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 2022. pp. 202–263. ISBN 85-85157-33-X 
  16. «Eleições 1990». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  17. «Brasil: Impeachment do ex-presidente Collor completa 20 anos neste sábado». BAND.com.br. 28 de setembro de 2012. Consultado em 7 de fevereiro de 2025. Arquivado do original em 25 de março de 2017 
  18. «Ata da 145ª Sessão, Extraordinária, Matutina, em 29 de setembro de 1992» (PDF). Diário do Congresso Nacional (Seção 1): p. 22123. 30 de setembro de 1992. Consultado em 7 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 16 de fevereiro de 2017 
  19. Finamour, Juliano (12 de setembro de 2020). «História das eleições em Pouso Alegre é repleta de curiosidades, disputas acirradas, vexames, e polêmicas». Pouso Alegre.NET. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  20. «HISTÓRICO DO CONSERVATÓRIO». Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  21. «Museu de Fotografias de Pouso Alegre 1991–2000»». Guia Pouso Alegre. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  22. «SENAI Pouso Alegre UI Orlando Chiarini». Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 

Bibliografia

Precedido por
Jair Siqueira
Prefeito de Pouso Alegre
1993 — 1996
Sucedido por
Jair Siqueira
Precedido por
Simão Pedro Toledo
Prefeito de Pouso Alegre
1977 — 1982
Sucedido por
Cândido de Souza