Jéfferson Luís Guerreiro Rochembach
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| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Jeferson Luiz Guerreiro Rochembach | |
| Data de nascimento | 27 de dezembro de 1968 (57 anos) | |
| Local de nascimento | Soledade, Rio Grande do Sul, Brasil | |
| Nacionalidade | Brasileiro | |
| Altura | 1,80 m | |
| Pé | Destro | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Ex-Goleiro | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1989-1992 1993 1993–1996 1996 1996 1997 1998 1998 1999 1999 2001 |
Fluminense São José-SP Sport Volta Redonda Náutico Criciúma Ponte Preta Santa Cruz Mogi Mirim Americano Rio Branco Atlético Clube |
83 (0) 20 (0) 165 (0) 14 (0) 18 (0) 39 (0) 22 (0) 17 (0) 4 (0) 1 (0) ? (?) |
Jeferson Luiz Guerreiro Rochembach (Soledade-RS, Brasil, 27 de dezembro de 1968), ou simplesmente Jeferson, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. Teve carreira destacada no futebol brasileiro durante a década de 1990. Alcançou projeção nacional no Fluminense, onde foi titular em 1992 e participou da primeira final de Copa do Brasil da história do clube, ficando com o vice-campeonato. Em 1993, transferiu-se para o Sport Club do Recife, clube no qual viveu o auge da carreira. Foi titular absoluto do time principal do ano de 1993 até o início do ano de 1996, no qual integrou uma das equipes mais marcantes da história do Sport Club do Recife. Em 1994, conquistou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano, com atuações decisivas nas fases finais. Passou ainda por Náutico, Criciúma, Ponte Preta e Santa Cruz. No Criciúma, disputou o Campeonato Brasileiro de 1997. Encerrou a carreira profissional oficialmente em 2001. Sua passagem pelo Sport permanece como a mais lembrada de sua trajetória, consolidando-o como ídolo do clube.
Fluminense (1989-1992)

Jeferson iniciou sua carreira profissional em 1989, sendo opção no banco de reservas entre 1989 e 1991 no Fluminense Football Club, com o goleiro titular sendo o seu colega de profissão Ricardo Pinto.
Em 1992, enfim, conseguiu obter a titularidade logo no início da temporada, realizando uma temporada regular pelo Fluminense Football Club, atuando de forma contínua ao longo do ano. Foi o goleiro da equipe que alcançou a primeira final de Copa do Brasil da história do clube, terminando com o vice-campeonato após uma decisão marcada por controvérsias no Estádio Beira-Rio. No mesmo ano, participou como titular das campanhas do Campeonato Brasileiro, da Copa Conmebol e do Campeonato Carioca. O elenco contava com jogadores de destaque, como os atacantes Ézio e Bobô.
A temporada ficou marcada pelo vice-campeonato na Copa do Brasil, em uma final decidida de maneira controversa. O Fluminense esteve muito próximo de conquistar o título inédito até os 43 minutos do segundo tempo da partida decisiva, quando o árbitro José Luís Aparecido de Oliveira assinalou um pênalti amplamente contestado a favor do Internacional. A cobrança foi convertida pelo zagueiro Célio Silva, resultado que assegurou o título ao clube gaúcho e relegou o Fluminense ao vice-campeonato.[1]
Ao término da temporada de 1992, houve mudança no comando técnico do Fluminense, com a saída de Sérgio Cosme e a contratação de Edinho, ex-jogador do clube, então em início de carreira como treinador. Até então, Jeferson era o goleiro titular absoluto da equipe, vindo de uma sólida temporada.
No início de 1993, após o retorno do período de férias, o goleiro foi comunicado pela nova comissão técnica de que não seria aproveitado no elenco principal e que seria emprestado a outro clube. A decisão ocorreu de forma imediata, encerrando sua passagem pelo Fluminense e levando-o a buscar nova equipe para dar continuidade à carreira profissional.
Jeferson encerrou sua passagem pelo Fluminense Football Club com participação em 83 jogos, dentre os quais, 37 jogos sem sofrer gols, grande parte destes jogos ocorreu na temporada de 1992.[2]
São José (1993)
Após sua saída do Fluminense, o goleiro teve uma breve passagem pelo São José-SP, onde atuou em aproximadamente 20 partidas. Suas boas atuações chamaram a atenção do Sport Club do Recife, que passou a acompanhar seu desempenho e manifestou interesse em sua contratação.
Sport Club do Recife (1993-1996)
No Sport Clube do Recife, chegou já com status de titular. Inserido em um elenco majoritariamente jovem, passou a exercer papel de referência técnica e liderança dentro do grupo, especialmente pela experiência acumulada na carreira.
Naquele período, o Sport contava com uma geração em formação, que viria a revelar jogadores como Bosco, Juninho Pernambucano, Sandro, Chiquinho, Leonardo, entre outros atletas que posteriormente tiveram projeção no futebol brasileiro e mundial.
Em 1993, o Sport Club do Recife realizou uma campanha irregular no Campeonato Brasileiro, reflexo de um elenco ainda em processo de formação. A equipe obteve 4 vitórias, 3 empates e 7 derrotas ao longo da competição. No Campeonato Pernambucano, o clube não chegou à decisão, cuja final foi disputada entre Santa Cruz e Náutico, encerrando a temporada abaixo das expectativas de parte da torcida. O desempenho, no entanto, foi interpretado como parte do processo de maturação de um grupo jovem, que serviria de base para uma equipe mais competitiva nos anos seguintes, que tinha no goleiro Jeferson a sua liderança.
Em 1994, o Sport apresentou uma equipe mais consolidada e protagonizou partidas de destaque ao longo da temporada. Entre as partidas mais expressivas na campanha do Campeonato Brasileiro daquele ano, figuram a vitória por 3 a 0 sobre o Corinthians, no Estádio do Pacaembu, o triunfo por 5 a 2 diante do Botafogo, no Estádio Caio Martins, em Niterói/RJ, e a vitória por 5 a 2 sobre o São Paulo, então campeão mundial, no estádio da Ilha do Retiro. A equipe paulista contava com jogadores como Zetti, Cafu, Júnior Baiano, Palhinha, Euller e Toninho Cerezo. Naquela partida, destacaram-se as atuações de Jeferson, Leonardo, Fábio e Juninho, em uma partida histórica que até hoje é lembrada pelos torcedores mais fanáticos.
(..)Aquele jogo tem um espaço de peso nas memórias da Ilha do Retiro. Válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, o Sport foi brilhante, sendo comandado por crias da base como o zagueiro Adriano Teixeira, os meias Juninho Pernambucano e Chiquinho, e o atacante Leonardo.
O Leão também tinha entre os titulares daquela partida jogadores que marcaram época, como o goleiro Jefferson, o zagueiro Gilton, os laterais Givaldo e Dedé, o volante Dario e os atacantes Zinho e Fábio. Comandado por Givanildo Oliveira, o Sport tinha um futebol ofensivo envolvente e que rendeu boa campanha no Brasileiro (caiu na segunda fase), além dos títulos Pernambucano e da Copa do Nordeste daquela temporada.
A vitória também tem contornos especiais pelo fato de o time do São Paulo ter conquistado, no ano anterior, o bicampeonato mundial de clubes. Comandado por Telê Santana, o Tricolor atuou no jogo com Zetti; Cafu, Júnior Baiano, Murilo e André Luís; Alemão, Axel, Doriva e Palhinha; Caio e Euller(...)[3]
Apesar das partidas de grande repercussão nacional registradas em 1994, o elenco do Sport Club do Recife ainda era composto majoritariamente por jogadores jovens e em processo de afirmação. Como é característico de equipes em formação, o time apresentou oscilações de desempenho ao longo da temporada. Em razão dessas variações, o Sport encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro na 9ª colocação geral, ficando a apenas um ponto da classificação para a fase de mata-mata, com uma campanha com 8 vitórias, 8 empates e 9 derrotas. Ainda assim, a campanha foi considerada expressiva e histórica, especialmente pelo contexto de renovação e amadurecimento do grupo e as expressivas vitórias contra as principais equipes do Sudeste.
Se no cenário nacional o Sport esteve próximo de figurar entre os primeiros colocados, no âmbito regional nordestino o desempenho foi amplamente dominante. O clube sagrou-se campeão da Copa do Nordeste, eliminando Bahia e América-RN nas fases anteriores e vencendo o CRB na decisão. O goleiro Jeferson teve papel decisivo na conquista, ao defender um pênalti na fase semifinal e outro na final durante a disputa de pênaltis, contribuindo diretamente para o título.[4][5][6]
A temporada de 1994 representou o ponto mais alto da trajetória de Jeferson no Sport Club do Recife.
Em 1995, com a saída de jogadores importantes como Leonardo, Sandro e Juninho Pernambucano, o Sport Club do Recife apresentou uma queda significativa de rendimento coletivo. A equipe teve desempenho abaixo do esperado nas principais competições da temporada. No Campeonato Pernambucano, o clube encerrou sua participação na 3ª colocação, vendo o rival Santa Cruz Futebol Clube conquistar o título estadual. Já no Campeonato Brasileiro, o Sport terminou na 17ª posição da classificação geral, sem protagonismo na competição.
Ao longo de toda a temporada de 1995, Jeferson permaneceu como titular da equipe, embora o desempenho geral tenha ficado abaixo do registrado no ano anterior, acompanhando o momento esportivo do clube.
Em 1996, o goleiro iniciou a temporada no Sport, mas, em meio a mudanças internas na estrutura do futebol, foi definida sua saída ainda durante a disputa do Campeonato Pernambucano, encerrando-se, assim, sua passagem pelo clube.
Jeferson foi titular do Sport Club do Recife nas temporadas de 1993, 1994 e 1995, terminando sua passagem com 165 partidas pelo clube e 02 títulos (Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano).
O período em que atuou pelo clube permanece na memória do torcedor que vivenciou a época, especialmente em razão das conquistas regionais e estaduais e do desempenho da equipe em 1994. É lembrado com carinho pela torcida rubro-negra, em razão de seu profissionalismo, regularidade e segurança apresentadas ao longo de sua passagem.
Volta Redonda (1996)
Em 1996, teve uma breve passagem pelo Volta Redonda, com participação na disputa do Campeonato Carioca daquele ano. Após se destacar individualmente, retornou ao Recife (PE), desta vez para atuar pelo Clube Náutico Capibaribe, com o qual disputou a Série B do Campeonato Brasileiro.
Náutico (1996)
No Clube Náutico Capibaribe, Jeferson foi contratado com a perspectiva de atuar como titular na campanha da Série B do Campeonato Brasileiro daquela temporada.
Naquela edição da Série B do Campeonato Brasileiro, a competição foi disputada em quatro fases. O Náutico avançou pelas três primeiras etapas do torneio.
Na primeira fase, o clube integrou um grupo composto por seis equipes, encerrando a participação na terceira colocação, o que lhe garantiu classificação para a fase seguinte.
Na segunda fase, o Náutico enfrentou a Desportiva Ferroviária em confrontos eliminatórios de ida e volta. No primeiro jogo, disputado nos Aflitos, o time pernambucano venceu por 2–1. Na partida de volta, realizada no Espírito Santo, a Desportiva venceu pelo mesmo placar, levando a decisão para a disputa de pênaltis. O Náutico saiu vitorioso por 5–4, com destaque para o goleiro Jeferson, que defendeu a última e decisiva cobrança.
Na terceira fase, o adversário foi o América Mineiro. No jogo de ida, realizado no Estádio dos Aflitos, o Náutico venceu por 3–0. Na partida de volta, o América venceu por 2–1, resultado insuficiente para reverter a vantagem pernambucana. Mais uma vez, Jeferson teve atuação destacada, evitando um placar mais elástico e contribuindo diretamente para a classificação do Náutico à fase final.
A fase final foi disputada em formato de quadrangular, reunindo Náutico, Londrina, América-RN e União São João. Apenas os dois primeiros colocados garantiriam o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. O Náutico iniciou essa fase de forma irregular, somando duas derrotas e um empate nas três primeiras rodadas, ficando em situação delicada, com apenas um ponto conquistado.
Nas rodadas seguintes, a equipe reagiu. Na quarta rodada, venceu o América-RN por 4–1; na quinta rodada, superou o Londrina por 3–0, chegando à última rodada dependendo exclusivamente de uma vitória fora de casa sobre o União São João para conquistar o acesso.
A partida decisiva foi equilibrada e com oportunidades para ambos os lados, terminando empatada em 1–1. Com o resultado, o Náutico encerrou sua participação na competição sem alcançar a classificação para a Série A. Apesar da eliminação, o goleiro Jeferson foi eleito o melhor em campo nessa partida, destacando-se por diversas defesas no segundo tempo, em um cenário no qual a equipe precisou se lançar ao ataque e deixou sua defesa exposta.
Mesmo sem o acesso, Jeferson teve desempenho individual amplamente reconhecido ao longo da campanha, com atuações decisivas especialmente nos confrontos contra Desportiva Ferroviária, América Mineiro e União São João.
Criciúma (1997)
Após sua passagem pelo Clube Náutico Capibaribe, o goleiro Jeferson foi contratado pelo Criciúma Esporte Clube para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1997. A contratação ocorreu em razão de sua campanha no ano anterior, chamando a atenção do Criciúma por suas atuações decisivas na campanha do Náutico na Série B. No Criciúma, integrou um elenco que contava com jogadores como Magno Alves, Marcão, Paulo Baier, entre outros.
Na referida campanha, o Criciúma apresentou desempenho irregular ao longo da competição, com poucos resultados de maior destaque. Entre eles, figuram vitórias contra equipes tradicionais do futebol brasileiro, como em confronto contra o São Paulo, que à época contava com atletas como Rogério Ceni, Belletti e Dodô, em partida que terminou 2x1 para o Tigre, além de outro triunfo por 2–1, agora sobre o Botafogo, ambas as partidas no Estádio Heriberto Hulse, em casa.
Mas o resultado mais expressivo da equipe na temporada foi a vitória por 1–0 sobre o Palmeiras, conquistada no antigo estádio do Palestra Itália (atual Allianz Parque), na casa do adversário. O Palmeiras viria a ser finalista daquela edição do Campeonato Brasileiro e possuía um elenco formado por jogadores de elite nacional, como Alex, Roque Júnior, Velloso, Viola, Oséas e Euller. Essa vitória é considerada o principal resultado positivo do Criciúma no torneio, sendo uma grande surpresa na época, dada a diferença de nível entre os elencos dos dois times e pelo fato de ser uma partida fora de casa para o time catarinense.
Mesmo com as vitórias destacadas acima, conforme mencionado anteriormente, houve irregularidade ao longo do campeonato e, mesmo assim, o Criciúma chegou à última rodada dependendo exclusivamente de seus próprios esforços para evitar o rebaixamento. A partida decisiva foi disputada contra o Atlético Paranaense, no Estádio Heriberto Hülse. O confronto terminou empatado em 1-1, resultado que confirmou o rebaixamento do Criciúma à Série B do Campeonato Brasileiro, a ser disputada na temporada seguinte.
Ponte Preta (1998) e Santa Cruz (1998)
No início de 1998, Jeferson foi contratado pela Associação Atlética Ponte Preta para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. O clube encerrou a competição na 3ª colocação, não alcançando o acesso, uma vez que, naquele ano, apenas o primeiro colocado garantia vaga na divisão principal. O goleiro atuou como titular ao longo da primeira parte da temporada, integrando um elenco que contava com jogadores como Mineiro, Washington “Coração Valente” e Fabinho "Soldado". No decorrer da temporada, a Ponte Preta contratou o goleiro Edinho (filho de Pelé) para assumir a posição de titular na disputa do Campeonato Brasileiro de 1998. Diante da redefinição do elenco para a competição, Jeferson optou por deixar o clube em busca de uma equipe na qual pudesse atuar com maior regularidade como titular.
Após essa passagem, foi contratado pelo Santa Cruz Futebol Clube, arquirrival do Sport Club do Recife, para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Na competição, apresentou um desempenho individual abaixo do registrado em temporadas anteriores, em um contexto que evidenciou uma fase de declínio técnico em relação aos anos de maior destaque de sua carreira.
Mogi-Mirim (1999) e Americano/RJ (1999)
Jeferson teve uma passagem discreta pelo Mogi Mirim Esporte Clube, onde atuou na primeira fase do Campeonato Paulista. Ao longo da competição, após apenas 4 partidas, perdeu a titularidade e, diante deste cenário, optou por deixar o clube em comum acordo com a diretoria, encerrando sua passagem de forma breve.
Ainda no início de 1999, após deixar o Mogi Mirim Esporte Clube, Jeferson realizou sua penúltima passagem como jogador profissional ao ser contratado pelo Americano Futebol Clube, de Campos dos Goytacazes, para a disputa do Campeonato Carioca. Embora tenha chegado ao clube com expectativa de assumir a titularidade, sua participação na competição foi bastante breve.
Jeferson atuou em apenas uma partida, válida pela segunda rodada do campeonato, contra o Olaria Atlético Clube, que terminou com vitória do adversário por 1–0.
As passagens finais de Jeferson pelo Mogi Mirim e pelo Americano foram encerradas de forma precoce e evidenciaram um período de declínio em relação ao nível apresentado ao longo de sua carreira, especialmente quando comparado às temporadas de maior destaque. O próprio jogador demonstrou cansaço mental com a carreira profissional naquele momento e avaliou não possuir mais rendimento compatível com as exigências do futebol de alto nível, sendo certo que, após a derrota para o Olaria, Jeferson rescindiu seu contrato com o clube fluminense e decidiu encerrar a carreira como atleta profissional, afastando-se definitivamente dos gramados.
Rio Branco/ES (2001)
Após receber um convite do Rio Branco Atlético Clube, Jeferson reconsiderou sua decisão de aposentadoria e realizou uma breve passagem pelo clube durante a disputa do Campeonato Capixaba de 2001, em uma tentativa de retomar a carreira profissional, encerrada por decisão pessoal após sua saída do Americano. À época, já era considerado um goleiro veterano, com quase 33 anos de idade. No entanto, em razão de desgastes com a diretoria, decorrentes da irregularidade no pagamento de salários, optou por deixar o clube, encerrando de forma definitiva a carreira como jogador profissional de futebol.
Jeferson encerrou sua carreira profissional no Rio Branco Atlético Clube aos 32 anos de idade, faixa etária considerada relativamente avançada para a época. Sua trajetória no futebol é considerada sólida, especialmente em razão de fatores como sua estatura abaixo da média para a posição de goleiro, com 1,80 m de altura, e sua origem fora dos principais centros urbanos do país, circunstâncias que, à época, tendiam a dificultar a consolidação de uma carreira em alto nível.
Ao longo de sua carreira, Jeferson disputou aproximadamente 385 partidas oficiais, número que carece de confirmação documental em razão das limitações e inconsistências dos registros estatísticos do período. Durante a década de 1990, atuou por seis temporadas na Série A do Campeonato Brasileiro, principal divisão do futebol nacional, atuando tanto contra quanto ao lado de atletas de grande gabarito. Nesse período, enfrentou e dividiu campo com jogadores de destaque, entre eles Juninho Pernambucano, Renato Gaúcho, Amoroso, Romário, Edmundo, Evair, Marcelinho Carioca, Neto, Raí, Donizete, Viola, Alex, Rogério Ceni, entre tantos outros, em uma era frequentemente apontada como um dos momentos de maior qualidade técnica do futebol brasileiro.
Títulos
Torneio de Kiev de 1989
Taça Rio de 1990
Taça Guanabara de 1991
- Sport
Copa do Nordeste de 1994
Campeonato Pernambucano de 1994
Referências
- ↑ «Matéria do Globo Esporte sobre a Final». 3 de outubro de 2023
- ↑ Napoleão, Antonio Carlos (2003). Fluminense Football Club: história, conquistas e glórias no futebol. [S.l.]: Mauad Editora Ltda. ISBN 978-85-7478-078-8. Consultado em 6 de janeiro de 2026
- ↑ «Você lembra? Em 1994, Sport goleia São Paulo por 5 a 2 para festa da Ilha do Retiro». ge. 11 de agosto de 2018. Consultado em 6 de janeiro de 2026
- ↑ «Ídolo do Sport nos anos 90, Jefferson quer voltar a trabalhar com futebol». Site Globoesporte.com. 13 de janeiro de 2016. Consultado em 11 de março de 2018
- ↑ «10 jogos que marcaram a História da Copa do Nordeste». Site Globoesporte.com. 15 de janeiro de 2015. Consultado em 11 de março de 2018
- ↑ ZIRPOLI, Cassio - Diário de Pernambuco, página editada em 7 de abril de 2015 e disponível em 24 de outubro de 2018.

