O Esporte Clube Bahia é o adversário interestadual com o qual o Fluminense mais disputou partidas fora da Região Sudeste e da dupla Gre-nal, sendo o nono de outro estado e incluindo todos os clubes indistintamente o vigésimo primeiro com mais confrontos realizados pelo clube carioca.[6]
História
O Esporte Clube Bahia foi formado por 70 pessoas, em sua maioria ex-atletas da Associação Atlética da Bahia e do Clube Bahiano de Tênis. A convite do Bahiano, o Fluminense fez a sua primeira excursão ao Nordeste do Brasil, em 1923, tendo enfrentado na primeira partida a Associação Atlética, com vitória do Fluminense por 3 a 1, conquistando nessa ocasião a Taça Associação Athletica Baiana.[7][8][9]
Na primeira partida entre Bahia e Fluminense, em 4 de março de 1945, a vitória do Flu em Salvador por 2 a 1 lhe valeu as conquistas das taças Esporte Clube Bahia e Prefeito de Salvador.<
A primeira vitória do Bahia aconteceu em 1 de abril de 1956, partida disputada no Campo da Graça, por 2 a 1, na quinta partida entre os dois clubes.[10]
Já a primeira vez que o confronto se realizou no Rio de Janeiro, empate por 1 a 1 em Laranjeiras no dia 17 de maio de 1961, ano em que o estádio do Fluminense viria a perder parte de suas arquibancadas ao seu final, na décima primeira partida realizada entre os dois oponentes.[10][11]
O recorde de público deste confronto (e recorde em partidas de futebol entre clubes na Região Nordeste, e no Brasil fora da Região Sudeste),[12][13] aconteceu pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1988, vitória baiana por 2 a 1, em partida que classificaria o Esporte Clube Bahia para a final e que lhe acabaria por conceder o seu segundo título nacional, perante cerca de 120.000 torcedores na Fonte Nova,[14] sendo 112.438 deles, pagantes. Nessa edição do campeonato nacional aconteceram três confrontos, com uma vitória para cada lado e um empate.
Outros jogos importantes foram no mata-mata pelas oitavas de final Copa do Brasil de 2007, quando o Fluminense desclassificaria o Bahia e se sagraria campeão ao final dessa competição. Ocorreram dois empates, 1 a 1 no Rio de Janeiro e 2 a 2 na Bahia, com o Fluminense passando de fase pela regra do gol fora de casa.
As equipes voltaram a se enfrentar em mata-mata anos mais tarde. Dessa vez, os tricolores mediram forças nas quartas de final da Copa do Brasil de 2025. O jogo de ida, realizado na Arena Fonte Nova, terminou com o triunfo do Bahia por 1 a 0, com gol marcado aos 41 minutos do 2º tempo por Luciano Juba. O jogo de volta, no Maracanã, terminou com vitória do Fluminense pelo placar de 2 a 0, resultado que classificou o tricolor carioca para as semifinais da competição. O gol da classificação, marcado pelo zagueiro Thiago Silva, aconteceu aos 39 minutos do 2º tempo.
Revelado pelo Bahia, onde sagrou-se campeão baiano em 1938, Pedro Amorim jogaria depois no Fluminense entre 1939 e 1947, conquistando três campeonatos cariocas, entre outros títulos, chegando a Seleção Brasileira em 1941.
Em 1988, o Bahia eliminou o Fluminense nas semifinais do Campeonato Brasileiro e avançou à final para conquistar seu 2º título do Brasileirão.
Em 2007, o Fluminense eliminou o Bahia nas oitavas de final da Copa do Brasil e avançou até a final para conquistar o seu 1º troféu da competição.
Em 2025, o Fluminense eliminou o Bahia nas quartas de final da Copa do Brasil.[20]
Outras estatísticas
Cidades e estados
Foram disputadas 42 partidas na Bahia, 25 no Rio de Janeiro, 1 em Sergipe, 1 em São Paulo e 1 no Distrito Federal. A partida realizada no Estado de São Paulo aconteceu em Barueri, com o mando do Bahia, assim como a de Aracaju (SE), enquanto a de Brasília (DF) teve o mando do Fluminense, um total de 44 jogos com o mando baiano e 25 com o mando carioca. Além das 3 cidades onde foram realizadas as partidas em outros estados, apenas as cidades do Rio de Janeiro e Salvador sediaram os jogos.[21][10]
Principais estádios
34 partidas foram realizadas na Fonte Nova e 18 no Maracanã, estádios que receberam a maioria dos confrontos. Na Fonte Nova o retrospecto é de 11 vitórias do Fluminense, 8 vitórias do Bahia e 15 empates, enquanto no Maracanã é de 13 vitórias do Fluminense, 1 vitória do Bahia e 4 empates.[10]
Campeonato Brasileiro
Pelo Campeonato Brasileiro Unificado foram 51 jogos, com 25 vitórias do Fluminense, 11 do Bahia e 15 empates, 64 gols a favor do Fluminense e 43 a favor do Bahia. A primeira partida entre os dois na competição nacional, ocorreu em 1968, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, vitória de 3 a 1 do Fluminense na Fonte Nova.[10]
Séries
A maior sequência de invencibilidade é do Fluminense, com treze partidas entre 6 de março de 1991 e 25 de abril de 1997, sendo seis vitórias e sete empates. A maior sequência de invencibilidade a favor do Bahia é de seis partidas, com duas vitórias e quatro empates entre 4 de outubro de 2014 e 26 de maio de 2019.[22]
A única vitória do Bahia sobre o Fluminense no Maracanã aconteceu em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1987, por 1 a 0, e após isso há em aberto uma sequência de doze jogos sem vitória sobre o Fluminense no estádio carioca, com oito vitórias cariocas e quatro empates, dezesseis gols pró-Flu e três para o Bahia.[23]
A vitória do Bahia por 2 a 0 em 22 de novembro de 2018, quebrou uma invencibilidade de 29 anos do Fluminense contra o clube baiano no Estádio da Fonte Nova, que se arrastava desde após a vitória do Bahia em partida que ficou marcada pelo recorde de público desse estádio em Campeonato Brasileiro conquistado pelo Bahia, um total de nove jogos sem derrota, com duas vitórias do Fluminense e sete empates.[24]
Recordes
Artilheiros
Pelo Campeonato Brasileiro, o maior artilheiro do Fluminense nesse confronto é o baiano Washington, com cinco gols marcados nos anos 1980, seguido por Ézio com três gols; já pelo Bahia, Gil Sergipano, Naldinho, Osni e Souza, marcaram dois gols cada um. O maior artilheiro na História desse confronto, incluindo todos os jogos disputados, é Waldo, do Fluminense, com seis gols.[25]
Público: 35 668 Renda: R$ 1 298 824,00 Árbitro:GO Jefferson Ferreira de Moraes
Maiores públicos
Apenas públicos pagantes, acima de 30.000, por falta de informações sobre o número de presentes nos jogos relacionados, exceto o jogo apontado.[26]
Torcida do Bahia na Arena Fonte Nova.Bahia 2 – 1 Fluminense, Fonte Nova, 110.438, 12 de fevereiro de 1989, Campeonato Brasileiro.
Fluminense 1 – 0 Bahia, Maracanã, 50.262, 4 de agosto de 2024, Campeonato Brasileiro.
Fluminense 2 – 0 Bahia, Maracanã, 48.669, 10 de setembro de 2025, Copa do Brasil.
Torcida do Fluminense em partida contra o Bahia, pelo Brasileirão de 2024, no Maracanã.Bahia 2 – 2 Fluminense, Fonte Nova, 47.074, 25 de abril de 2007, Copa do Brasil.
Bahia 1 – 0 Fluminense, Arena Fonte Nova, 43.689, 28 de agosto de 2025, Copa do Brasil.
Bahia 0 – 0 Fluminense, Fonte Nova, 40.820, 6 de março de 1985, Campeonato Brasileiro.
Bahia 1 – 2 Fluminense, Arena Fonte Nova, 40.249, 8 de dezembro de 2013, Campeonato Brasileiro (42.849 presentes).[27]
Bahia 0 – 0 Fluminense, Fonte Nova, 36.670, 12 de setembro de 1976, Campeonato Brasileiro.
Fluminense 1 – 0 Bahia, Maracanã, 36.433, 28 de novembro de 1976, Campeonato Brasileiro.
Bahia 3 – 3 Fluminense, Arena Fonte Nova, 35.668, 9 de agosto de 2025, Campeonato Brasileiro (35.505 pagantes).[28]
Fluminense 0 – 0 Bahia, Maracanã, 34.421, 9 de fevereiro de 1989, Campeonato Brasileiro.
Bahia 1 – 1 Fluminense, Fonte Nova, 33.940, 11 de março de 1984, Campeonato Brasileiro.
Bahia 0 – 1 Fluminense, Fonte Nova, 33.237, 5 de setembro de 1973, Campeonato Brasileiro.
Fluminense 2 – 1 Bahia, Maracanã, 31.184, 14 de abril 1985, Campeonato Brasileiro.
Bahia 1 – 1 Fluminense, Fonte Nova, 30.662, 30 de setembro de 2001, Campeonato Brasileiro.
↑DE FREITAS LIMA, Ricardo (30 de agosto de 2021). «30 Adversários que mais jogamos.». Site Estatísticas do Fluminense. Consultado em 1 de novembro de 2021