Jâmblico I
| Jâmblico I | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Rei do Reino de Emesa | |||||
| Reinado | 51/44-32 a.C. | ||||
| Antecessor(a) | Samsigéramo I | ||||
| Sucessor(a) | Alexandre | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Morte | 32 a.C. | ||||
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| Dinastia | emesana | ||||
| Pai | Samsigéramo I | ||||
Jâmblico I (em latim: Iamblichus; em grego: Ἰάμβλιχος; romaniz.: Iámblichos; em aramaico: 𐡉𐡌𐡋𐡊𐡅; romaniz.: Yamlīḵū) foi o segundo rei (filarco) do Reino de Emesa de 51/44 até 32 a.C.. Teve participação nas guerras civis da República Romana, ao aliar-se com Júlio César.
Nome
Jâmblico (Iamblichus; Ἰάμβλιχος, Iámblichos) ou Jânlico (Ἰάμλιχος, Iámlichos) é a forma latina e grega de Iamelicu (𐡉𐡌𐡋𐡊𐡅, Yamlīḵū), "possa (NP) ser rei / reinar", um hipocorístico teofórico de origem aramaica ou árabe. O prefixo imperfeito y- pode ser um legado de um forma aramaica mais antiga, mas também pode ser uma forma árabe.[1]
Vida

Jâmblico era filho de Samsigéramo I, o fundador e primeiro filarco (rei) do Reino de Emesa. Sua data de nascimento é incerta. É mencionado pela primeira vez em 51 a.C., quando foi citado pelo então governador da Cilícia Cícero, que o considerou como um aliado em potencial contra o Império Arsácida da Pérsia.[2] É possível que já tenha ascendido ao poder nesse ponto. Em 47 a.C., ao lado de Soemo e Ptolemeu, outros possíveis membros de sua dinastia, enviou destacamentos para auxiliar Júlio César em seu cerco de Alexandria, no Reino Ptolemaico.[3][4] Estrabão (XVI.2.10-11), ao mencionar a revolta de Quinto Cecílio Basso (46–44 a.C.), faz menção a Samsigéramo e Jâmblico, o que indica que ao menos até esse momento seu pai ainda estava vivo.[5] Jâmblico aparentemente se submeteu ao governador da Síria Caio Cássio Longino, um dos conspiradores que assassinaram César em 44 a.C., e então a Marco Antônio. Em 32 a.C., Antônio suspeitou das intenções de Jâmblico, o depôs e o assassinou. O trono de Emesa foi concedido ao irmão dele, Alexandre.[2][4] Jâmblico teve um filho chamado Jâmblico II, que ascenderia ao trono anos mais tarde.[6] Em algum momento incerto durante seu reinado, a capital do reino foi transferida de Aretusa (atual Arrastã) para Emesa (atual Homs).[7]
Referências
- ↑ Marcato 2018, p. 71.
- ↑ a b Levick 2007, p. 8.
- ↑ Ball 2000, p. 33.
- ↑ a b Birley 2002, p. 70.
- ↑ Cohen 2006, p. 101.
- ↑ Levick 2007, p. 8-9.
- ↑ Ball 2000, p. 32-33.
Bibliografia
- Ball, Warwick (2000). Rome in the East: The Transformation of an Empire. Londres: Routledge. ISBN 9780415113762
- Birley, Anthony R. (2002). Septimius Severus: The African Emperor. Londres e Nova Iorque: Routledge. ISBN 978-1134707461
- Cohen, Getzel M. (2006). The Hellenistic Settlements in Syria, the Red Sea Basin, And North Africa. Berkeley, Califórnia: University of California Press. ISBN 0520241487
- Levick, B. (2007). Julia Domna, Syrian Empress. Londres e Nova Iorque: Taylor & Francis
- Marcato, Enrico (2018). Personal Names in the Aramaic Inscriptions of Hatra. Veneza: Edizioni Ca' Foscari