Insurreição islâmica em Moçambique

Insurreição Islâmica em Moçambique
Data5 de outubro de 2017 – presente
LocalProvíncia de Cabo Delgado, Moçambique
SituaçãoEm andamento
Beligerantes
 Moçambique

Tanzânia
África do Sul
 Botswana[1]
Apoio:

Portugal Portugal
 Rússia[2]
Uganda[3]
 Estados Unidos[4]
 Reino Unido[5]
 Angola[6]
Ansar al-Sunna
Estado Islâmico (Província da África Central)
Comandantes
Moçambique Filipe Nyusi
Moçambique Daniel Chapo
Moçambique Atanasio M'tumuke
Moçambique Bernadino Rafael
África do Sul Cyril Ramaphosa
Tanzânia John Magufuli
Tanzânia Samia Suluhu
Portugal Nuno Lemos Pires
Abu Yasir Hassan
Abdul Rahmin Faizal  Rendição (militar)[7]
Abdul Remane[7]
Abdul Raim[7]
Nuno Remane[7]
Ibn Omar[7]
"Salimo"[7]
Abdul Aziz
6,038 mortos, dos quais 2,509 civis, em 2025[8]
400 000 civis deslocados[9][10]

A insurreição islâmica em Moçambique é um conflito em curso na província de Cabo Delgado, em Moçambique, entre militantes wahhabitas, que pretendem estabelecer um Estado islâmico em Moçambique, e as forças de segurança moçambicanas. O conflito também inclui ataques a civis.[11] Suspeita-se que grupos de bandidos armados tenham também aproveitado a confusão a seu favor.[12]

O grupo wahhabi autodenomina-se Ansar al-Sunna (ou Ahlu Sunnah Wa-Jamo) - Defensores da Tradição - mesmo nome de um grupo insurgente sunita iraquiano que lutou contra as tropas norte-americanas, entre 2003 e 2007. Por vezes, o próprio grupo também se autodenomina Al-Shabaab, (que em árabe significa «a juventude»,[13] sendo que este nome também aparece grafado como Machababo[13] em português moçambicano), apesar de não estar claro se possui ligações com o grupo somali com o mesmo nome e embora haja somalis no norte de Moçambique.[14][15] Relatos mencionaram que este grupo fundamentalista islâmico é composto principalmente de moçambicanos dos distritos de Mocímboa da Praia, Palma e Macomia, mas também inclui estrangeiros da Tanzânia e da Somália.[16]

Perto da localidade está a ser desenvolvido um projeto de aproveitamento de gás natural pela firma francesa Total. É o maior e mais rico projeto de gás natural liquefeito da África. Estima-se que tenha um valor de 60 mil milhões de dólares (USD), com investimentos de vários países europeus. A população local reclama que viu pouco dessa riqueza ou investimento passar para a comunidade, o que teria motivado o início da insurgência - mais tarde "internacionalizada", ao ganhar apoio do Estado Islâmico.[17]

Em junho de 2019, também o Estado Islâmico deu a conhecer a sua presença em Moçambique e o seu envolvimento nos combates que têm abalado o norte do país desde o final de 2017.[18][19][20] Em 24 de Março de 2020, o Estado Islâmico reivindicou mais um ataque em Mocimboa da Praia, no Norte de Moçambique, localidade que ocuparam por um dia antes de serem expulsos. Os terroristas apoderaram-se de armamento e equipamento, deixando atrás de si um número indeterminado de vítimas.[21]

Segundo um relatório de um grupo de peritos dos orgãos antiterroristas da ONU, desde fins de 2019 que o grupo Ansar al-Sunna pertence ao chamado EIPAC (Estado Islâmico na Província da África Central ,ou IS-CAP, Central Africa Wilayah ou Wilayat Wasat Ifriqiya, uma divisão do Daesh ). Segundo um estado membro da ONU, as operações jihadistas em Moçambique foram planeadas e comandadas pela República Democrática do Congo.[22] Segundo as estatísticas da ONU e das ONG’s, os ataques provocaram até Abril de 2021, 2 689 mortes em, pelo menos, 838 incidentes violentos, o número de pessoas que perderam as suas casas e foram obrigados a fugir está prestes a atingir os 700 mil e mais 1,3 milhões precisa assistência humanitária urgente.[23][24][25][26]

Antecedentes

Cabo Delgado, a província mais a norte de Moçambique, é conhecida por alguns como "cabo esquecido". Está a 1 600 km da capital, Maputo.

É a província moçambicana onde a fé muçulmana ganhou mais peso e penetração social. Foi sempre, no entanto, um culto religioso pacífico e natural, que se adaptava à terra mais do que a obrigava a adaptar-se.[27]

O grupo Ansar al-Sunna nasceu de uma seita que tinha atritos com os muçulmanos sufistas locais e ligações a fundamentalistas da África Oriental. Recrutava os jovens frustrados pela pobreza e falta de oportunidades de emprego. Poucos habitantes locais acreditam que a descoberta das enormes quantidades de gás natural ao largo da costa de Cabo Delgado os vá beneficiar, ao contrário das elites dentro e à volta do partido no poder, a Frelimo.[28]

No início, o Estado moçambicano encarou o grupo como bandidos vulgares. O Presidente Filipe Nyusi admitiu entretanto que existe um problema, mas o seu governo está sobrecarregado. Os melhores soldados do país estão a guardar as instalações de gás. Os restantes estão mal treinados, mal pagos e ainda, por vezes, são acusados de abusos dos direitos humanos. A maioria dos soldados não é de Cabo Delgado e não fala as línguas locais.[28]

Principais confrontos

Ataques em Cabo Delgado

Tomada de Mocimboa da Praia

Cabo Delgado.

No dia 12 de Agosto de 2020, durante a madrugada, os jihadistas capturaram, pela terceira vez, Mocímboa da Praia e o respectivo porto, assim como, segundo algumas fontes, duas instalações militares.[29][30][31] Mercenários do grupo de segurança sul-africano Dyck Advisor Group (DAG), que têm apoiado o Governo moçambicano no combate aos jihadistas, não chegaram a tempo de intervir.[23][24][32]

As tropas do governo acabaram por retirar após terem ficado sem munições. Uma embarcação militar foi afundada pelos jihadistas.[31] A partir dum pequeno e mal armado bando, os jihadistas revelaram desde este momento um nível superior de organização, estratégia e armamento.[24]

A 20 de Agosto os confrontos em Mocímboa da Praia continuavam e havia um número indeterminado de mortos. A população tem fugido quase toda para Pemba, Palma e a ilha de Ibo.[33][34]

A 8 de Setembro, os jihadistas capturaram as duas pequenas ilhas de Mecungo e Vamisse.[35][36] Segundo o site de notícias moçambicano Moz24Horas, alguns dias depois tomaram também o controlo duma importante via de ligação entre Sul e Norte de Cabo Delgado através do distrito de Montepuez.[37]

Nanjaba e Muatide

Em 6 de novembro de 2020, um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico atacou de surpresa a aldeia de Nanjaba na província de Cabo Delgado. Durante o ataque foram feitos disparos contra vários habitantes e incendiadas várias habitações. Duas pessoas foram decapitadas e várias mulheres violadas. Em seguida o mesmo grupo atacou a aldeia de Muatide. Os fugitivos foram reunidos num campo de futebol próximo, tendo aí sido decapitadas mais de 50 pessoas.[38][39][40][41]

A 7 de Janeiro de 2021 o ministro moçambicano da Defesa Nacional, Jaime Neto, afirmou que o apoio que tem sido dado às forças de defesa e segurança por parceiros internacionais (a União Europeia por exemplo) já permitiu a recuperação de várias zonas que tinham sido ocupadas pelos insurgentes em Cabo Delgado, incluindo o porto de Mocímboa da Praia.[42]

Tomada de Palma

Cerca de 24 de Março de 2021, o grupo Ansar al-Sunna se reorganizou e atacou Palma, no norte do país, decapitando várias pessoas e atacando na estrada uma coluna de refugiados. A firma Total evacuou cerca de mil trabalhadores e anunciou a suspensão das suas atividades.[43] Milhares de refugiados tomaram o rumo de Pemba.[44] Em 5 de Abril, o governo moçambicano afirmou que havia recuperado Palma, infligindo um "significativo" número de baixas nos rebeldes islamitas. Contudo, combates nos arredores continuaram a serem reportados nos dias seguintes.[45]

Limites à informação

Existe uma falta de acesso a informação fiável na região devido à intimidação de jornalistas pelo governo e militares.[46] A 5 de Janeiro de 2019, as autoridades moçambicanas detiveram ilegalmente o jornalista Amade Abubacar, que tinha relatado a insurreição. Foi alegadamente sujeito a tortura, e só foi libertado sob fiança após 107 dias de detenção.[47]

Em Agosto de 2020, Mocímboa da Praia encontrava-se sem telefones e sem internet.[24] A informação sobre o conflito esteve praticamente ausente dos noticiários televisivos ou jornais portugueses, até que o agravamento da situação a fez entrar em destaque nas notícias.

Ataques a cristãos e papel da Igreja Católica

A Igreja tem visto com preocupação o crescimento do islamismo, o qual vem ganhando um crescente número de pregadores radicais, e sugere que a intolerância religiosa pode tornar-se num problema no país, como já acontece em outras partes da África Oriental. A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, que tem obras assistenciais no território de Moçambique, considera que "as perspectivas para a liberdade religiosa são terríveis".[48] Em entrevista ao jornal O São Paulo, da Arquidiocese de São Paulo, o bispo de Pemba, Dom Luís Fernando Lisboa, afirmou: "A nossa Província tem sofrido muito com os ataques de homens armados. Isso começou em outubro de 2017. São ataques a postos policiais e aldeias, que matam pessoas, queimando casas. Temos milhares de pessoas deslocadas dentro da Província que fugiram ou que tiveram suas casas queimadas por causa da violência dentro de suas aldeias. Nosso povo tem sofrido muito com essa violência, que não é generalizada em toda a Província, mas em cinco distritos, onde os missionários também estão presentes, passando por dificuldades, vivendo essa insegurança, o medo junto com o povo. A presença dos missionários é importante para ser esse alívio e ponto de apoio para o nosso povo".[49] Até mesmo a Conferência Episcopal Portuguesa afirmou estar acompanhando de perto a situação do terrorismo na província de Cabo Delgado, e que a Igreja Católica portuguesa apoia "vivamente os esforços do Governo português, da União Europeia e de organizações internacionais, para que, em colaboração com o Governo moçambicano, se possam encontrar meios de auxílio às populações e assegurar condições de paz e segurança na região".[50][51] O eurodeputado português Paulo Rangel fez um alerta para a "grande invisibilidade e opacidade" do drama que se vive em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, e disse hoje que a Igreja Católica "é a única entidade a aliviar o sofrimento das populações". Ele ainda afirmou: "A Igreja Católica, nomeadamente o bispo de Pemba, será com certeza, um dos grandes interlocutores para canalizar o apoio porque é, na verdade, a única entidade no terreno que tem estado ativamente a tentar, já não digo resolver, mas ao menos aliviar o sofrimento por que estas populações estão a passar e que é realmente atroz".[52]

No norte do país os muçulmanos são maioria, tem havido crescimento do fundamentalismo, principalmente na província de Cabo Delgado.[53] Os fatores atribuídos para o crescimento do radicalismo são a violência, consequência da pobreza, da corrupção e da frustração entre os jovens desfavorecidos, e é alimentada pelos fundamentalistas que entram pelos países vizinhos e por pregadores islâmicos que regressam a Moçambique após estudos de interpretações rígidas do islã em países como o Catar, Egito, Kuwait, Arábia Saudita e África do Sul.[48] Especula-se que o financiamento saudita e catariano do islã radical vise inclusive impedir os avanços de um projeto de exploração de gás natural em Moçambique, já que os dois países estão entre os maiores produtores mundiais, e a exploração representaria uma grande concorrência.[54] Lá os convertidos enfrentam extrema pressão para renunciar à fé. Os que se recusam a retornar ao islã, geralmente enfrentam isolamento da comunidade, e os cristãos em geral enfrentam extrema violência destes grupos islâmicos, são forçados a fugir de suas casas e têm suas igrejas, escolas e empresas saqueadas e destruídas. Em abril de 2020, um grupo jihadista com laços com o Estado Islâmico matou 52 pessoas, incendiou igrejas e instituições e atacou aldeias. Muitos outros cristãos já foram assassinados ao longo dos anos unicamente por conta de sua fé. Dezenas de milhares de pessoas já fugiram do norte do país. O exército moçambicano se retirou de locais estratégicos, o que contribuiu para a expansão dos ataques no último ano. Além disso, os cartéis de drogas em algumas áreas dificulta a vida dos cristãos – especialmente de jovens.[53]

Cálculos do relatório mais recente da Fundação ACN indicam que, desde outubro de 2017, os insurgentes islâmicos tenham realizado cerca de 139 ataques, matando mais de 350 civis e militares.[48] Isso faz com que o país seja considerado pela entidade como de "prioridade máxima", já que sofre os efeitos do terrorismo, da pandemia de COVID-19 e de um surto de cólera.[55]Entre maio e julho de 2018, mais de 400 casas foram incendiadas e milhares de pessoas ficaram desalojadas na província de Cabo Delgado. No dia 18 de agosto de 2018, criminosos insurgentes armados atacaram uma aldeia cristã no norte, incendiando casas e obrigando seus residentes a fugir. Vários ataques semelhantes na região ocorrem frequentemente. Em setembro de 2019 homens desconhecidos chegaram à Aldeia da Paz, no norte, e incendiaram as casas dos moradores, sendo que ninguém chegou a morrer após o crime, mas tiveram de fugir para a floresta. A Caritas precisou agir e enviar suprimentos aos aldeões.[56] No dia 10 de abril de 2020, um grupo jihadista atacou a aldeia de Muambula, em Cabo Delgado, destruindo casas de missionários e danificando a igreja local. Os missionários conseguiram fugir para Pemba. Um mês depois, no dia 12 de maio, uma casa de uma missão beneditina foi atacada na aldeia de Auasse e os monges tiveram de fugir. Ainda assim, o então bispo de Pemba, Dom Luiz Fernando Lisboa, declarou que não acreditava que os ataques visassem especificamente a Igreja Católica. Em julho do mesmo ano o referido bispo de Pemba lançou uma campanha de solidariedade por meio da Caritas, e uma campanha de oração pelas vítimas da violência.[48]

Atos de violência continuaram a ocorrer em agosto e setembro de 2020, forçando a população a deixar a região. Dom Luiz Fernando Lisboa recebeu ameaças de morte após os seus repetidos pedidos públicos de ajuda ao governo e à comunidade internacional. O Papa Francisco chamou o bispo para expressar a sua solidariedade e apoio, e pouco depois o presidente de Moçambique visitou-o em Pemba.[48] Ele ainda afirmou que além do telefonema do Papa, o Pontífice também colocou a situação da região em suas orações e a citou na benção urbi et orbi, na Páscoa de 2020.[57] Em carta lançada após a sessão plenária de 2021, os bispos moçambicanos disseram estar "com o coração cheio de tristeza" pela violência em Cabo Delgado. Entre outras coisas, a nota diz:[58]

Deploramos e condenamos todos os actos de barbárie cometidos. Em Cabo Delgado pessoas indefesas são mortas, feridas e abusadas. Elas vêem seus bens pilhados, a intimidade dos seus lares violada, suas casas destruídas e cadáveres de seus familiares profanados. São obrigadas a abandonarem a terra que os viu nascer e onde estão sepultados os seus antepassados. Estes nossos concidadãos, a maioria mulheres e crianças, são empurrados para o precipício da insegurança e do medo. Deploramos a prevalência deste estado de coisas, sem indicações claras de que a breve trecho haverá superação das causas que alimentam este conflito. Este estado de coisas faz crescer e consolidar a percepção de que por de trás deste conflito há interesses de vária natureza e origem, nomeadamente de certos grupos de se apoderarem da nação e dos seus recursos. Recursos que, em lugar de serem postos ao serviço das comunidades locais e tornarem-se fonte de sustento e de desenvolvimento, com a construção de infraestruturas, serviços básicos, oportunidade de trabalho, são subtraídos, na total falta de transparência, alimentando a revolta e o rancor, particularmente no coração dos jovens, e tornando-se fonte de descontentamento, de divisão e de luto.

— Declaração conjunta dos bispos de Moçambique[58]

Em 12 de maio de 2021, a Igreja acusou o governo de estar mais preocupado com a questão do gás natural em Cabo Delgado do que com a população que sofre com a violência islâmica. O bispo de Nacala, Alberto Vera Aréjula assinou um comunicado da Comissão Episcopal de Justiça e Paz, entidade da Igreja Católica em Moçambique, o qual afirmava que "A maior concentração na defesa do negócio de gás e petróleo em detrimento da defesa de vida de milhares de moçambicanos induz-nos a acreditar que a primazia do Estado é defender os lucros e bem-estar para um pequeno punhado de gente já abastada", e completou: "A primeira luta seria pôr fim ao conflito armado, investir na área social e infraestruturas, bem como definir estratégias para uma exploração eficaz e segura dos recursos". Desde 2017 em curso, a violência em Cabo Delgado já provocou mais de 2.500 mortes e 714.000 deslocados.[59]

Visita do Papa Francisco

O Papa Francisco visitou o país entre os dias 4 e 6 de setembro de 2019, juntamente com Maurício e Madagascar.[60] A confirmação da viagem aconteceu poucos dias após o Santo Padre anunciar uma doação no valor de 150 mil euros para ajudar as vítimas do ciclone Idai, que matou mais de 700 pessoas em Moçambique, Zimbábue e Malauí.[61] Francisco se encontrou com o Presidente Filipe Nyusi, outras autoridades estatais, uma delegação de líderes religiosos. Francisco presidiu uma missa que contou com a presença de 60.000 pessoas no Estádio Nacional do Zimpeto, e pediu aos moçambicanos que continuem no caminho da reconciliação, e alertou para os perigos da desigualdade social e da corrupção, afirmando: "Moçambique tem um território cheio de recursos naturais e culturais", destacou, mas apesar dessas riquezas, "uma quantidade enorme da população vive abaixo do nível de pobreza". O Papa afirmou que "por vezes, parece que aqueles que se aproximam com suposto desejo de ajudar, têm outros interesses. É triste quando isso se verifica entre irmãos da mesma terra, que se deixam corromper".[48][62] O presidente moçambicano chegou a acusar a Igreja de "patrocinar logisticamente" os insurgentes, e fez isso em uma espécie de represália, após o bispo de Pemba denunciar irregularidades das Forças de Defesa e Segurança do governo, como violações dos direitos humanos e outros abusos contra a população. A troca de acusações gerou tensão entre o governo e a Igreja, o que foi apaziguado pela viagem papal. A mídia chegou a afirmar que os dois lados haviam "feito as pazes" novamente. Especialistas ouvidos pela Deutsche Welle elogiaram tanto o presidente quanto o trabalho do bispo católico, criticando aqueles que querem "espalhar o ódio" contra o líder da Diocese.[63]

Também quero exprimir o reconhecimento, meu e de grande parte da comunidade internacional, pelo esforço que, há decénios, se vem fazendo para que a paz volte a ser a norma, e a reconciliação o melhor caminho para enfrentar as dificuldades e desafios que tendes como nação. Neste espírito e com este propósito, há cerca de um mês assináveis na Serra da Gorongosa o acordo de cessação definitiva das hostilidades militares entre irmãos moçambicanos. Um marco, que saudamos e esperamos decisivo, plantado pelos corajosos na senda da paz que parte daquele Acordo Geral de 1992 em Roma. Quantas coisas se passaram desde a assinatura do histórico tratado que selou a paz e deu os seus primeiros rebentos! São estes rebentos que sustentam a esperança e dão confiança para não deixar que a maneira de escrever a história seja a luta fratricida, mas a capacidade de se reconhecerem como irmãos, filhos duma mesma terra, administradores dum destino comum. A coragem da paz! Uma coragem de alta qualidade: não a da força bruta e da violência, mas aquela que se concretiza na busca incansável do bem comum

— Discurso do Papa Francisco às autoridades civis, corpo diplomático e sociedade civil moçambicanos[64]

Cronologia

2017

  • A 5 de Outubro, um ataque antes da alvorada atingiu três esquadras da polícia em Mocímboa da Praia. Foi levado a cabo por 30 militantes armados, que mataram 17 pessoas, entre elas dois agentes da polícia e um líder comunitário. 14 dos atacantes foram capturados. Durante a breve ocupação de Mocímboa da Praia, os militantes roubaram armas de fogo, munições e disseram aos residentes que rejeitavam os serviços de saúde e educação do Estado e recusavam-se a pagar impostos. O grupo é considerado um afiliado do Al-Shabaab, grupo extremista islâmico ligado à Al Qaeda, a operar principalmente nas regiões do sul da Somália.[65]
  • A 10 de Outubro, a polícia deteve 52 suspeitos relacionados com o ataque de 5 de Outubro.[66]
  • A 21 de Outubro, deu-se um confronto antes do amanhecer entre o grupo e forças governamentais na aldeia piscatória de Maluku, a cerca de 30 quilómetros de Mocímboa da Praia. Muitos habitantes locais fugiram da aldeia em resultado do ataque.[67]
  • A 22 de Outubro deram-se novos confrontos perto da aldeia de Columbe, a cerca de 16 quilómetros a sul de uma instalação da Anadarko Petroleum.[67]
  • A 27 de Outubro de 2017, a polícia moçambicana deteve mais 100 membros do grupo, incluindo estrangeiros, relacionados com o ataque de 5 de Outubro.
  • A 24 de Novembro, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, o governo ordenou o encerramento de três mesquitas em Pemba e nos bairros de Cariaco, Alto Gigone e Chiuba, que se acreditava terem ligações com o fundamentalismo islâmico.[68]
  • A 29 de Novembro, o grupo atacou as aldeias de Mitumbate e Maculo, ferindo duas pessoas e matando pelo menos duas outras. As duas mortes foram por decapitação e queimadura. De acordo com as autoridades locais, os terroristas também destruíram uma igreja e 27 casas.[69]
  • A 4 de Dezembro, o governo distrital de Moçímboa da Praia nomeou dois homens, Nuro Adremane e Jafar Alawi, como suspeitos de organizar os ataques de um grupo armado contra a polícia em Outubro. Ambos os homens eram cidadãos moçambicanos. O governo distrital afirmou que ambos estudaram o Islão na Tanzânia, Sudão e Arábia Saudita, onde alegadamente também receberam treino militar.[70]
  • A 17 de Dezembro, foi cometida uma tentativa bem-sucedida de assassinato do director nacional de reconhecimento da Unidade de Intervenção Rápida da Polícia.[71]
  • A 26 de dezembro, o porta-voz da polícia, Inácio Dino, anunciou o início de operações de contra-insurreição nas florestas em torno de Mutumbate, na província de Cabo Delgado. Uma vez que o prazo da amnistia para a rendição expirou, afirmou que 36 cidadãos tanzanianos seriam alvo das operações.[72]
  • A 29 de Dezembro, o jornal independente moçambicano O País noticiou um ataque por via aérea e marítima à aldeia de Mitumbale por paraquedistas e fuzileiros navais moçambicanos, que a consideravam um reduto dos insurgentes. O ataque deixou 50 mortos, incluindo mulheres e crianças, e um número desconhecido de feridos.

2018

  • A 3 de Janeiro, a polícia moçambicana anunciou que os ataques de 29 de dezembro foram classificados como actos de terrorismo.[73]
  • A 13 de Janeiro, um grupo de terroristas entrou na cidade de Olumbi, no distrito de Palma, por volta das 20h, e disparou contra um mercado e um edifício administrativo do governo, matando cinco pessoas.[74]
  • A 28 de Janeiro, surgiu um vídeo nas redes sociais mostrando seis extremistas islâmicos vestidos com roupas civis e apelando aos moçambicanos para que se juntassem a eles na luta pelos valores da doutrina islâmica e para estabelecer a lei islâmica. O vídeo estava em português e árabe.[75]
  • A 12 de Março, a Rádio Moçambique noticiou que um grupo armado atacou a aldeia de Chitolo, incendiando 50 casas e matando residentes no processo.[76]
  • A 21 de Março, os residentes da aldeia de Manilha abandonaram as suas casas depois de testemunharem homens armados a realizar ataques na área circundante, nas margens do rio Quinhevo.[77]
  • A 20, 21 e 22 de Abril, o grupo atacou as aldeias de Diaca Velha, perto da fronteira com o distrito de Nangade, bem como a aldeia de Mangwaza, no distrito de Palma. Saquearam casas, incendiaram quatro, mataram uma pessoa e fizeram três reféns. No entanto, a 22 de Abril, as forças de segurança moçambicanas lançaram operações de perseguição e capturaram 30 jihadistas. Entretanto, um jornal sul-africano noticiou que cerca de 90 militantes pertencentes ao Estado Islâmico se tinham infiltrado no norte de Moçambique, citando fontes de inteligência anónimas. O governo moçambicano negou prontamente esta notícia como sendo infundada. No entanto, a União Africana informou em Maio que tinha confirmado a presença de forças do Estado Islâmico em Moçambique.
  • A 27 de Maio, dez pessoas, incluindo crianças, foram decapitadas na aldeia de Monjane, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado. Os habitantes locais atribuíram a violência ao al-Shabaab, um grupo terrorista fundado em 2015 (sem relação com o grupo terrorista somali al-Shabaab).[78] Doze dias depois, a Embaixada dos EUA em Moçambique alertou os cidadãos americanos para que deixassem a sede do distrito de Palma, citando o risco de outro ataque iminente.[79]
  • A 3 de Junho, cinco civis foram decapitados num ataque à aldeia de Rueia, no distrito de Macomia.
  • A 5 de Junho, seis homens armados com facões e armas de fogo mataram sete pessoas e feriram outras quatro, além de incendiarem dezenas de casas na aldeia de Naunde, no distrito de Macomia.[80][81]
  • A 6 de Junho, pelo menos seis pessoas foram mortas e duas ficaram gravemente feridas quando terroristas armados com facas e facões atacaram a aldeia de Namaluco, no distrito de Quissanga. Os agressores também incendiaram uma centena de casas.[82]
  • A 11 de Junho, terroristas armados com facões e armas de fogo atacaram a aldeia de Changa, no distrito de Nangade, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, matando quatro pessoas. Os agressores também incendiaram várias casas.[83]
  • A 12 de Junho, um grupo de homens armados atacou a aldeia de Nathuko, no distrito de Macomia, na província moçambicana de Cabo Delgado. Os terroristas decapitaram um aldeão, incendiaram várias casas e mataram todos os animais.[84]
  • A 21 de Setembro, 12 pessoas foram mortas, 15 ficaram feridas e 55 casas foram incendiadas por jihadistas na aldeia de Paqueue, na província de Cabo Delgado. Dez das vítimas foram mortas a tiro e duas foram queimadas até à morte, tendo pelo menos uma das vítimas sido decapitada post mortem.[85]
  • A 3 de Novembro, suspeitos de serem insurgentes do Ansar al Sunna saquearam casas e incendiaram pelo menos 45 casas numa aldeia isolada no distrito de Macomia. Não foram registadas vítimas no incidente.[86][87]
  • A 7 de Dezembro, Mustafa Suale Machinga, de 30 anos, foi capturado por residentes locais e entregue às autoridades na aldeia de Litingina, no distrito de Nangade, na província de Cabo Delgado, em Moçambique. Machinga, um ex-membro das forças armadas moçambicanas, foi capturado após ser acusado pelos residentes de liderar o grupo responsável por ataques inspirados por militantes islâmicos na zona.[88]

2019

  • Em Janeiro ou no início de Fevereiro de 2019, as forças de segurança capturaram Abdul Rahmin Faizal, um suspeito líder insurgente de nacionalidade ugandesa.[89]
  • A 8 de Fevereiro, combatentes islâmicos atacaram a aldeia de Piqueue, em Cabo Delgado, matando e esquartejando sete homens e sequestrando quatro mulheres.[90]
  • Após o ciclone Kenneth ter atingido Moçambique a 25 de Abril e causado grande devastação, os rebeldes suspenderam os seus ataques. No entanto, a 3 de Maio atacaram a aldeia de Nacate, no distrito de Macomia, que destruíram para além de terem morto seis civis. Nas semanas seguintes, os islamistas intensificaram os seus ataques, invadindo e incendiando várias aldeias, como Ntapuala e Banga-Vieja, no distrito de Macomia, bem como Ida e Ipho, no distrito de Meluco. Também realizaram emboscadas e mandaram os habitantes locais abandonar as suas casas. Pelo menos dois ataques tiveram como alvo trabalhadores da Anadarko Petroleum, uma empresa de exploração de hidrocarbonetos com sede nos Estados Unidos.
  • A 4 de Junho, o Estado Islâmico afirmou que a "Província da África Central" sua filiada tinha levado a cabo um ataque bem-sucedido contra o Exército moçambicano em Mitopy, no distrito de Mocímboa da Praia.[91] Pelo menos 16 pessoas foram mortas e cerca de 12 ficaram feridas. Nesta altura, o Estado Islâmico considerava o Ansar al-Sunna como um dos seus afiliados, embora não seja claro quantos rebeldes islâmicos em Moçambique ser-lhe-ão realmente leais.[92]
  • A 3 de Julho, um ataque perpetrado por islamistas no distrito de Nangade matou sete pessoas, incluindo civis e um polícia. A 6 de Julho, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque.[93]
  • A 25 de Setembro, equipamento militar russo, nomeadamente dois helicópteros Mi-17, foi entregue através de um avião de transporte An-124 (matrícula RA-82038) da Força Aérea Russa, que aterrou em Nacala.[94] Os governos russo e moçambicano tinham assinado anteriormente um acordo de cooperação militar e técnica em fins de Janeiro de 2017.[95]
  • No início de Outubro, as forças armadas moçambicanas lançaram várias operações de contra-insurreição com o apoio de mercenários russos e contratantes de defesa do Grupo Wagner. Os rebeldes foram rechaçados em muitas áreas de Cabo Delgado e forçados a recuar para a floresta. Além disso, 34 indivíduos foram detidos enquanto viajavam de Nampula para Cabo Delgado com o objectivo de se juntarem ao grupo insurgente afiliado ao Estado Islâmico. Os rebeldes retaliaram matando sete mercenários russos e 20 soldados moçambicanos em duas emboscadas. Os ataques foram atribuídos à Província da África Central do Estado Islâmico.[96]
  • Em Novembro, vários soldados do governo e cinco combatentes do Grupo Wagner foram mortos numa emboscada, com o Estado Islâmico a reivindicar a responsabilidade pelo ataque.[97] Vários combatentes do Wagner terão sido mortos em incidentes de fogo amigo e os combatentes do Wagner retiraram-se de algumas áreas, o que terá causado uma quebra de confiança nas forças moçambicanas.[98]

2020

  • Março: o Grupo Wagner retira-se de Moçambique e a sua operação de contra-insurgência foi considerada um fracasso.[99]
  • 23 de Março: Mocímboa da Praia foi capturada por militantes islâmicos num ataque coordenado por terra e mar.[100] Os rebeldes destruíram edifícios do estado e hastearam uma bandeira jihadista, mas abstiveram-se de atacar civis. Em vez disso, os insurgentes distribuíram alimentos e bens saqueados aos habitantes locais e retiraram-se da cidade no final desse dia.[101]
  • 25 de Março: os rebeldes invadiram a capital do distrito de Quissanga, seguida por várias outras aldeias.[101][102]
  • 7 de Abril: militantes mataram 52 aldeões na aldeia de Xitaxi, que se recusaram a juntar-se a eles. A Província da África Central do Estado Islâmico foi considerada responsável pelo massacre.[103] No mesmo dia, as forças de segurança moçambicanas terão matado 39 militantes durante uma tentativa de ataque à aldeia de Muidumbe.[104] Entretanto, vários rebeldes locais declararam a sua intenção de estabelecer um califado no norte de Moçambique.[103]
  • 10 de Abril: forças de segurança terão morto 59 rebeldes durante um confronto nas Ilhas Quirimbas.[104]
  • 11 a 13 de Abril: as forças de segurança moçambicanas terão morto 31 insurgentes durante operações na ilha de Ibo.[104]
  • 24 de Abril: o governo moçambicano admitiu pela primeira vez que seguidores do Estado Islâmico estavam ativos no país e envolvidos na insurgência.[103]
  • 14 de Maio: O ministro do Interior moçambicano, Amade Miquidade, afirma que as forças governamentais mataram 50 insurgentes em incidentes separados na parte norte da província de Cabo Delgado.[105]
  • 28 de Maio: cerca de 90 militantes islâmicos atacaram a cidade de Macomia e hastearam uma bandeira preta.[106]
  • Junho: forças especiais sul-africanas SANDF tornaram-se activas em Moçambique, auxiliando as forças de segurança locais contra os rebeldes locais.[107]
  • 1 de Junho: as forças governamentais recapturaram Macomia, matando dois líderes jihadistas.[108]
  • 27 de Junho: Mocímboa da Praia foi novamente capturada por militantes islâmicos,[109] com o IS-CAP a reivindicar a responsabilidade. Muitos civis fugiram da cidade. No mesmo dia, outros rebeldes emboscaram trabalhadores da Fenix Constructions Service Lda, uma empresa de construção privada subcontratada pela empresa de petróleo e gás Total S.A., matando pelo menos oito funcionários.[110]
  • 30 de Junho: As forças governamentais recapturaram Mocímboa da Praia.[111]
  • 25 de Julho: Militantes alinhados ao Estado Islâmico mataram dois civis na aldeia de Chai, perto de Macomia.
  • 26 de Julho: As forças governamentais recapturaram Chai.
  • 9 de Agosto: Os insurgentes capturaram Awasse.[112]
  • 11 de Agosto: Os rebeldes do ISCAP retomaram o controlo de Mocímboa da Praia após uma ofensiva de vários dias que resultou na morte de mais de cem soldados moçambicanos.[113][114][115]
  • 13 de Agosto: Um navio de refugiados proveniente de Nkomangano foi alvejado pelas forças governamentais, afundando-o e matando 40 civis.[120]
  • 8 de Setembro: Os insurgentes capturaram duas ilhas, Mecungo e Vamizi, matando uma pessoa.[116] Os rebeldes expulsaram todos os habitantes locais das ilhas e declararam-nas parte do seu território. Além disso, as forças do Estado Islâmico declararam Mocímboa da Praia capital da sua província.[117]
  • 24 de Setembro: Soldados moçambicanos repeliram um ataque insurgente contra a aldeia de Bilibiza.[118]
  • 26 de Setembro: Moçambique solicita ajuda à União Europeia para combater a insurgência.[119]
  • 26 de Setembro: Moçambique afirma ter recuperado o controlo de Mocimboa da Praia, apesar de não ter presença física na cidade.[120] Para além do mais, a ilha turística de Vamizi terá sido recapturada pelas forças moçambicanas, e 50 soldados estarão colocados lá.[120]
  • 29 de Setembro: As autoridades moçambicanas relatam que quatro ataques de insurgentes foram lançados contra as aldeias de Chai, Mucojo, Bilibiza e Cagembe, matando mais de uma dúzia de pessoas. Os militantes também atacaram um posto de segurança em Naliendele, matando vários civis e dois soldados moçambicanos.[121]
  • 30 de Setembro: Os Estados Unidos solicita ao Zimbabué que ajudasse Moçambique a combater a insurgência em Cabo Delgado, apesar de antes teres imposto sanções.[122]
  • 30 de Setembro a 6 de Outubro: Os insurgentes assumiram o controlo do posto administrativo de Mucojo e de várias aldeias. A população local fugiu.[123]
O presidente Nyusi de visita às tropas em Cabo Delgado, em Outubro de 2020.
  • Em Outubro, militantes do ISCA invadem uma base militar na aldeia de Kitaya, na Tanzânia, capturaram uma espingarda Kalashnikov e uma Galil ACE 21 equipada com uma mira de visão nocturna. Um APC chinês WZ-551 também foi destruído.[124]
  • 14 de Outubro: Centenas de membros do Estado Islâmico e da Ansar-al-Sunna atacam uma aldeia em Mtwara, na Tanzânia, matando 20 civis e danificando propriedades naquele que foi o seu primeiro ataque além-fronteiras.[125]
  • 15-17 de Outubro: As forças de segurança moçambicanas afirmam ter recapturado a região de Awasse e matado mais de 270 insurgentes do ISCAP sem sofrerem baixas. Sete camiões carregados de armamento, bem como vários militantes, terão sido capturados.[126] No entanto, não foram apresentadas provas e esta afirmação foi contestada.[127]
  • 22 de Outubro: A UE concorda em ajudar Moçambique a combater a insurreição em Cabo Delgado.[128]
  • 28 de Outubro: O governo moçambicano noticia que o exército capturou vários esconderijos de insurgentes na floresta e está a avançar sobre uma importante base insurgente, chamda "Síria", em Cabo Delgado.[129]
  • 30 de Outubro: Um barco com 74 refugiados naufragou perto da Ilha Macaloé e morreram 54 pessoas.[130]
  • 1 de Novembro: Os islamistas capturam Muidumbe.[131]
  • 6 de Novembro: Mais de 50 pessoas decapitadas por islamistas num ataque à aldeia de Muatide.[132]
  • 11 de Novembro: A comunicação social em Moçambique deu conta de que nove cidades tinham sido capturadas pelos rebeldes islâmicos nas duas semanas anteriores.[133] Os militantes também avançaram sobre a importante cidade de Mueda.[134]
  • 12 de Novembro: As autoridades moçambicanas detêm 12 cidadãos iraquianos por supostas ligações aos insurgentes islâmicos, após descobrirem várias armas e outros equipamentos na sua posse.[135]
  • 14 de Novembro: A Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, apela a uma resposta internacional à insurreição em Cabo Delgado.[136]
  • 17 de Novembro: Insurgentes do Estado Islâmico terão ameaçado atacar a cidade de Mueda, alertando todos os residentes para que a evacuassem até 20 de Novembro.[137] Para além do mais, a agência de migração da ONU relata que 33,000 pessoas foram deslocadas em apenas uma semana devido à insurreição.[138]
  • 19 de Novembro: Mais de 1000 soldados moçambicanos recapturaram o distrito de Muidumbe, matando 16 militantes.[139][140]
  • 22 de Novembro: Moçambique e a Tanzânia anunciam o lançamento de uma operação militar conjunta contra insurgentes islâmicos em Cabo Delgado.[141]
  • 26 de Novembro: Os insurgentes capturaram novamente Namacande, capital do distrito de Muidumbe, e Muatide.[142]
  • 2 de Dezembro: O presidente Nyusi reúne-se com vários responsáveis antiterrorismo dos EUA para discutir o combate à insurreição em Cabo Delgado.[143]
  • 3 de Dezembro: O presidente do Malawi anuncia que tropas da Força de Defesa do Malawi serão enviadas para Moçambique para ajudar nas operações anti-terroristas.[144]
  • 4 de Dezembro: Militantes emboscaram um comboio de tropas moçambicanas na aldeia de Muidumbe, matando 25 soldados num intenso tiroteio antes de se retirarem para a floresta.[145]
  • 8 de Dezembro: As forças governamentais afirmaram ter recapturado a aldeia de Quissanga.[146]
  • 12 de Dezembro: Insurgentes realizaram um tiroteio no distrito de Nangade. Os atacantes mataram 14 civis e destruíram quatro veículos nas aldeias de Namiune, 25 de Setembro, Naleke, Chicuaia Nova, Litingina e Lukuamba, montados em motociclos.[147]
  • 15 de Dezembro: As forças governamentais atacaram Awasse, mas foram forçadas a recuar pelos insurgentes.[148]
  • 29 de Dezembro: Militantes do ISCAP atacaram a aldeia de Monjane e obrigaram a população a fugir.[149]

2021

  • 7 de Janeiro: Militantes do ISCAP atacaram a aldeia costeira de Olumboa, no distrito de Macomia e capturaram 13 civis. Dos capturados, dois escaparam e pelo menos sete foram decapitados pelos insurgentes.[150]
  • 16 de Janeiro: Uma equipa de futebol que viajava de Mueda para Palma foi emboscada por insurgentes, que mataram 5 pessoas. No mesmo dia, as forças do governo lançaram uma operação em Ntuleni, distrito de Palma, matando um número desconhecido de insurgentes, que usaram civis como escudos humanos.[151]
  • 19 de Janeiro: Insurgentes atacam um veículo que transportava latas de gasolina para Palma enquanto passava por Pundanhar, distrito de Palma. Alguns passageiros lograram fugir. Os insurgentes mataram três civis e incendiaram o carro.[152]
  • 21 de Janeiro: Um pequeno grupo de insurgentes invadiu a aldeia de Namiune, no distrito de Nangade. Eles espancaram e decapitaram um líder da aldeia e raptaram quatro meninos com idades entre 10 e 12 anos.[153] Ainda neste dia, insurgentes do Estado Islâmico entraram na cidade de Mandimba, que ocuparam até 26 de Janeiro. Enquanto estiveram na cidade, os insurgentes terão matado um civil e dois polícias, além de terem saqueado a cidade. Durante a ocupação, militantes mataram três civis na cidade de Namiune.[154]
  • 30 de Janeiro: Militantes atacaram a aldeia de Nkonga, distrito de Nangade, a oeste da fronteira do distrito de Mocímboa da Praia. Ainda não foram registadas vítimas mortais no ataque, mas os insurgentes roubaram alimentos e incendiaram casas na aldeia. Os insurgentes regressaram no dia seguinte e renovaram o seu ataque.[154]
  • Fins de Janeiro: Houve confrontos entre milícias apoiadas pelo governo e militantes do Estado Islâmico em Panjele, distrito de Mocimboa da Praia, que causaram a morte de três milicianos apoiados pelo governo e um número desconhecido de insurgentes.[154]
  • Meados de Fevereiro: o jornal estatal Notícias informou que só 6,294 jovens de Cabo Delgado tinham sido para o exército no actual período de recrutamento, que vai desde o início de Janeiro até o fim de Fevereiro. O exército tinha por objectivo recrutar 14,952 novos soldados na província.[155]
  • 19 de Fevereiro: insurgentes atacaram a aldeia de Quionga, perto da fronteira com a Tanzânia. De acordo com uma fonte citada pelo Pinnacle News, 30 militantes estiveram envolvidos no ataque e permaneceram na cidade até à manhã do dia seguinte. Mataram quatro pessoas em Quionga, incendiaram casas, incluindo a do chefe do posto administrativo de Quionga, e saquearam alimentos.[156]
  • 22 de Fevereiro: militantes atacaram Ingalonga, no distrito de Nangade, decapitando pelo menos duas pessoas. No mesmo dia, os insurgentes também atacaram Mitope, no distrito de Mocimboa da Praia, decapitando três homens e fazendo três mulheres reféns, uma das quais foi libertada mais tarde.[157]
  • 25 de Fevereiro: insurgentes atacaram a aldeia de Luneque, no distrito de Nangade, matando pelo menos quatro civis e forçando vários outros a fugir.[157]
  • 26 de Fevereiro: insurgentes atacaram Quirinde, distrito de Palma, matando sete pessoas, três das quais foram decapitadas.[157]
  • 1 de Março: os insurgentes começaram a bloquear a estrada entre Nangade e Mueda. Também mataram dois agricultores perto da aldeia de Eduardo Mondlane, a leste de Litingina.[158]
  • 3 de Março: insurgentes emboscaram um veículo militar que viajava de Nangade para Mueda. O ataque matou um tenente-coronel e outros dois soldados moçambicanos . Os insurgentes também invadiram a aldeia de N'gangolo, matando dois civis.[158]
  • 10 de Março: oito insurgentes foram mortos pela milícia moçambicana no distrito de Nangade.[159]
  • 16 de Março: A ONG Save The Children relatou que tinham sido decapitadas crianças de apenas 11 anos.[160]
  • Meados de Março: Palma foi efectivamente sitiada por insurgentes, que cortaram as linhas de abastecimento, principalmente de alimentos. As autoridades moçambicanas utilizaram transporte aéreo para levar mantimentos à cidade.[161]
  • Fins de Março: Os Estados Unidos enviaram as forças especiais das Boinas Verdes para treinar os fuzileiros navais moçambicanos.[162][163]
  • 24 de Março: Os militantes do Estado Islâmico iniciaram um grande ataque à cidade de Palma após uma perda de comunicações na cidade. Os militantes começaram por atacar a esquadra da polícia e depois roubaram os bancos da cidade. Uma fonte militar em Palma afirmou que "as forças do estado resistiram, mas depois tiveram que fugir", pois os militantes estavam a usar "armas pesadas que nunca antes tinham visto". Foram também atacadas residências, resultando na morte de muitos civis.[164][165][166]
  • 27 de Março: no quarto dia do cerco a Palma, várias pessoas foram mortas pelos terroristas. Foram mortos civis nas ruas e nas suas casas; alguns foram decapitados. Um estaleiro de gás natural também foi atacado e foram assassinados alguns trabalhadores. Cerca de 200 cidadãos estrangeiros fugiram para um hotel local para se protegerem, mas o local foi assaltado pelos militantes. Um comboio conduzido por soldados moçambicanos chegou ao local para resgatar os estrangeiros, mas foi alvejado. As mortes de um sul-africano e de um empreiteiro civil britânico foram confirmadas, juntamente com 21 soldados que responderam ao ataque e várias outras pessoas cuja identidade ainda é desconhecida.[167][168]
Um dos edifícios destruídos em Palma.
  • 8 de Abril: Sete insurgentes entraram na aldeia de Novo Cabo Delgado, no distrito noroeste de Macomia. Saquearam alimentos e outros bens da aldeia. Ao saírem, foram emboscados por membros de uma milícia local. No tiroteio que se seguiu, os membros da milícia mataram três insurgentes. Um membro da milícia foi morto e outro ficou ferido.[169]
  • 11 de Abril: Um civil deslocado foi encontrado decapitado na sua casa em Palma, depois de ter descoberto um grande esconderijo de alimentos no dia anterior.[169]
  • 19 de Abril: Civis descobriram os corpos de três jovens em Palma, alegando que tinham sido mortos por tropas moçambicanas que estavam a vasculhar a cidade em busca de insurgentes.[170]
  • 22 de Abril: Um taxista foi morto por soldados moçambicanos em Pemba, após um mal-entendido que levou os soldados a acreditar que o taxista era um insurgente.[170]
  • 23 de Abril: Cinco civis foram mortos e sete casas foram incendiadas após insurgentes atacarem um bairro de Palma.[170]
  • 30 de Abril: Começam a surgir relatos de novos confrontos entre as tropas moçambicanas e os insurgentes em Palma, depois de terem os insurgentes incendiado mais edifícios nos dias anteriores, numa tentativa de forçar as tropas moçambicanas a sair. O serviço telefónico foi novamente cortado na cidade, dificultando a comunicação. Os insurgentes também foram avistados em Quiuia, a norte de Palma. No mesmo dia, cinco pescadores foram decapitados pelos insurgentes perto da cidade de Pangane.[171]
  • 3 de Maio: Sete civis deslocados de Palma foram mortos e vários outros morreram depois de terem os insurgentes afundado ao largo da costa da Ilha Mucongwe dois barcos que transportavam pessoas deslocadas.[172]
  • 7 de Maio: Cinco insurgentes foram mortos por uma milícia local após os insurgentes terem lançado um ataque falhado contra Ngalonga, no sudeste do distrito de Nangade.[172]
  • 15 de Maio: Insurgentes mataram um pescador em Quifula, nas Ilhas Quirimbas.[173]
  • 21 de Maio: Forças governamentais terão recapturado Diaca e Namacunde.[174]
  • 22 de Maio: Houve combates entre forças governamentais e insurgentes em Palma, tendo os islamistas incendiado 14 casas e uma mesquita na parte baixa de Palma. Não se confirmaram vítimas.[175]
  • 4 de Junho: Fforças governamentais rechaçaram um ataque a Namacunde.[176]
  • 12 de Junho: Um grupo de justiceiros independentes tentou confrontar com catanas alguns insurgentes no norte de Palma, porém, ao se aproximarem, três dos justiceiros foram mortos a tiro pelos islamistas.[177] Ainda neste dia, 7 civis foram decapitados nos campos em redor da aldeia de Litamanda, no norte do distrito de Macomia. A milícia local afirmou que as tropas moçambicanas eram responsáveis, depois de terem visto soldados moçambicanos com sangue nas roupas ali perto. A milícia também afirmou que os soldados tinham saqueado os bens dos civis e decapitaram-nos para parecer que tinha sido levado a cabo por insurgentes.[177]
  • 15 de Junho: 7 civis foram encontrados mortos perto de Novo Cabo Delgado, no distrito de Macomia. Não se sabe quem os matou.[177]
  • 16 de Junho: Militantes do Estado Islâmico exigiram um resgate de 1 milhão de dólares americanos pelo cidadão e empresário indiano Vinod Beniwal, que fora sequestrado durante a Batalha de Palma, em Março de 2021.[178]
  • 17 de Junho: Tropas moçambicanas saquearam bens de civis na aldeia de Quitunda, a sul de Palma.[179]
  • 19 de Junho: Insurgentes atacaram a aldeia de Novo Cabo Delgado, saqueando a aldeia e matando 8 civis. Depois de deixarem a cidade, foram emboscados por uma milícia local. 5 insurgentes foram mortos no tiroteio.[179]
  • 23 de Junho: O Estado Islâmico atacou posições do exército moçambicano em Patacua, a sul de Quitunda, no distrito de Palma. Pelo menos um soldado moçambicano foi morto e várias armas foram capturadas pelos militantes. A agência de notícias Amaq, ligada ao Estado Islâmico, afirmou que o ataque resultou na morte de 15 soldados moçambicanos.[180]
  • Fins de Junho: Os confrontos entre insurgentes e forças moçambicanas continuaram em Palma, forçando as forças moçambicanas a abandonar um dos seus quartéis.[181]
  • 2 de Julho: Os insurgentes atacaram a aldeia de Namande, matando 7 civis e 3 milicianos moçambicanos.[182] Também a 2 de Julho, agentes do Estado Islâmico atacaram a cidade de Diaca, matando um polícia moçambicano e capturando dois veículos blindados da polícia.[183]

2022

2023

2024

2025

Ver também

Referências

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Bibliografia

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Ligações externas