Ilha Dassen

Ilha Dassen Dasseneiland
Ilha Dassen
Ilha Dassen e seu farol, a 9 km da costa de Yzerfontein
País  África do Sul
Dados
Área 2,60 km²
Coordenadas 33° 25' 24" S 18° 05' 14" E
Ilha Dassen Dasseneiland está localizado em: África do Sul
Ilha Dassen Dasseneiland
Designações
Nome oficial: Reserva Natural da Ilha Dassen
Data de registro: 29 de março de 2019
Referência: 2383[1]

A ilha Dassen é uma ilha desabitada[2] da África do Sul localizada no Oceano Atlântico. Situa-se a cerca de 10 km a oeste de Yzerfontein e a 55 km ao norte da Cidade do Cabo. Esta ilha plana e de baixa altitude tem aproximadamente 3,1 km de comprimento na direção noroeste-sudeste e 1 km de largura, com uma área de 2,73 km².[3] Ela é uma reserva natural oficialmente proclamada.

Em holandês, "das" (plural "dassen") significa texugo (Meles meles). Já em holandês/africâner, "dassie" refere-se ao damão-do-cabo, e a ilha recebeu esse nome devido às colônias de Procavia capensis encontradas pelos descobridores. Chamada de ilha Branca pelos primeiros navegadores portugueses, foi renomeada como Elizabeth Eiland por Joris van Spielbergen em 1601. A forma Dasseneiland (em holandês/africâner) é a preferida para fins oficiais.[4] Ocasionalmente, também foi chamada de Ilha dos Pinguins.[5]

A ilha tem como base geológica um granito turmalinífero de grão fino, com algumas zonas de granito biotítico. As rochas intrusivas (do final do Pré-Cambriano) são parcialmente cobertas por areia. Ao longo de grande parte da costa, grandes rochas arredondadas emergem da areia, alcançando alturas ligeiramente acima da marca da maré alta. Embora se formem poças temporárias durante a estação chuvosa (inverno) no interior, em geral, há pouca água doce disponível na ilha.

Exceto em seu lado leste, a ilha Dassen é cercada por recifes. Muitos navios naufragaram nessas águas.

Colônia de pinguins-africanos

Caminhos rochosos na ilha foram desgastados por gerações de pinguins que desembarcam para descansar e nidificar.[6] A ilha abriga uma colônia reprodutora de pinguim-africano, que está em declínio. Na década de 1950, abrigava dezenas de milhares desses animais.[7] Em 1975, a população estimada era de 60.000 aves. No ano 2000, a estimativa caiu para 56.000.[8]

A população foi gravemente afetada pela exploração comercial de seus ovos,[9] pela coleta de guano (necessário para os pinguins escavarem seus ninhos) e pela sobrepesca de espécies de presas (como a sardinha). A ilha Dassen também está situada em uma importante rota de navegação, e em 1975 cerca de 650 petroleiros passavam por ali mensalmente. A poluição por óleo, resultante de despejos de porão e de derramamentos ocasionais (como o do derramamento de óleo do MV Treasure), também impactou a população.[10]

Referências

  1. «Dassen Island Nature Reserve». Ramsar Sites Information Service (em inglês). Consultado em 10 de setembro de 2019 
  2. «Main Place "Dassen Island"» (em inglês). Census 2011. Consultado em 29 de agosto de 2013 
  3. «Avian Demography Unit: Dassen Island» (em inglês). Consultado em 13 de março de 2010. Cópia arquivada em 27 de maio de 2012 
  4. Raper, Peter E. (1987). Dictionary of Southern African Place Names (em inglês). [S.l.]: Internet Archive. p. 130. Consultado em 28 de agosto de 2013 
  5. «Penguin Isle preferred (Dassen Island, 1956)». The Morning Call (em inglês). 21 de fevereiro de 1956. 5 páginas. Consultado em 9 de maio de 2020 
  6. «African penguins of Dassen island (1981)». The Times and Democrat (em inglês). 4 de julho de 1981. 6 páginas. Consultado em 9 de maio de 2020 
  7. «Penguin Isle preferred (Dassen Island, 1956)». The Morning Call (em inglês). 21 de fevereiro de 1956. 5 páginas. Consultado em 9 de maio de 2020 
  8. «Flight of the African penguin (2000)». Tampa Bay Times (em inglês). 8 de julho de 2000. 2 páginas. Consultado em 9 de maio de 2020 
  9. «Penguin playmates & egg exports, Dassen Island (1954)». Press and Sun-Bulletin (em inglês). 23 de outubro de 1954. 4 páginas. Consultado em 9 de maio de 2020 
  10. «South African penguins of Dassen Island (1975)». Colorado Springs Gazette-Telegraph (em inglês). 13 de abril de 1975. 6 páginas. Consultado em 9 de maio de 2020 

Ligações externas