Pinguim-africano

Pinguim-do-cabo
No Zoológico de Bristol, Inglaterra, em 2003
No Zoológico de Bristol, Inglaterra, em 2003
Estado de conservação
Espécie em perigo crítico
Em perigo crítico
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae
Género: Spheniscus
Espécie: S. demersus
Nome binomial
Spheniscus demersus
(Lineu, 1758) (Sistema de classificação de Lineu)
Distribuição geográfica

Ovo de Spheniscus demersus. Museu de Toulouse, França, 2018

O pinguim-do-cabo (Spheniscus demersus), também conhecido como pinguim-africano, soliticário[carece de fontes?] ou mangote,[carece de fontes?] é a única espécie africana de pinguim, atualmente considerada criticamente ameaçada de extinção, dentre outros motivos pelos derramamentos de óleo na costa africana, apesar dos cuidados prestados pela Fundação Sul-Africana de Conservação de Aves Litorâneas. Vivem na costa sudoeste de África, contando com cerca de 60 centímetros de comprimento, e pesando entre 2,4 e 3,6 kg, um pouco mais leves que os pinguins-de-humboldt. Têm uma faixa negra em volta da barriga branca e uma mancha preta no queixo e rosto separando da coroa por uma ampla faixa branca. Os machos tendem a ser um pouco maiores que as fêmeas. Os filhotes têm uma coloração azul-cinzento. Eles têm manchas rosadas acima dos olhos, e alguns pontos negros aleatórios no tórax e na barriga.[1]

Características

Os pinguins africanos se alimentam de peixes como o biqueirão, sardinha, carapau e arenque, mas também comem lulas e crustáceos. Quando na caça de presas, os pinguins africanos podem alcançar a velocidade máxima perto de 20km / h.[2]

Os pinguins africanos vivem em colônias. Começam a reproduzir entre dois a seis anos de idade, mas normalmente aos quatro anos. Os pinguins africanos são monógamos. Cerca de 80–90% dos casais permanecem juntos na reprodução. Costumam colocar dois ovos, embora não seja comum a sobrevivência dos dois filhotes. O período de incubação é de cerca de 40 dias, sendo que o pai e a mãe participam igualmente na incubação. Os adultos continuam a alimentar os filhotes, enquanto eles permanecem na colônia.[2]

Referências

  1. «Pinguim-africano encontra refúgio em praia no Cabo e se torna atração turística». epoca.globo.com. Consultado em 5 de julho de 2025 
  2. a b «African Penguin». Georgia Aquarium (em inglês). Consultado em 5 de julho de 2025