Iáia Dia Adaulá
| Iáia Dia Adaulá | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Rei da Taifa de Ceuta | |||||
| Reinado | 1077-1083 | ||||
| Antecessor(a) | Sucute Albarguati | ||||
| Sucessor(a) | conquista almorávida | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | século XI | ||||
| Morte | 1083 | ||||
| |||||
| Religião | Islamismo | ||||
Iáia Dia Adaulá (em árabe: يحيى ضياء الدولة; romaniz.: Yaḥyā Ḍiyāʾ al-Dawla) foi um berguata que governou a Taifa de Ceuta entre 1077 e 1083, em sucessão a seu falecido pai Sucute Albarguati.
Vida
.jpg)
Iáia ibne Adaulá nasceu em data incerta ao longo do século XI e era filho do ex-excravo Sucute Albarguati. Seu pai, aproveitando-se a convulsão política no Alandalus após o colapso do Califado de Córdova (929–1031), tomou para si o controle de Ceuta e Tânger, para as quais foi nomeado governador. Sucute manteve seu controle sobre a região até os anos 1070, quando sua autoridade foi ameaçada pelo surgimento do movimento almorávida no Magrebe.[1] Em 1077, Sucute e Iáia marcharam contra as forças almorávidas lideradas pelo general Sale ibne Inrane, e na batalha travada às margens do rio Mina, perto de Tânger, Sucute foi morto. Tânger foi conquistada pelos invasores, mas Iáia conseguiu escapar e se aquartelou em Ceuta, de onde governou em sucessão a seu pai.[2] Em Ceuta, Iáia assumiu o título de Alize (em árabe: ٱلْعِزّ, al-ʿIzz) e resistiu ao emir Iúçufe ibne Taxufine (r. 1061–1106) até 1083.[3]
Em 1082, após um desentendimento com o rei Afonso VI (r. 1065–1109), o rei de Sevilha Almutâmide (r. 1069–1091) organizou uma delegação que incluía juízes de Badajoz, Granada e Córdova, além de seu próprio vizir. A delegação viajou até Tânger para implorar a Iúçufe que interviesse contra Afonso VI. Quando Alize se mostrou pouco cooperativo e não respondeu aos pedidos de Iúçufe para permitir a travessia do estreito, tanto Iúçufe quanto a delegação convocaram juízes para emitirem fátuas contra ele. Durante onze meses, entre 1082–1083, o exército almorávida liderado por Tamime, filho de Iúçufe, sitiou Ceuta. Em seguida, pediu e recebeu ajuda naval de Almutâmide, tornando o cerco total e forçando Alize a um confronto do qual saiu derrotado.[3] Iáia escondeu-se numa casa da cidade, mas foi capturado. Diz-se que carregava consigo o selo de Iáia ibne Ali, um dos hamúdidas que tomou o título califal em Córdova.[3] Perante o vizir Almuiz ibne Iúçufe, foi sentenciado à morte.[4]
Referências
- ↑ Messier 2010, p. 64.
- ↑ Messier 2010, p. 65.
- ↑ a b c Gómez-Rivas 2014, p. 115.
- ↑ Lagardère 1978, p. 59.
Bibliografia
- Gómez-Rivas, Camilo (2014). Law and the Islamization of Morocco Under the Almoravids:The Fatwās of Ibn Rushd Al-Jadd to the Far Maghrib. Leida: Brill
- Lagardère, Vincent (1978). «Le gouvernorat des villes et la suprématie des Banu Turgut au Maroc et en Andalus de 477/1075 à 500/1106». Revue de l'Occident musulman et de la Méditerranée. 25 (1): 49–65. ISSN 0035-1474. doi:10.3406/remmm.1978.1803
- Messier, Ronald A. (2010). The Almoravids and the Meanings of Jihad. Santa Bárbara: Praeger/ABC-CLIO. ISBN 978-0-313-38590-2