Hydnellum scrobiculatum

Hydnellum scrobiculatum

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Thelephorales
Família: Bankeraceae
Género: Hydnellum
Espécie: H. scrobiculatum
Nome binomial
Hydnellum scrobiculatum
(Fr.) P.Karst. (1879)
Sinónimos[6]
  • Hydnum scrobiculatum Fr. (1815)
  • Calodon scrobiculatus (Fr.) P.Karst. (1882)[1]
  • Hydnum sanguineofulvum Britzelm. (1891)[2]
  • Hydnum ferrugineoalbum Britzelm. (1894)[3]
  • Hydnum testaceofulvum Britzelm. (1894)[3]
  • Phaeodon scrobiculatus (Fr.) Henn. (1898)[4]
  • Hydnellum velutinum var. scrobiculatum (Fr.) Maas Geest. (1957)[5]
Hydnellum scrobiculatum
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Características micológicas
Himênio denticulado
  
Píleo é plano
  ou afundado
Estipe é nua
A cor do esporo é marrom
A relação ecológica é micorrízica
Comestibilidade: não comestível

Hydnellum scrobiculatum é uma espécie de fungo hidnoide da família Bankeraceae. Amplamente distribuída no Hemisfério Norte, é encontrada na Eurásia e na América do Norte.

Taxonomia

O fungo foi descrito pela primeira vez como uma espécie de Hydnum por Elias Magnus Fries em sua obra Observationes mycologicae de 1815.[7] Petter Karsten transferiu-o para o gênero Hydnellum em 1879.[8] O micologista canadense Kenneth A. Harrison publicou a variedade H. scrobiculatum var. zonatum como uma nova combinação em 1961,[9] mas esta é agora considerada sinônima de Hydnellum concrescens.[10]

Descrição

Os basidiomas possuem píleos centralmente deprimidos, medindo 2 a 6 cm de diâmetro. Esses píleos podem se fundir para formar basidiomas concrescentes. Os píleos têm bordas onduladas e uma superfície inicialmente feltrada que se torna escamosa com a idade. Basidiomas jovens são brancos, depois tornam-se marrom-rosados e, depois, marrom-arroxeados, às vezes com margens brancas.[11] Os basidiomas podem adquirir um aspecto brilhante com o envelhecimento.[12]

Os espinhos na face inferior do píleo têm até 4 mm de comprimento. Inicialmente brancos, tornam-se marrom-arroxeado na maturidade.[11] Os espinhos são decorrentes, ou seja, estendem-se ao longo do estipe.[13] O estipe, que tem aproximadamente a mesma cor do píleo, mede 2 a 3 cm de comprimento por 1 a 1,5 cm de espessura.[11] O micélio na base do estipe envolve e cresce ao redor de detritos florestais.[13] A carne tem um odor farináceo (semelhante a farinha recém-moída).[14] A comestibilidade do basidioma era anteriormente desconhecida, mas Roger Phillips a descreve como "pobre".[15] Em geral, as espécies de Hydnellum são muito acres e lenhosas para serem palatáveis.[16]

Como todas as espécies de Hydnellum, H. scrobiculatum produz uma esporada marrom.[12] Os esporos individuais têm formato mais ou menos esférico, com dimensões de 5,5 a 6,5 por 4 a 5,6 μm. Eles apresentam projeções verrucosas (tubérculos) na superfície. Os basídios (células que produzem esporos) são estreitamente clavados, com quatro esporos, e medem 23 a 29 por 5 a 6,5 μm.[14]

Espécies semelhantes

Hydnellum scrobiculatum é frequentemente confundido com várias espécies, especialmente espécimes mais velhos. Estas incluem H. spongiosipes [en], H. ferrugineum e H. concrescens.[17] Este último é particularmente semelhante a H. scrobiculatum, um fato que foi destacado por esforços de conservação no Reino Unido.[18][19]

Habitat e distribuição

Hydnellum scrobiculatum frutifica isoladamente, em grupos ou em grupos fundidos, tanto em florestas de coníferas quanto em florestas mistas. É um fungo encontrado na Europa, Ásia e América do Norte.[14] No Reino Unido, é considerado vulnerável de acordo com o plano de ação para biodiversidade de fungos hidnoides estipitados.[20]

Ver também

Referências

  1. Karsten PA. (1882). «Rysslands, Finlans och den Skandinaviska halföns Hattsvampar. Sednare Delen: Pip-, Tagg-, Hud-, Klubb- och Gelésvampar». Bidrag till Kännedom av Finlands Natur och Folk (em finlandês). 37: 108 
  2. Britzelmayr M. (1892). Hymenomyceten aus Südbayern 11 (Theil VIII): Polyporei, Hydnei, Thelephorei, Clavariei und Tremellinei (em alemão). Berlin: R. Friedländer & Sohn. p. 14 
  3. a b Britzelmayr M. (1894). «Hymenomyceten aus Südbayern 13 (Theil X): tekst + index». Berichte des Naturwissenschaftlichen Vereins Schwaben Neuburg (em alemão). 31: 177 
  4. Engler A, Prantl K (1900). Die natürlichen Pflanzenfamilien nebst ihren Gattungen und wichtigeren Arten insbesondere den Nutzpflanzen : I. Tl., 1. Abt.: Fungi (Eumycetes) (em alemão). Leipzig: Englemann. p. 148 
  5. Maas Geesteranus RA. (1957). «The stipitate hydnums of the Netherlands. II. Hydnellum P. Karst.». Fungus. 27 (1–4): 50–71 
  6. «GSD Species Synonymy: Hydnellum scrobiculatum (Fr.) P. Karst.». Species Fungorum. CAB International. Consultado em 23 de setembro de 2025 
  7. Fries EM. Observationes mycologicae (em latim). 1. Copenhagen: Gerh. Bonnier. p. 143. Arquivado do original em 18 de janeiro de 2015 
  8. Karsten PA. (1879). «Symbolae ad mycologiam Fennicam. VI». Meddelanden Af Societas Pro Fauna et Flora Fennica. 5: 5–46 (see p. 41) 
  9. Harrison KA. (1961). The Stipitate Hydnums of Nova Scotia. Publications of the Department of Agriculture Canada (Relatório). 1099. Ottawa, Canada: Research Branch, Canada Department of Agriculture. pp. 1–60 
  10. «Hydnellum scrobiculatum var. zonatum (Batsch) K.A. Harrison». Index Fungorum. CAB International. Consultado em 23 de setembro de 2025 
  11. a b c Ellis JB, Ellis MB (1990). Fungi without Gills (Hymenomycetes and Gasteromycetes): An Identification Handbook. London: Chapman and Hall. p. 106. ISBN 978-0-412-36970-4 
  12. a b Phillips R. (2013). Mushrooms: A comprehensive Guide to Mushroom Identification. [S.l.]: Pan Macmillan. p. 324. ISBN 978-1-4472-6402-6 
  13. a b Huffman DM, Tiffany LH, Knaphaus G, Healy RA (2008). Mushrooms and Other Fungi of the Midcontinental United States. [S.l.]: University of Iowa Press. p. 227. ISBN 978-1-58729-725-0 
  14. a b c Pegler DN, Roberts PJ, Spooner BM (1997). British Chanterelles and Tooth Fungi. Kew, UK: Royal Botanic Gardens. p. 84. ISBN 978-1-900347-15-0 
  15. Phillips, Roger (2010). Mushrooms and Other Fungi of North America. Buffalo, NY: Firefly Books. p. 323. ISBN 978-1-55407-651-2 
  16. Arora D. (1986). Mushrooms Demystified: A Comprehensive Guide to the Fleshy Fungi 2nd ed. Berkeley, California: Ten Speed Press. pp. 623, 627–28. ISBN 978-0-89815-170-1 
  17. Polèse JM, Deconchat C (2002). Champignons. L'encyclopédie (em francês). [S.l.]: Editions Artemis. p. 139. ISBN 978-2-84416-145-1 
  18. Parfitt D, Ainsworth AM, Simpson D, Rogers HJ, Boddy L (2007). «Molecular and morphological discrimination of stipitate hydnoids in the genera Hydnellum and Phellodon». Mycological Research. 111 (7): 761–77. PMID 17681224. doi:10.1016/j.mycres.2007.05.003 
  19. Ainsworth AM, Parfitt D, Rogers HJ, Boddy L (2010). «Cryptic taxa within European species of Hydnellum and Phellodon revealed by combined molecular and morphological analysis». Fungal Ecology. 3 (2): 65–80. doi:10.1016/j.funeco.2009.07.001 
  20. Bridge PD, Panchal G (2004). Number 557. Population diversity and speciation in Hydnellum and Phellodon species (Relatório). English Nature Research Reports. English Nature. ISSN 0967-876X 

Leitura adicional