Hino da Carta
![]() Capa de partitura do Hino da Carta sob guarda da Biblioteca Nacional de Portugal | |
Hino Nacional de Portugal | |
| Letra | D. Pedro IV de Portugal, 1821 |
|---|---|
| Composição | D. Pedro IV de Portugal, 1821 |
| Adotado | Maio de 1834 |
| Até | 5 de outubro de 1910 (de facto) 19 de junho de 1911 (de jure) |
| Precedido por | Hino Patriótico |
| Sucedido por | A Portuguesa |
| Letra do hino (Wikisource) | |
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O Hino da Carta (Hymno da Carta na grafia antiga)[a] foi o hino nacional do Reino de Portugal entre maio de 1834 e outubro de 1910.[1][2] Escrito pelo então Príncipe Real, D. Pedro — futuro rei de Portugal — no Brasil, em 1821, ficou associado à Carta Constitucional que o próprio outorgou aos portugueses em 1826,[3] sendo comumente considerado uma homenagem a ela, apesar de ter sido composto antes da promulgação da Constituição de 1822.[1] Vigorou ao longo de todas as reformas da Constituição de 1826, assim como durante a segunda vigência da Carta de 1822 e a vigência da Constituição de 1838.[4]
O hino generalizou-se com a denominação oficial de Hymno da Carta, tendo sido considerado oficialmente como Hymno Nacional, e por isso obrigatório em todas as solenidades públicas, a partir de sua oficialização por D. Maria II em maio de 1834.[5][2]
Com a música do Hymno da Carta compuseram-se variadas obras de natureza popular (modas) ou dedicadas a acontecimentos e personalidades de relevo, identificando-se em pleno com a vida política e social dos últimos setenta anos da monarquia em Portugal.[5]
Depois da implantação da República, em 5 de outubro de 1910, o Hino da Carta foi substituído pel'A Portuguesa como hino nacional português.[1][5]
Alberto José Vieira Pacheco e Rui Magno Pinto realizaram uma análise musicológica do Hino da Carta, junto a outros hinos compostos por Pedro IV e seu mestre Marcos Portugal.[6]
Letra
| Hino da Carta |
|---|
| Primeira estrofe |
|
Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo, |
| Coro |
|
Viva, viva, viva o Rei |
| Segunda estrofe |
|
Oh com quanto desafogo |
| Coro |
| Terçeira estrofe |
|
Venturosos nós seremos |
| Coro |
| Quarta estrofe |
|
A verdade não se ofusca, |
| Coro |
Fonte: [3]
Notas
- ↑ Também referido como Hymno Constitucional, Hino Imperial da Constituição Portuguesa ou Novo Hymno Constitucional.
Referências
- ↑ a b c Nunes, João Andrade (2020). 3 Hinos Nacionais. 3 Formas de cantar a Pátria. Lisboa: Revista da Armada. p. 553
- ↑ a b Menck, José Theodoro Mascarenhas (2022). D. Pedro I: Entre o Voluntarismo e o Constitucionalismo - Vol. 2. Brasília: Edições Câmara. p. 192
- ↑ a b Pacheco, Alberto José Vieira. «D. Pedro I do Brasil, IV de Portugal - Hinos e Marcha Imperial». Musica Brasilis. Consultado em 15 de julho de 2024. Cópia arquivada em 21 de abril de 2021
- ↑ «CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DO IMPÉRIO DO BRASIL E CARTA CONSTITUCIONAL DO REINO DE PORTUGAL.». Livraria Castro e Silva. Consultado em 16 de julho de 2024. Cópia arquivada em 16 de julho de 2024
- ↑ a b c «Hino Nacional - Antecedentes». Divisão de Relações Públicas do Estado-Maior-General das Forças Armadas Portuguesas. Consultado em 19 de Janeiro de 2012. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2007
- ↑ Pacheco, Alberto José Vieira; Pinto, Rui Magno (2013). «Os hinos de D. Pedro I e Marcos Portugal: em busca de paradigmas». Música Hodie (2). ISSN 1676-3939. doi:10.5216/mh.v13i2.28014. Consultado em 16 de julho de 2024
