Héctor Baley
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| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Héctor Rodolfo Baley | |
| Data de nascimento | 16 de novembro de 1950 (75 anos) | |
| Local de nascimento | Ingeniero White, Argentina | |
| Apelido | El Chocolate | |
| Informações profissionais | ||
| Clube atual | Aposentado | |
| Posição | Goleiro | |
| Clubes de juventude | ||
| Puerto Comercial | ||
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1968–1972 1973–1975 1976–1978 1978–1980 1981–1987 |
Estudiantes Colón Huracán Independiente Talleres |
3 (0) 79 (0) 112 (0) 31 (0) 156 (0) |
| Seleção nacional | ||
| 1975–1982 | Argentina | 13 (0) |
Héctor Rodolfo Baley (Ingeniero White, em Bahía Blanca, 16 de novembro de 1950) é um ex-futebolista argentino, que jogava na posição de goleiro. Venceu, como reserva de Ubaldo Fillol, a Copa do Mundo FIFA de 1978, e notabilizou-se também por ser o mais célebre jogador afro-argentino da Seleção Argentina, país de pouquíssima população totalmente negra.[1][2][3]
Também foi o primeiro goleiro a defender um pênalti de Diego Maradona (em 1977),[2] embora curiosamente tenha sofrido também dele o primeiro gol que Maradona marcou pelo Boca Juniors (em 1981).[3] Apesar da sua fama racial, ele próprio era filho de mãe branca, filha de imigrantes espanhóis, e veio a ter descendentes também brancos.[2]
Carreira em clubes
Puerto Comercial e Estudiantes

Baley foi formado nos juvenis do Puerto Comercial, um dos principais clubes das redondezas em que nasceu, as de Bahía Blanca.[3] Seu pai, filho de imigrante senegalês,[2] havia sido goleiro da mesma equipe na década de 1930 e Héctor pôde comemorar em família o título sub-17 da liga municipal de 1967.[3] Acabou prospectado pelo Estudiantes.[2]
Foi no time de La Plata que ele recebeu o apelido de El Chocolate,[3] em alusão à sua pele negra.[1] Baley obteve quatro títulos internacionais pelo Estudiantes,[2] mas sem chegar a entrar em campo, como terceiro goleiro do elenco tricampeão seguido da Taça Libertadores da América entre 1968 e 1970; nesse período, os pincharratas também venceram a Copa Intercontinental de 1968.[3] Foi também seu único jogo naquele ano,[4] precisando ele aguardar até 1971 para ter nova chance.[3]
Ídolo de Colón e Huracán
Sem conseguir se firmar no Estudiantes, veio vendido em 1973 ao Colón, clube onde efetivamente viu sua carreira se desenvolver.[5] Compôs aquele que é considerado o melhor setor defensivo da história do time da cidade de Santa Fe,[3] chegando à Seleção Argentina ainda como jogador do Colón.[5] Em 1996, foi eleito pelo Clarín para o time dos sonhos do Sabalero,[6] e, em 2011, foi incluído entre os principais ídolos da equipe em edição especial da revista El Gráfico.[5]
Baley terminou contratado no início de 1976 pelo forte Huracán da época, para repor a saída de Agustín Cejas.[3] Destacou-se em especial no Torneio Metropolitano,[7] em que o clube terminou vice-campeão, embora curiosamente somasse mais pontos do que o próprio campeão Boca Juniors.[8] El Chocolate esteve em quatro das cinco vitórias seguidas que o time teve naquele mesmo ano no clássico com o San Lorenzo.[7]
Ainda como jogador do Huracán, Baley venceu a Copa do Mundo FIFA de 1978,[7] vindo a ser eleito pelo Clarín entre os cem maiores ídolos do clube na ocasião do centenário huracanense, em 2008.[9]
Independiente e Talleres
Após o Mundial, ele foi negociado com o Independiente,[10] ganhando o Torneio Nacional do próprio ano de 1978. Teve atuação destacada no jogo de ida das finais contra o River Plate, permitindo que o Rojo saísse do Monumental de Núñez com um empate sem gols que facilitou o título se encaminhara para o jogo de volta em Avellaneda.[3]
Conflitos com diretores do Independiente após o goleiro recusar negociação com o Recreativo de Huelva acabaram por acarretar em sua saída. Baley, em contrapartida, concordou em ser negociado com o Talleres, então equipe das mais fortes do país.[3] Seguiu mantendo-se um goleiro da categoria,[11] sendo figura importante primeiramente para evitar o rebaixamento do clube em 1981, a ponto de ser eleito o melhor goleiro da temporada argentina,[3] e manter-se na seleção para a Copa do Mundo FIFA de 1982.[11]
Ao longo da década de 1980, Baley teve como principal momento no Talleres a campanha semifinalista do Torneio Nacional de 1984.[3][12] Também teve mais de um ciclo como jogador-treinador em La T. Em edição especial dedicada ao centenário tallarin, em 2013, foi considerado entre os quinze maiores ídolos do Talleres.[13] Acabou radicado em Córdoba mesmo após parar de jogar.[2][3]
Seleção

Baley estreou pela Argentina em 21 de agosto de 1975, em vitória amistosa de 6-0 sobre os Estados Unidos na Cidade do México, substituindo Ricardo La Volpe no decorrer do jogo.[14] César Luis Menotti chamou-o em função de pedido de dispensa de Ubaldo Fillol, focado com o River Plate,[2] que naquele mesmo mês lutava para encerrar jejum de dezoito anos no campeonato argentino.[15]
El Chocolate jogou oficialmente treze vezes pela Albiceleste, sofrendo oito gols. Dos goleiros com ao menos dez partidas pela seleção, é ele quem detém a melhor média de gols sofridos por jogo.[14] Chegou a ser o titular dela no ano de 1976,[3] ano em que realizou nove partidas.[14] Em 1977, Menotti optou por Hugo Gatti e, para 1978, escolheu por devolver o posto a Fillol.[3] Baley foi o reserva imediato deste no título mundial naquele ano e também na Copa do Mundo FIFA de 1982, ano em que realizou em 1-1 contra a Alemanha Ocidental a sua última partida pela Argentina, em 24 de março.[14] Recebeu nota 10 da imprensa nessa ocasião.[3]
Sempre manteve relação elogiosa e cordial com Fillol, reconhecendo que este vivia fase melhor para os dois torneios.[2]
Títulos
Puerto Comercial
Estudiantes
Independiente
- Campeonato Argentino: Torneio Nacional 1978 [3]
Seleção Argentina
Referências
- ↑ a b c Os negros da Argentina (junho de 2005). Placar n. 1283-A. Editora Abril, p. 45
- ↑ a b c d e f g h i j k l ORIGLIA, Gabriela (30 de junho de 2022). «Héctor "Chocolate" Baley: campeón del 78, quiso "hacer todo mal", fumaba con Kempes y fue el primero en atajar un penal de Maradona». La Nación. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v «Héctor Baley, o argentino negro campeão mundial na Copa de 1978». Futebol Portenho. 16 de novembro de 2025. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ COLUSSI, Luis Alberto; GURIS, Carlos Alberto; KURHY, Víctor Hugo (novembro de 2019). «Fútbol Argentino: Crónicas y Estadísticas: Asociación del Fútbol Argentino - 1ª División – 1968» (PDF). Historical Line-ups. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c PERUGINO, Elías (novembro de 2011). Héctor BALEY. El Gráfico Especial n. 33 - "100 Ídolos de Colón". Revistas Deportivas, p. 15
- ↑ «11 jogadores para os 110 anos do Colón». Futebol Portenho. 5 de maio de 2015. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b c BARNADE, Oscar; IGLESIAS, Waldemar (2008). Héctor Baley. Huracán 100 años - 1a ed. Buenos Aires: Arte Gráfico Editorial Argentino, p. 35
- ↑ COLUSSI, Luis Alberto; GURIS, Carlos Alberto; KURHY, Víctor Hugo (novembro de 2019). «Fútbol Argentino: Crónicas y Estadísticas: Asociación del Fútbol Argentino - 1ª División – 1976» (PDF). Historical Line-ups. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ BARNADE, Oscar; IGLESIAS, Waldemar (2008). 100 Nombres. Huracán 100 años - 1a ed. Buenos Aires: Arte Gráfico Editorial Argentino, pp. 6-45
- ↑ COLUSSI, Luis Alberto; GURIS, Carlos Alberto; KURHY, Víctor Hugo (novembro de 2019). «Fútbol Argentino: Crónicas y Estadísticas: Asociación del Fútbol Argentino - 1ª División – 1978» (PDF). Historical Line-ups. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b PERUGINO, Elías (outubro de 2013). HECTOR BALEY. El Gráfico Especial n. 336 - "Talleres 100 Años". Revistas Deportivas, p. 44
- ↑ COLUSSI, Luis Alberto; GURIS, Carlos Alberto; KURHY, Víctor Hugo (novembro de 2019). «Fútbol Argentino: Crónicas y Estadísticas: Asociación del Fútbol Argentino - 1ª División – 1984» (PDF). Historical Line-ups. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ PERUGINO, Elías (outubro de 2013). Figuras inolvidables. El Gráfico Especial n. 336 - "Talleres 100 Años". Revistas Deportivas, pp. 42-45
- ↑ a b c d MACÍAS, Julio. BALEY, Héctor Rodolfo. Quién es quién en la Selección Argentina, 1 ed. Buenos Aires: Corregidor, 2011, pp. 62-63
- ↑ «River campeón del Metropolitano 1975». El Gráfico. 6 de janeiro de 2025. Consultado em 19 de novembro de 2025
