Gymnarrhenoideae
Gymnarrhenoideae
Gymnarrheneae | |||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Géneros | |||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||


Gymnarrhenoideae é uma subfamília monotípica de plantas com flor pertencente à família Asteraceae cuja única tribo é Gymnarrheneae. Na sua presente circunscrição taxonómica agrupa apenas dois géneros monotípicos morfologicamente muito distintos e com distribuição natural acentuadamente disjunta.[1]
Descrição
Foram atribuídas à família Gymnarrhenoideae duas espécies muito diferentes, a Gymnarrhena micrantha, uma planta anual de inverno dos desertos do Norte de África e do Médio Oriente, e a Cavea tanguensis, uma erva perene que cresce em rochas perto de riachos e glaciares nos Himalaias Orientais. Estas espécies têm muito pouco em comum, para além de terem dois tipos de cabeça floral e partilharem uma tendência para o dioecismo.[1][2] Ambas têm também rosetas de folhas basais, folhas alongadas, com poucos dentes espaçados na margem, e ambas não apresentam espinhos ou látex.
- Gymnarrhena
O género Gymnarrhena, tem uma única espécie, Gymnarrhena micrantha, distribuída no Norte de África e no Médio Oriente. As cabeças florais estão agrupadas em inflorescências. Os ramos estilares são longos com ápices arredondados. O número cromossómico básico é x = 10.[3]
- Cavea
O género Cavea tem como única espécie Cavea tanguensis, uma erva perene com rizomas robustos, lenhosos e maioritariamente ramificados, com 10-30 cm de comprimento, que possuem uma roseta de folhas basais e caules não ramificados que possuem algumas folhas mais pequenas, brácteas e cabeças florais. A espécie tem distribuição natural nas regiões altas dos Himalaias Orientais.
Taxonomia e filogenia
A subfamília Gymnarrhenoideae e a tribo Gymnarrheneae foram criadas em 2009 por José Panero e Vicki Funk para acomodar a posição isolada do género Gymnarrhena que é sugerida por análises genéticas. Uma análise posterior, incluindo espécies raras da China, mostrou que Cavea é o táxon irmão daquele género.[2][4]
Com base em análises genéticas recentes, é agora geralmente consensual que a subfamília Pertyoideae é táxon irmão de um clado que tem como membro basal a subfamília Gymnarrhenoideae, e que agrupa ainda as subfamílias Asteroideae, Corymbioideae e Cichorioideae. Estas três subfamílias partilham uma deleção de nove pares de bases no gene ndhF que não está presente em Gymnarrhena micrantha. Os conhecimentos actuais sobre as relações de Gymnarrhena com as subfamílias de asterídeas mais próximas são representados pela seguinte árvore filogenética:[2][4]
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Referências
- ↑ a b Panero, Jose L.; Funk, Vicki A. (2009), «New tribes in Asteraceae», Phytologia, 91 (3), pp. 568–570
- ↑ a b c Zhi-Xi Fu; Bo-Han Jiao; Bao Nie; Tiangang Gao (2016). «A comprehensive generic-level phylogeny of the sunflower family: Implications for the systematics of Chinese Asteraceae». Journal of Systematics and Evolution. 54 (4): 416–437. Bibcode:2016JSyEv..54..416F. doi:10.1111/jse.12216
. Consultado em 15 de janeiro de 2016
- ↑ Stevens, P. F. (2001). «Asteraceae». Angiosperm Phylogeny Website. Version 7, Mayo 2006 (em inglês). Consultado em 28 de abril de 2008
- ↑ a b Funk, Vicki A.; Fragman-Sapir, Ori (2009). «22. Gymnarrheneae (Gymnarrhenoideae)». In: V.A. Funk; A. Susanna; T. Stuessy; R. Bayer. Systematics, Evolution, and Biogeography of Compositae (PDF). Vienna: International Association for Plant Taxonomy. pp. 327–332. Consultado em 27 de dezembro de 2016
