Guerra Luso-Bijapur (1659)

O território de Goa.

A Guerra Luso-Bijapur de 1659 foi um breve confronto armado travado em Goa, na Índia, entre o Império Português e o Sultanato de Bijapur.

Na década de 1650, a Companhia Holandesa das Índias Orientais firmou uma aliança com o Sultanato de Bijapur e encorajou o Hidalcão a atacar Goa. Em Bijapur existia uma ala entre a Corte que defendia a hostilidade aos portugueses, liderada pela rainha-mãe e Abedalá Haquim.[1] Um exército comandado por Abedalá Haquim invadiu o território português e ocupou Bardês entre Agosto e Outubro de 1654 mas foi obrigado a retirar-se.[2] Na sequência deste ataque, o Hidalcão firmou um novo tratado de paz com os portugueses.

Não obstante, em 1659 Ali Adil Xá II decidiu atacar Goa, desprezou o tratado de paz e um exército novamente comandado por Abedalá Haquim invadiu as Velhas Conquistas.[3] Goa e o Estado da Índia encontravam-se então sob o governo de um conselho formado por Manuel Mascarenhas Homem, Francisco de Melo e Castro e António de Sousa Coutinho. As tropas do Hidalcão foram rechaçadas por Luís Mendonça Furtado, que lhes infligiu uma pesada derrota na Batalha de Margão e obrigou Abedalá Haquim a retirar-se com 400 ou 500 homens a menos.[4][3][1]

Ver também

Referências

  1. a b Theotónio R. de Souza: Essays in Goan History, Concept Publishing Company, 1989, p. 46.
  2. Dauril Alden: The Making of an Enterprise: The Society of Jesus in Portugal, Its Empire, and Beyond, 1540-1750, Stanford University Press, 1996, p. 187-188.
  3. a b B. D. Shastry: "The Portuguese Commercial Relations with Bijapur in the Seventeenth Century" in Souza, Teotónio: Essays in Goan History, Concept Publishing Company, 1989, pp. 39-48.
  4. Frederick Charles Danvers: The Portuguese in India: A.D. 1571-1894, W.H. Allen & Company, limited, 1894, p. 324.