Guatapará
Guatapará | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
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![]() Bandeira | |
| Hino | |
| Lema | Guatapará mais mudança, mais futuro! |
| Gentílico | guataparaense |
| Localização | |
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![]() Guatapará |
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| Mapa de Guatapará | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | São Paulo |
| Região metropolitana | Ribeirão Preto |
| Municípios limítrofes | Rincão, Pradópolis, Barrinha, Dumont, Ribeirão Preto, Cravinhos, Luís Antônio e Motuca |
| Distância até a capital | |
| História | |
| Fundação | 01 de janeiro de 1993 (33 anos) |
| Emancipação | 01/01/1993 |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Gildemir de Souza (PSD, 2025–2028) |
| Vereadores | 9 |
| Características geográficas | |
| Área total [1] | 412,637 km² |
| População total (Estimativa Populacional IBGE/2016[2]) | 7 496 hab. |
| Densidade | 18,2 hab./km² |
| Clima | Clima tropical com estação seca |
| Altitude | 512 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 14115-000 |
| Indicadores | |
| IDH (PNUD/2010[3]) | 0,743 — alto |
| PIB (IBGE/2014[4]) | R$ |
| PIB per capita (IBGE/2014[4]) | R$ 23 769,21 |
| Sítio | https://www.guatapara.sp.gov.br/site/ (Prefeitura) |
Guatapará é um município brasileiro do estado de São Paulo, que faz parte da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP). Sua população estimada pelo IBGE em 2024 era de 7.462 habitantes.
História

O município de Guatapará começou a ser concebido em 1865, quando Martinho Prado da Silva Júnior, conhecido como Martinico Prado, criou uma avançadíssima fazenda de café que levou o nome de um gracioso e pequeno mamífero que existia em abundância na região: o veado-guatapará.
A história registra que apesar dos mais de seis mil alqueires de terra, o café era cultivado em 260 alqueires. Mesmo assim, a fazenda estava inserida entre os maiores produtores do grão no Estado.
Plantava-se também muito cereal e cana-de-açúcar. A fazenda tinha 56 empregados brasileiros e 1.610 imigrantes em 452 casas. A ideia de Martinico Prado era desenvolver a criação de uma cidade, que se chamaria Vila Albertina, o nome de sua esposa.
“A fazenda era um portento”, diz Wilson Montanheiro, 79 anos, o autor do hino do município, e grande conhecedor dos primórdios de Guatapará. Segundo ele, o nome de Vila Albertina só não pegou, em razão da existência de um porto, também chamado Guatapará, único meio de acesso à região. A fazenda produzia café e era uma “cidade”; tinha cinema, dentista, médico e um palacete.
Em 1901, quando a Companhia Paulista de Estradas de Ferro assentou trilhos na vila – a Paulista ligava Barretos a São Paulo, com baldeação em Araraquara – sacramentou-se o nome de Guatapará. Segundo Montanheiro, é provável que naquele ano a vila já reunisse mais de dois mil habitantes.

Progressista
Em um dos sites sobre a história de Guatapará (assinado por Eduardo Vieira), consta que, no começo, a vila tinha uma farmácia com remédios, alguns importados da Itália, e antissépticos. O responsável era Joaquim Miranda Alves. O único médico era o dr. Guizzo, italiano formado em Nápoles.
Havia também uma escola ítalo-brasileira, um comércio de alimento, mercearia, leiteria, hotel, igreja e o cemitério. A população era de 2.074 almas, 1.162 de nacionalidade italiana, 111 brasileiras, 301 de outras nacionalidades. Só tinha um problema: não se conseguia chegar facilmente a Ribeirão Preto.
Em 1905, quando circulou pela primeira vez, a preocupação manifesta dos moradores de Guatapará “no sentido de o quanto antes estabelecer uma via rápida de comunicação entre a cidade e aquele futuroso bairro”.
É que já a partir de 1910, os moradores de Guatapará usavam a Companhia Paulista, via Barrinha, para chegar a Ribeirão. Inclusive, encomendas eram despachadas por trem. A chegada da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a construção da ponte metálica sobre o rio Mogi-Guaçu (ereita em 1901) marcaram uma etapa decisiva do desenvolvimento de Guatapará, integrando a localidade às redes regionais de transporte e possibilitando o escoamento da produção agrícola. Em 1913–1914, entendimentos entre a Paulista e a Mogiana levaram à instalação de um ponto de entroncamento/estação em Guatapará, que funcionou como elo logístico até o fechamento do ramal nas décadas finais do século XX. A ponte, cujas placas e imagens indicam fabricação pela Phoenix Bridge, permanece como testemunho material desse processo. Registros sobre funcionários e pioneiros (nomes apontados em tradições orais, como membros da família Cardoso).
Criação do distrito
Em 1938, o governo federal determinou que Estados e municípios regularizassem e demarcassem suas divisas. Coube ao então prefeito de Ribeirão, Fábio Barreto, em 30 de novembro do mesmo ano, criar o distrito de Guatapará, com sede localizada na fazenda.
O primeiro subprefeito de Guatapará foi Hermínio Felix Bonfim. Wilson Montanheiro foi funcionário da subprefeitura de Guatapará durante 36 anos. Em 1979, durante três, interinamente, exerceu o cargo de subprefeito.
Criação do município
O distrito tentou se emancipar e ser transformado em município três vezes, as duas primeiras nos anos de 1963[5] e 1979,[6] não obtendo êxito. Em 1988 o distrito entrou com um novo pedido na Assembleia Legislativa de São Paulo, sendo aprovado o plebiscito para escolher seu destino, que foi realizado na terceira administração de Welson Gasparini (1989-1992) em 5 de novembro de 1989. Decidiu se emancipar de Ribeirão Preto e foi criado através da lei n° 6.645 de 9 de janeiro de 1990.[7] A primeira eleição municipal só aconteceria três anos depois. Em 1993, Norberto Selli (PDS) conhecido como BELIM, líder emancipacionista, tornou-se o primeiro prefeito.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º29'48" sul e a uma longitude 48º02'16" oeste. Possui uma área de 412,637 km².
Demografia
População
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Dados demográficos
Dados do Censo - 2022
População total:7.320
Densidade demográfica (hab./km²): 15,44
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 13,50
Expectativa de vida (anos): 72,53
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,88
Taxa de alfabetização: 87,52%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,743
- IDH-M Renda: 0,724
- IDH-M Longevidade: 0,822
- IDH-M Educação: 0,688
(Fonte: PNUD/2010)
Etnias
| Cor/Raça | Percentagem |
|---|---|
| Branca | 48,9% |
| Negra | 7,2% |
| Parda | 40,4% |
| Amarela/Indigina | 0,1% |
Fonte: Censo 2022
Política e administração
Prefeito: Gildemir de Souza , PSD (2025/2028);
Vice-Prefeito: José Galone , UPB (2025/2028;
Presidente da Câmara: Francisco Fredieno Filho, REPUBLICANOS
Composição Câmara de Vereadores 2025-2028
- FRANCISCO FREDIANO FILHO (REPUBLICANOS)
- CESAR BRUNO CASTELHANO BOMFIM (PP)
- JAIR GIL CORRAL (MDB)
- IVONIR BORGHEZAN (PSD)
- OSMAR DE AZEVEDO (PL)
- RONALDO CLEBER GONÇALVES (MDB)
- CLAUDEMIR VICENTE BRAMBILLA (REPUBLICANOS)
- JOÃO ANSELMO MIRANDA (PL)
- SUELI LUCAS BATISTA CARRILLE (PP)
Infraestrutura
Comunicações
O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade pela Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (CETERP),[13][14] que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) com o código de área (016).[15]
Cultura e lazer
Esportes
- Teve sua primeira participação em uma competição oficial de futsal em 2000, representada pela equipe Isa Futsal Clube.
- Já participou do campeonato paulista de futebol disputando a terceira divisão.
- Teve como primeiro campeão municipal por um torneio oficial o time Esporte Clube Guatapará conhecido principalmente como (Timão).
- O município também foi palco da primeira luta de sumô realizada no Brasil.
Religião

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:[16]
Igreja Católica
- A igreja faz parte da Arquidiocese de Ribeirão Preto.[17]
- A antiga Capela de São Martinho, pertencente à Fazenda Guatapará, foi demolida em meados da década de 1990. Atualmente, a cidade conta com a Igreja Matriz de São Pedro e São Martinho, criada em 1948, que se tornou o principal centro religioso do município. Além dela, existem diversas capelas particulares localizadas na zona rural, que mantêm vivas as manifestações de fé da comunidade. Os maiores festejos católicos da cidade são dedicados aos padroeiros São Pedro (celebrado em junho) e São Martinho de Tours (em novembro). Também têm grande destaque as festas de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro com a tradicional caminhada de 12 Km da comunidade Nipo Brasileira Sagrada Familia em Mombuca ate a igreja Matriz no centro de Guatapará, e a celebração de Corpus Christi, com intensa participação popular. A Igreja Católica desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento de Guatapará. Os registros históricos do município encontram-se preservados nos livros de tombo da paróquia, os quais documentam momentos importantes da vida social, cultural e religiosa da comunidade. Assim, pode-se afirmar que a própria história do crescimento de Guatapará está profundamente ligada à presença e à ação da Igreja Católica no município.
- No bairro Mombuca, destaca-se a presença da comunidade nipo-brasileira, que mantém viva sua fé e tradição por meio da devoção à Sagrada Família. Essa comunidade, formada principalmente por descendentes de imigrantes japoneses, contribui não apenas para a vida religiosa do município, mas também para sua identidade cultural e social. A capela dedicada à Sagrada Família tornou-se um espaço de encontro, oração e preservação de valores que unem a espiritualidade católica às tradições da colônia japonesa, fortalecendo os laços comunitários e reafirmando a importância da diversidade na formação histórica de Guatapará.
Igrejas Evangélicas
Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:[18][19]
Ver também
- Lista de municípios de São Paulo por data de criação
- Lista de municípios de São Paulo por população (2022)
- Lista de municípios de São Paulo por domicílios
- Lista de municípios de São Paulo por área (2023)
- Lista de municípios de São Paulo por CEP
- Lista de municípios de São Paulo por DDD
Referências
- ↑ IBGE. «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 Parâmetro desconhecido
|data7496=ignorado (ajuda) - ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2016). «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data referência em 1º de julho de 2016» (PDF). Consultado em 26 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 30 de agosto de 2016
- ↑ «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 11 de junho de 2015
- ↑ a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2013). «Tabela 1 - Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, as Unidades da Federação e os municípios - 2014». Consultado em 14 de dezembro de 2016
- ↑ «Comissão de Divisão Administrativa e Judiciária - Relação Geral de Processos - 1963» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo
- ↑ «Relação dos processos de emancipação e Relatório Normativo de 1979 da Comissão de Assuntos Municipais» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo
- ↑ «Lei nº 6.645, de 09/01/1990 - Dispõe sobre alterações no Quadro Territorial Administrativo do Estado». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
- ↑ «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação (2024) | IBGE». www.ibge.gov.br
- ↑ «Censos Demográficos (1991-2022) | IBGE». ibge.gov.br
- ↑ «Censos Demográficos (1872-1980) | IBGE». biblioteca.ibge.gov.br
- ↑ «Evolução da população segundo os municípios (1872-2010) | IBGE» (PDF). geoftp.ibge.gov.br
- ↑ «Biblioteca Digital Seade | Fundação Seade». bibliotecadigital.seade.gov.br
- ↑ «O Estado de S. Paulo - 05/02/1981». Acervo. Consultado em 1 de junho de 2025
- ↑ «CETERP S/A - Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto - Sistemas de Transmissão». web.archive.org. Consultado em 1 de junho de 2025
- ↑ «Telesp - Código DDD e Prefixos». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 26 de fevereiro de 2025
- ↑ O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
- ↑ «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 9 de março de 2025
- ↑ Cross, F. L.; Livingstone, E. A., eds. (1 de janeiro de 2009). «The Oxford Dictionary of the Christian Church». Oxford University Press (em inglês). ISBN 978-0-19-280290-3. Consultado em 18 de maio de 2025
- ↑ «Tabela 2094: População residente por cor ou raça e religião». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 18 de maio de 2025
- ↑ «Campos Eclesiásticos». CONFRADESP. 10 de dezembro de 2018. Consultado em 9 de março de 2025
- ↑ «Arquivos: Locais». Assembleia de Deus Belém – Sede. Consultado em 9 de março de 2025
- ↑ «Localidade - Congregação Cristã no Brasil». congregacaocristanobrasil.org.br. Consultado em 9 de março de 2025




