Gualeguay (navio)
Gualeguay
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| Nome | Gualeguay |
| Comissionamento | 1864 |
| Estado | Desmantelado em 1878 |
| Características gerais | |
| Tipo de navio | Barco a vapor |
| Deslocamento | 80 t (80 000 kg) |
| Comprimento | 31 m (102 ft) |
| Boca | 4,34 m (14,2 ft) |
| Pontal | 2,50 m (8,20 ft) |
| Calado | 1,4 m (4,59 ft) |
| Propulsão | 1 Máquina a vapor de dupla expansão ·1 caldeira ·2 Rodas laterais. |
| Velocidade | 7 nós (12,96 km/h) |
| Armamento | 1 canhão de 12 libras |
| Tripulação | 15 homens |
O Gualeguay foi um navio a vapor de casco de ferro operado pela Armada Argentina,[1] construído na Escócia por volta de 1863. Originalmente nomeado Rio Vermejo, foi adquirido pela Argentina em 1864 e renomeado para o nome que ficou registrado na história. Durante a Guerra do Paraguai, foi capturado pelos paraguaios, onde atuou em várias operações navais no rio Paraná e nas batalhas da região.
O navio, com 80 toneladas de deslocamento e capacidade de operar a 7 nós, foi utilizado para transportar tropas e realizar ataques, incluindo uma significativa ação contra uma frota brasileira. Apesar de ser atingido algumas vezes, o Gualeguay sobreviveu a intensos combates até ser forçado a se afundar em 1866, após o recuo das forças paraguaias. Após ser resgatado pelos brasileiros, o navio foi reparado e seguiu em serviço até 1878, quando foi desmantelado após concluir suas missões.
História
Com 80 toneladas de deslocamento, o Gualeguay media 31 metros de comprimento e 4,34 metros de boca.[1] Equipado com uma máquina a vapor e uma caldeira, alcançava 40 cavalos de potência e uma velocidade de 7 nós. Sua tripulação era composta por 15 homens, e seu armamento incluía um canhão de 12 libras.[2][3] Construído na Escócia por volta de 1863, originalmente se chamava Rio Vermejo. Em novembro de 1864, foi adquirido pela Marinha Argentina e rebatizado como Gualeguay.[2]
Em 13 de abril de 1865, o Gualeguay e o 25 de Mayo foram capturados pelos paraguaios durante o ataque a Corrientes, realizado pelos navios Tacuari, Ygurey, Paraguari, Marqués de Olinda e Yporá.[4][3] Tropas paraguaias, apoiadas pelo Marqués de Olinda, abordaram o Gualeguay, enquanto sua tripulação desembarcou na costa para evitar o combate.[3] O navio foi então rebocado para Assunção.[2] No dia 20 de fevereiro de 1866, o Gualeguay, junto com o 25 de Mayo e o Ygurey,[5] transportou mil soldados paraguaios de Paso de la Patria para Itatí, pelo rio Paraná. Com a chegada das tropas, as forças inimigas recuaram, permitindo que os paraguaios saqueassem e destruíssem a cidade e seu acampamento. Enquanto os outros dois navios retornaram a Humaitá, o Gualeguay permaneceu no Paraná.[6]
Pouco depois, em 22 de março, o Gualeguay rebocou uma chata – uma embarcação sem motor equipada com um canhão de oito polegadas – para atacar uma frota brasileira composta por quatro encouraçados ancorados em Paso de la Patria.[7][8][6] Depois, seguiu atacando com suas próprias armas. Durante três semanas de combate, foi atingido apenas uma vez.[6] No entanto, em 21 de abril, o exército paraguaio recuou de Paso de la Patria, deixando o Gualeguay sem rota de fuga. Sem alternativa, a tripulação afundou o navio para evitar sua captura.[2][6] Mais tarde, o Gualeguay foi resgatado pelos brasileiros e devolvido à Argentina.[2] Após reparos, voltou a operar em outubro de 1866, dando suporte ao exército.[9] Em maio de 1869, rebocou uma barcaça carregada de locomotivas e vagões ferroviários até Assunção. Entre 1870 e 1871, apoiou as forças de ocupação na cidade.[10] O navio permaneceu em serviço até 1878, quando foi desativado e desmantelado.[10]
Referências
- ↑ a b Ehlers 2004a, p. 93.
- ↑ a b c d e Ehlers 2004a, p. 94.
- ↑ a b c Whigham 2018, p. 260.
- ↑ Ehlers 2004b, p. 177.
- ↑ Whigham 2017, p. 25.
- ↑ a b c d Hooker & Heath 2008, p. 50.
- ↑ Ehlers 2004b, p. 183.
- ↑ Whigham 2017, p. 30.
- ↑ Ehlers 2004a, pp. 94-95.
- ↑ a b Ehlers 2004a, p. 95.
Bibliografia
- Ehlers, Hartmut (2004a). «The Paraguayan Navy: Past and Present». Warship International. 41 (1): 79–97. ISSN 0043-0374
- Ehlers, Hartmut (2004b). «The Paraguayan Navy Past and Present: Part II». Warship International. 41 (2): 173–206. ISSN 0043-0374
- Hooker, Terry D.; Heath, Ian (2008). The Paraguayan War: Armies of the Nineteenth Century:the Americas. Col: Armies of the nineteenth century: the Americas. Nottingham: Foundry Books. ISBN 1-901543-15-3
- Whigham, Thomas L. (2017). Road to Armageddon: Paraguay Versus the Triple Alliance, 1866–70 (em inglês). [S.l.]: University of Calgary Press. ISBN 9781552388105
- Whigham, Thomas L. (2018). The Paraguayan War: Causes and Early Conduct, 2nd Edition (em inglês). [S.l.]: University of Calgary Press. ISBN 9781552389942
