25 de Mayo (navio)

25 de Mayo
Argentina
Estado Desconhecido a partir de 1869
Características gerais
Tipo de navio Barco a vapor
Deslocamento 110 t (110 000 kg)
Comprimento 37 m (121 ft)
Boca m (16,4 ft)
Pontal 4,75 m (15,6 ft)
Calado 1,8 m (5,91 ft)
Propulsão 1 Máquina a vapor
escuna de 2 mastros
- 28 cv (20,6 kW)
Armamento 1859: 9 canhões de 12 libras
1861: 6 canhões de 16 libras
1 canhão de 6 libras

O 25 de Mayo foi um navio a vapor de casco de ferro operado pela Armada Argentina,[1] capturado pelos paraguaios durante a Guerra do Paraguai. Com 110 toneladas e uma máquina a vapor de 28 cavalos de potência, o navio atuou nas batalhas ao longo do rio Paraná. Após ser capturado pelos paraguaios, o 25 de Mayo participou de várias operações, incluindo o saque de cidades e batalhas contra forças brasileiras. No entanto, após ser severamente danificado, o navio foi resgatado e devolvido à Argentina, mas, devido ao estado crítico, foi considerado inutilizável. O destino final do navio permanece desconhecido.

História

Com 110 toneladas de deslocamento, 37 metros de comprimento, 5 metros de boca, 4,75 metros de pontal e calado médio de 1,8 metros, o 25 de Mayo possuía uma máquina a vapor com potência de 28 cavalos de potência. Sua vela era do tipo escuna, com dois mastros. Em termos de armamento, em 1859 o navio contava com nove canhões de 12 libras e, em 1860, seis canhões de 16 libras e um de 6 libras.[1]

O 25 de Mayo apareceu pela primeira vez nos registros argentinos como um navio de guerra da frota de Buenos Aires em 1859.[1] Em 13 de abril de 1865, quando o 25 de Mayo e o Gualeguay estavam em Corrientes, ambos foram capturados após um ataque da frota paraguaia composta pelos navios Tacuari, Ygurey, Paraguari, Marqués de Olinda e Yporá.[2][3] Diante da situação de aproximação da frota paraguaia ao porto, o comandante do 25 de Mayo não tomou medidas imediatas, e a tripulação foi afastada de suas estações de batalha. Como resultado, o navio foi cercado pelos Ygurey e Yporá. Os soldados paraguaios dispararam, e, apesar de uma tentativa de contra-ataque, a tripulação argentina foi rapidamente dominada. O comandante e outros 49 membros da tripulação foram feitos prisioneiros, com 28 mortos e apenas seis escapando.[4][1]

Em 20 de fevereiro de 1866, o 25 de Mayo e o Gualeguay partiram com mil soldados paraguaios em direção a Itatí, ao longo do rio Paraná.[5][6] Quando chegaram, o exército inimigo recuou, permitindo que os paraguaios saqueassem e destruíssem a cidade e seu acampamento. Após isso, o Gualeguay permaneceu na área, enquanto os outros dois navios retornaram a Humaitá.[6] No final de outubro de 1867, as tropas brasileiras avançaram para atacar Tayí.[7] Em 30 de outubro, o 25 de Mayo e o Olimpo atacaram e dispersaram uma patrulha brasileira.[8] No entanto, em 2 de novembro, o 25 de Mayo foi severamente danificado durante a batalha em Tayí.[1] Em janeiro de 1869, com a ocupação de Assunção,[1][9] o 25 de Mayo foi encontrado e, em março do mesmo ano, devolvido à Armada Argentina.[9] O navio foi rebocado até Buenos Aires, mas, devido ao péssimo estado de conservação, foi considerado inutilizável até como casco. O destino final do 25 de Mayo permanece desconhecido.[1]

Referências

  1. a b c d e f g Ehlers 2004a, p. 95.
  2. Ehlers 2004b, p. 177.
  3. Whigham 2018, p. 260.
  4. Whigham 2018, p. 261.
  5. Whigham 2017, p. 25.
  6. a b Hooker et al. 2008, p. 50.
  7. Whigham 2017, p. 195.
  8. Whigham 2017, p. 196.
  9. a b Ehlers 2004b, p. 192.

Bibliografia