Gonçalo Paredes
Gonçalo Rodrigues Paredes (São Bartolomeu, Coimbra, 12 de Agosto de 1873 — Coimbra, 18 de Abril de 1915) foi um guitarrista e compositor português, pai de Artur Paredes e avô de Carlos Paredes.[1]
Nasceu na Rua das Solas (atual Rua Adelino Veiga), na freguesia de São Bartolomeu, em Coimbra. Era filho de António Rodrigues Paredes, natural da Mealhada (freguesia de Vacariça e lugar do Pego do Peixe), e de Teresa Morgado, exposta na roda de Coimbra.[2]
Foi um cultivador do estilo da guitarra de Coimbra, envolvido no movimento de afirmação da canção de Coimbra como estilo autónomo do fado e da guitarra de Lisboa. Teve um papel decisivo no desenvolvimento musical do seu filho, Artur Paredes. A sua peça mais conhecida é a "Valsa de Outros Tempos", com uma segunda parte escrita por Artur Paredes, em 1923.
Depois de atentar contra a vida da mulher, Maria de Jesus, que sobreviveria, suicidou-se com um tiro na cabeça, em 18 de Abril de 1915, com apenas 41 anos.
Referências
- ↑ Biografia de Gonçalo Paredes
- ↑ «Livro de registo de batismos da Paróquia de São Bartolomeu - Coimbra (1869-1874)». pesquisa.auc.uc.pt. Arquivo da Universidade de Coimbra. p. 51v, assento 52 (de 1873)