Artur Paredes
| Artur Paredes | |
|---|---|
| Nascimento | 10 de maio de 1899 Santa Cruz, Coimbra, Portugal |
| Morte | 20 de dezembro de 1980 (81 anos) Anjos, Lisboa |
| Gênero(s) | Fado de Coimbra |
| Ocupação | Músico e compositor |
| Instrumento(s) | Guitarra |
Artur Paredes (Santa Cruz, Coimbra, 10 de maio de 1899 — Anjos, Lisboa, 20 de dezembro de 1980) foi um compositor e intérprete de guitarra portuguesa.
Biografia
Artur Paredes nasceu numa família de músicos, porque o seu pai era o guitarrista e compositor Gonçalo Paredes. A sua mãe, Maria do Céu, era natural de Coimbra como o pai. Estudou num colégio de Coimbra, mas não prosseguiu estudos universitários, mantendo, apesar disso, uma relação próxima com a Tuna e d Orfeon, que o acompanharam frequentemente em digressão ao longo da carreira.[1][2]
A 23 de agosto de 1924, casou civilmente em Bragança com Alice Candeias Duarte Rosas, também natural de Coimbra (freguesia de Ribeira de Frades), formada em Ciências Histórico-Filosóficas e diretora de um colégio particular em Lisboa, falecida a 7 de novembro de 1978. Deste casamento nasceu o também futuro guitarrista Carlos Paredes.[2][1]
Artur Paredes era empregado do Banco Nacional Ultramarino (BNU). Ao longo da carreira, tocou a solo, mas acompanhou também intérpretes como António Menano, Armando Goes, Edmundo Bettencourt, Lucas Junot e Paradela de Oliveira.[1] É considerado o criador de uma sonoridade própria para a guitarra de Coimbra, distinguindo-a assim da guitarra de Lisboa.[3] Artur Paredes revolucionou a afinação e o estilo de acompanhamento para a canção de Coimbra, acrescentando o seu nome aos cantores mais inovadores.[4]
Na década de 1930, uma promoção no BNU levou-o a fixar residência em Lisboa, juntamente com a família, vivendo na Rua Luciano Cordeiro. Mais tarde, foi autor de um programa semanal de fado e guitarra de Coimbra na Emissora Nacional, que contava com a participação do seu filho, Carlos Paredes.[5][1]
Além de tocar guitarra, dedicou-se também ao estudo da sua morfologia e introduziu-lhe diversas modificações no sentido de melhorar a sua sonoridade e o seu rendimento. Não partilhava a sua arte, tendo gravado “Fado Hilário”, “Balada de Coimbra”, “Canção do Ribeirinho”, “Dança” e “Desfolhada”, e muitas das suas composições não foram tornadas públicas.[1]
Morreu vítima de neoplasia do estômago a 20 de dezembro de 1980, na freguesia dos Anjos, em Lisboa, embora residisse na Rua Gomes Freire, n.º 138, 4.º esquerdo, em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.[6]
Após a sua morte, a editora Movieplay publicou os CD Carlos Paredes – Artur Paredes (1994) e Artur Paredes (2003), uma compilação de obras suas em que foi acompanhado por Carlos Paredes e Arménio Silva. Em 1996, foi homenageado pela Associação Académica de Coimbra. Na casa onde residiu em Coimbra, existe uma placa evocativa de Artur Paredes. Em 2003, Manuel Alegre dedica-lhe o soneto Artur Paredes (Variações em Ré Menor), parte da obra Coimbra Nunca Vista.[1]
Referências
- ↑ a b c d e f «Artur Paredes». Museu do Fado. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b «Livro de registo de batismos da Paróquia de Santa Cruz - Coimbra (1899)». pesquisa.auc.uc.pt. Arquivo da Universidade de Coimbra. p. 33v, assento 96
- ↑ «Artur Paredes». Porto Editora. Infopédia. Consultado em 20 de dezembro de 2013
- ↑ Shiv Shanker Tiwary & P.S. Choudhary (2009). Encyclopaedia Of Southeast Asia And Its Tribes (Set Of 3 Vols.) (em inglês). [S.l.]: Anmol Publications Pvt. Ltd. p. 288. ISBN 8126138378
- ↑ «Fernando Alvim». Consultado em 16 de maio de 2023
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1980-12-10 - 1980-12-30)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 2464v, assento 4934