Goiatuba Esporte Clube

 Nota: Para o outro time da mesma cidade, fundado em 2009, veja Associação Atlética Goiatuba.
Goiatuba EC
Nome Goiatuba Esporte Clube
Alcunhas Azulão do Sul[1]
Fantasma
Demônios de Gelo
Torcedor(a)/Adepto(a) Azulino
Mascote Azulão
Principal rival Itumbiara
Morrinhos
Fundação 5 de maio de 1970 (55 anos)
Estádio Estádio Divino Garcia Rosa
Capacidade 15 000 pessoas
Localização Goiatuba, Goiás
Presidente Osvaldo Pereira de Souza Neto
Treinador(a) Glauber Ramos
Patrocinador(a) Goiasa
Tonus
Rede da Construção
Arroz Cristal
Material (d)esportivo Tolledo Sports
Competição Campeonato Goiano
Campeonato Brasileiro - Série D
Website goiatuba.esp.br
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo

O Goiatuba Esporte Clube, apenas conhecido como Goiatuba, é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Goiatuba, no estado de Goiás, fundado em 5 de maio de 1970. Suas cores são o azul e o branco. Manda seus jogos no Estádio Divino Garcia Rosa, popularmente conhecido como "Divinão", que tem capacidade para quinze mil espectadores.

Sagrou-se campeão da primeira divisão do Campeonato Goiano no ano de 1992, sendo o terceiro clube do interior a conquistar um título da elite estadual, após um jejum de 25 anos sem títulos de clubes do interior.[2] Hoje, o seleto grupo de campeões goianos do interior, incluindo o Goiatuba, contam com 5 clubes; os outros times são o Anápolis FC (1965), o CRAC (1967 e 2004), o Itumbiara EC (2008) e o Grêmio Anápolis (2021).

História

O clube foi fundado em 5 de maio de 1970 por um grupo de desportistas de Goiatuba com o intuito de representar a cidade em competições estaduais. O nome foi escolhido para ter maior identidade com a cidade e na reunião, além de se decidir a direção do clube, também se decidiu o mascote, no caso o pássaro Azulão. A sua primeira partida como time profissional foi vencendo o extinto América de Morrinhos por 1 a 0. [nota 1] Ainda em 1970, conquistou seu primeiro título, a 3ª Taça Vale do Paranaíba, enfrentando as seguintes equipes: Bom Jesus, Triângulo de Monte Alegre, Centralina, Grêmio Buriti Alegre, Vasco de Tupaciguara e o Itumbiara, tendo sido campeão com 18 pontos e com o artilheiro Esqueleti marcando 14 gols.

No ano de 1971, a Federação Goiana de Futebol promoveu um torneio entre o Goiatuba, o América de Morrinhos e o Itumbiara, sendo que o vencedor ganharia o direito de participar do estadual. O Azulão foi aguerrido, vencendo 2 vezes o América e uma vez o Itumbiara fora de casa. A decisão foi entre Goiatuba e Itumbiara, com mais de dez mil torcedores no Divinão; o Itumbiara abriu 2 a 0, mas o Fantasma mostrou imponência e fez gols aos 43 e 45 do segundo tempo com Eduardo e Tino, sagrando-se campeão do torneio seletivo.

O primeiro jogo do Goiatuba no Campeonato Goiano de Futebol foi uma vitória por 1 a 0 sobre o Goianésia no Divino Garcia Rosa. O clube ficou na lanterna do torneio, mas ao menos sagrou-se bicampeão da Copa Vale do Parnaíba ao vencer o Centralina de Minas. Em 1972, o clube assustou os times no estadual ao ficar em sétimo, além de derrubar o Atlético Goianiense na final do Torneio Sul Goiano.

1973 não sai da cabeça do torcedor azulino, quando o time ficou em terceiro lugar no estadual, venceu o Quito Colobata em seu primeiro amistoso internacional por 3 a 0 e aplicou a maior goleada de sua história: 15 a 1 sobre o Miguelópolis.

Em 1974, além de fazer uma campanha bem aquém do esperado no estadual, recebeu uma sonora goleada do Flamengo, quando o time da Gávea venceu por 6 a 2 o time goiano, com direito ao primeiro gol de falta da história de Zico. Nos anos de 1976 e 1977, ficou em penúltimo no estadual.

Em 1981, participou pela primeira vez de uma competição nacional, a Taça de Bronze, equivalente à Série C brasileira, porém o Azulão foi eliminado na primeira fase pelo Itumbiara. No mesmo ano aplicou 9 a 1 no Monte Cristo. Se falamos aqui das goleadas aplicadas pelo Azulão, em 1982 o time também sofreu algumas goleadas históricas, como 9 a 2 para o Vila Nova e 8 a 2 em amistoso contra o Comercial de Ribeirão Preto, sendo que no Goianão acabou sendo rebaixado pela primeira vez.

Em 1984, foi campeão da Segundona goiana, retornando à elite no ano seguinte, quando ficou em oitavo lugar. Em 1987, participou do Torneio Octávio Pinto Guimarães, onde ficou com o vice-campeonato. Ainda em 1987, a pedido da diretoria vigente na época no Goiatuba, o escritor Airton Lima, sob o pseudônimo de "Ceará", compôs o hino oficial do Goiatuba Esporte Clube, que até hoje é utilizado pela instituição e toca nos jogos do Azulão no Estádio Divino Garcia Rosa. Na época, foi gravado em gravação particular em Goiânia e posteriormente lançado na cidade de Goiatuba, em lojas especializadas na venda de discos na cidade.

Em 1988, teve de disputar mais uma vez um seletivo para disputar a elite, dessa vez contra a Jataiense e o CRAC, onde se sagrou campeão. No mesmo ano surpreendeu e conseguiu novamente o terceiro lugar no campeonato, além de ter o artilheiro da competição, o atacante Bill com 13 gols. No ano seguinte, e em 1990, ficou em quarto lugar, sendo que no segundo ano Pirata foi artilheiro do estadual com 12 gols pelo clube azulino.

O melhor ano da história do clube foi em 1992, quando foi comandado pelo falecido ex-jogador e técnico Orlando Lelé, o goleiro Marolla e a base do time de anos anteriores. Na fase final, o Goiatuba venceu todos os seus jogos, sendo campeão na penúltima rodada em Goiânia contra o Vila Nova, vencendo o Colorado por 2 a 0. O centroavante Pirata marcou 16 gols, seguido do zagueiro Bilzão com 14.

Em 1993 disputou a Copa do Brasil, mas foi eliminado logo de cara pelo Ceará. Já no estadual ficou em quinto e com o artilheiro da competição, Lenílson com 21 gols. Além disso, garantiu vaga na Série B pela seletiva.

O time permaneceu bem até 1995, quando o presidente Saburo Hayasaki renunciou ao cargo; em 1996, foi rebaixado no estadual na última colocação. Na Série B, com um elenco caro, o time estava escapando do rebaixamento, isto até o Ceará fazer um gol na Tuna Luso aos 47 do segundo tempo e rebaixar a equipe goiana.

Em 1997, devido ao Caso Ivens Mendes, o Goiatuba não foi rebaixado para a Série C e continuou na Segundona; porém, com um elenco fraco e administração fraca, o clube acabou novamente rebaixado na Série B do Brasileiro fazendo uma campanha medíocre, na qual só conseguiu 2 pontos em 8 jogos possíveis. Esta foi a última participação do time goiano na Série B, mas ao menos foi campeão da divisão inferior de Goiás. [nota 2] O time só retornou às competições nacionais em 2003, quando fez uma campanha muito fraca na Série C, ficando apenas em 89º de 93 equipes. Neste período, o clube chegou até a ser rebaixado novamente à segunda divisão do Campeonato Goiano, mas com retorno imediato à elite.

Em 2005, por pouco não alcançou uma vaga para a Série C. Em 2006, o clube voltou a ser rebaixado no campeonato estadual. Em 2007, fez uma campanha abaixo do esperado, ficando apenas na sexta colocação. Em 2008, foi rebaixado para a Terceira Divisão do Campeonato Goiano, levando na sua última partida 6 a 0 para a Aparecidense.

Em 2009 se licenciou, retornando as atividades no ano seguinte tentando retornar ao segundo escalão goiano, dando amostras que iria conseguir o seu objetivo juntamente com a nova equipe da cidade, a Associação Atlética Goiatuba, mas o clube perdeu justamente no jogo final e perdeu a vaga.

Entre os anos de 2011 e 2018, o clube esteve sem atividades. Em 2019, com uma nova diretoria, apoio da prefeitura e da sua torcida apaixonada, iniciaram-se as regularizações das dívidas do clube, que retornou nas disputas de campeonatos profissionais disputando a Terceira Divisão goiana, fazendo a melhor campanha da história da competição com 100% de aproveitamento, vencendo todos os 11 jogos, marcando 38 gols e sofrendo apenas 6 gols em toda a competição.

Em 2020, devido à pandemia da COVID-19, não disputou a Divisão de Acesso do Campeonato Goiano. Em 2021, retorna à elite goiana após 15 anos ausentes, após fazer uma brilhante campanha, somando 22 pontos em 10 jogos, e subindo junto com a equipe do Morrinhos.

Em 2022, a equipe retorna à primeira divisão do estado, mas faz uma campanha decepcionante, conseguindo apenas uma vitória sobre o Atlético Goianiense, que viria a ser campeão do campeonato, em pleno estádio Antônio Accioly por 2 a 1, além de três empates, culminando assim novamente no rebaixamento da equipe para a Divisão de Acesso do Campeonato Goiano de 2023.[3]

Em 2023, a diretoria reestrutura o time e a equipe faz um bom campeonato, sofrendo apenas duas derrotas em 14 jogos, sagrando-se novamente campeão antecipado da Divisão de Acesso na penúltima rodada após um empate em 2 a 2 fora de casa contra o Santa Helena.

Clássico

O principal clássico do Goiatuba Esporte Clube é contra o Itumbiara, onde fazem o Clássico do Sul de Goiás. Em âmbito municipal, o clube teve como rival o seu quase homônimo Associação Atlética Goiatuba. As duas equipes se duelaram em duas ocasiões, ambas pela Terceira Divisão goiana de 2010. Na primeira partida, o Goiatuba venceu a partida por 1 a 0, e a outra partida ficou empatada em 1 a 1; naquela mesma edição, a Associação Atlética conseguiria o título do campeonato.[4]

Estádio

O Goiatuba Esporte Clube manda seus jogos no Estádio Divino Garcia Rosa, popularmente conhecido como "Divinão", que possui capacidade para quinze mil pessoas e que pertence à Prefeitura Municipal de Goiatuba. É utilizado pela equipe da cidade em campeonatos profissionais e no campeonato municipal de futebol amador.

Títulos

Futebol profissional

Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Goiano 1 1992
Campeonato Goiano - Divisão de Acesso 4 1984, 1997, 2021 e 2023
Campeonato Goiano - Terceira Divisão 1 2019
Copa Goiás 1 1993
Torneio Incentivo 1 1979
Copa Íris Rezende Machado 1 1993
Copa Sul-Goiana 1 1972
Outras conquistas
Competição Títulos Temporadas
Troféu Jossivani de Oliveira 1 1988
Torneio Hélio Junqueira 1 1987
Seletiva do Campeonato Goiano 1 1988

Campanhas de destaque

Estatísticas

Participações

Participações em 2025
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Goiás Campeonato Goiano 34 Campeão (1992) 1971 2025 4
2ª Divisão 10 Campeão (4 vezes) 1982 2023 4 1
3ª Divisão 2 Campeão (2019) 2010 2019 1
Brasil Série B 5 11º colocado (1995) 1989 1997 2
Série C 2 9º colocado (1993) 1993 2003 1
Série D 1 8º colocado (2025) 2025
Copa do Brasil 1 1ª fase (1993) 1993

Notas e referências

Notas

  1. Em janeiro de 1970, o clube jogou uma partida antes de se tornar realmente um clube de futebol, na inauguração do Estádio Divino Garcia Rosa, contra o JK de Morrinhos. A partida terminou empatada em 2 a 2.
  2. Curiosamente, diferente do Moto Club e do Mogi Mirim, que também foram rebaixados em 1997, o Goiatuba não chegou a jogar a Série C de 1998 por razões desconhecidas.

Referências

  1. «Segue o mistério pelos lados do Goiatuba EC». Portal Esportivo. 14 de setembro de 2021. Consultado em 1 de outubro de 2025 
  2. Augusto, Felipe (1 de abril de 2015). «Goiatuba: do filho para o pai, o grande título!». Revista Série Z. Consultado em 4 de março de 2023 
  3. Vilarins, Eduardo (26 de fevereiro de 2022). «Aparecidense marca dois gols no fim e rebaixa o Goiatuba para a Divisão de Acesso». Esporte Goiano. Consultado em 11 de março de 2022 
  4. «Tabela do Campeonato Goiano da 3ª Divisão - Edição 2010 - FGF». Federação Goiana de Futebol. Consultado em 20 de dezembro de 2020