Gochnatioideae

Gochnatioideae
Gochnatieae
Gochnatia oligocephala.
Gochnatia oligocephala.
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Tracheophyta
Clado: Angiosperms
Clado: Eudicots
Clado: Asterids
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Subfamília: Gochnatioideae
(Benth. & Hook.f.) Panero & V.A.Funk
Tribo: Gochnatieae
Panero & V.A.Funk
Géneros
Sinónimos
Cyclolepis genistoides.

Gochnatioideae é uma subfamília monotípica da família Asteraceae, com Gochnatieae como única tribo,[1] agrupando cerca de 80[2] a 90[3] espécies nativas das Américas, desde o sul dos Estados Unidos até à Argentina, incluindo as Caraíbas (e Cuba em particular),[4] repartidas por 7-8 géneros.[3][2]

Descrição

Com 7 ou 8 géneros e umas 90 espécies que se distribuem pela América do Sul e América Central, especialmente nas Caraíbas e com centro de diversidade em Cuba, esta subfamília, que inclui uma única tribo, denominada Gochnatieae, é caracterizada pelas suas flores em ramos curtos, glabros e com os ápices arredondados.

Os membros da subfamília Gochnatioideae são árvores, arbustos, subarbustos e ervas perenes. Apresentam as folhas dispostas alternadamente, mas em algumas espécies dispostas em roseta basal.

A inflorescência é geralmente um pseudântio solitário ou, nalguns casos, com muitos floretes. Algumas têm apenas floretes de disco e outras têm também floretes de raio. As cabeças são pequenas, com apenas alguns floretes, ou grandes, com centenas. As flores são geralmente de coloração branca ou alaranjada, mas algumas espécies apresentam floretes cor-de-rosa ou púrpura. Os floretes do disco são tubulares com lóbulos profundamente dentados nas pontas.[4]

Os números cromosómicos básicos são n = 22, 23 e 27.

Taxonomia

Na sua presente circunscrição taxonómica, a família Gochnatioideae inclui os seguintes géneros:[3][5][6]

O género mais representado é Gochnatia, que inclui cerca de 70 espécies.[8] Os outros géneros da subfamilia são pobres em espécies.[9]

Referências

  1. Panero, J. L. and V. A. Funk. (2008). The value of sampling anomalous taxa in phylogenetic studies: major clades of the Asteraceae revealed. Molecular Phylogenetics and Evolution 47(2), 757-82.
  2. a b Moreira-Muñoz, A. and M. Muñoz-Schick. (2007). Classification, diversity, and distribution of Chilean Asteraceae: implications for biogeography and conservation. Arquivado em 2014-07-29 no Wayback Machine Diversity and Distributions 13(6), 818-28.
  3. a b c Tellería, M. C., et al. (2013). Pollen morphology and its taxonomic significance in the tribe Gochnatieae (Compositae, Gochnatioideae). Plant Systematics and Evolution 299(5), 935-48.
  4. a b Funk, V. A., et al. Classification of Compositae. Arquivado em 2016-04-14 no Wayback Machine In: Funk, V. A., et al (eds.) Systematics, Evolution, and Biogeography of Compositae. Vienna: IAPT. 2009. Pp. 171-89.
  5. «Gochnatieae (Benth. & Hook.f.) Panero & V.A.Funk». Global Compositae Database. Compositae Working Group (CWG). Consultado em 12 de junho de 2022 
  6. USDA, ARS, National Genetic Resources Program. Germplasm Resources Information Network - (GRIN) [Base de Datos en Línea]. National Germplasm Resources Laboratory, Beltsville, Maryland. URL: http://www.ars-grin.gov/cgi-bin/npgs/html/gnlist.pl?2755 Arquivado em 24 de setembro de 2015, no Wayback Machine. (06 December 2013)
  7. Roque, N. and Sancho, G. (2020), Vickia, a new genus of tribe Gochnatieae (Compositae). Taxon, 69: 668-678. https://doi.org/10.1002/tax.12283
  8. Stevens, P. F. (2001). «Asteraceae». Angiosperm Phylogeny Website. Version 7, Maio 2006 (em inglês). Consultado em 28 de abril de 2008 
  9. «Gochnatioideae». Tree of Life Web Project (em inglês). 2008. Consultado em 28 de abril de 2008 

Ligações externas