Giovanni Gherardo de Rossi
| Giovanni Gherardo de Rossi | |
|---|---|
![]() Retrato do poeta e dramaturgo Giovanni Gherardo de Rossi. Gravura de Girolamo Carattoni, a partir de desenho de Giuseppe Teixeira. Finais do séc XVIII ou inícios do séc. XIX | |
| Nascimento | 12 de março de 1754 |
| Morte | 27 de março de 1827 (73 anos) |
| Nacionalidade | Italiano |
Giovanni Gherardo De Rossi (12 de março de 1754 – 27 de março de 1827) foi um poeta e dramaturgo italiano, natural de Roma. O seu pai era banqueiro, e De Rossi viria mais tarde a ocupar o cargo de ministro das Finanças durante a República Romana de 1798-1799.[1][2]
Estudou Direito, mas dedicou grande parte do seu tempo às artes e à literatura. Após a morte do pai, em 1774, assumiu a gestão das finanças familiares, então próximas da ruína. Graças à sua habilidade financeira, conseguiu restaurar a fortuna da família, sem deixar de cultivar o seu interesse pela literatura, arquitetura e design.
Ingressou na Academia da Arcádia por volta de 1776 e tentou, embora sem sucesso, afirmar-se como poeta improvisador.[3]
Em 1784, em colaboração com Onofrio Boni, lançou várias iniciativas editoriais, entre as quais o Giornale delle belle arti e dell’incisione antiquaria, musica e poesia e, posteriormente, Le Memorie per le belle arti. Em 1788, alcançou notoriedade como poeta com a publicação de setenta poemas reunidos sob o título Favole. Entre 1790 e 1798, editou quatro volumes que continham dezasseis comédias, reeditadas em 1826.
Em 1790, foi nomeado diretor da Academia Portuguesa de Belas-Artes de Roma.[4][5] A partir de 1792, dedicou-se à escrita biográfica, publicando diversas obras sobre arte e teatro. Em 1798, tornou-se membro da Academia de São Lucas.
Entre 1798 e 1800, exerceu o cargo de ministro das Finanças durante a República Romana, instaurada sob o governo de Napoleão Bonaparte.
Faleceu em Roma e foi sepultado na Igreja de São Carlos em Catinari.[6]
Obras
- Giornale delle belle arti e dell'incisione antiquaria, música e poesia (1784)
- Favorito (1788, 1789)
- Trattato dell'arte dramática (1790)
- Apologhi, novela e epigrama (1790)
- Commedie (1790-1798), dezesseis comédias incluindo Il cortegiano onesto, Il calzolaio inglese in Roma, La commedia in villeggiatura e Le sorelle rivali
- Le Memorie per le belle arti (1792)
- Do teatro cômico moderno e do seu restaurador Carlo Goldoni (1794)
- Scherzi poetici e pittorici (1794)
- A Vida de Angélica Kauffmann (1810)
- Vida de Pikler (1792)
- Notizie Biografiche del Cav. Angelo Maria D'Elci fiorentino
- Vida del Cavallucci (1796)
- Epigrammi, madrigali e epitaffi (1818)
- Novela (1824)
Bibliografia
- Jean-Charles-Léonard Simonde de Sismondi, Della letteratura italiana dal sec. XIV até o início do sec. XIX (Milão, 1820), pp. 172–177
- Alberto Manzi, Enciclopédia Italiana (1931)
- Andreina Rita, Dizionario Biografico degli Italiani, vol 39 (1991)
- La Biblioteca di Repubblica (2003), vol 6, p. 272
Referências
- ↑ D., B. G. (1961). «Dizionario biografico degli italiani. I, II». Books Abroad (4). 386 páginas. ISSN 0006-7431. doi:10.2307/40116244. Consultado em 21 de outubro de 2025
- ↑ «Enciclopedia italiana di scienze, lettere ed arti». Lexikon des gesamten Buchwesens Online. Consultado em 21 de outubro de 2025
- ↑ Frati, Angela (20 de novembro de 2009). «La presidente dell'Accademia della Crusca. Ancora sul femminile professionale». Italiano digitale (24). ISSN 2532-9006. doi:10.35948/2532-9006/2023.27976. Consultado em 21 de outubro de 2025
- ↑ Degortes, Michela (2022). «Qualche novità su Giovanni Gherardo De Rossi (1754-1827), direttore dell'Accademia di Portogallo, e sulla cerchia dei portoghesi a Roma tra Settecento e Ottocento». Publicações do Cidehus. ISBN 979-10-365-9308-6. Consultado em 21 de outubro de 2025
- ↑ Arruda, Luisa. ROMA E A ACADEMIA DE S. LUCAS COMO MODELO PARA OS ESTUDOS ARTÍSTICOS EM PORTUGAL O Desenho e a literatura artística de Francisco de Holanda a Domingos António Sequeira. [S.l.: s.n.] Consultado em 21 de outubro de 2025
- ↑ D. N. (junho de 1932). «R. Accademia dei Lincei Sunti dei Rendiconti 2∘ Semestre 1931 - Vol. XIV». Il Nuovo Cimento (6): XLIII–XLVIII. ISSN 0029-6341. doi:10.1007/bf02960931. Consultado em 21 de outubro de 2025
