Gigi (filme de 1925)

 Nota: Para o filme estadunidense de 1958, veja Gigi (filme).
Gigi
Gigi (filme de 1925)
Pôster promocional.
 Brasil
1925 •  p&b •  
Género drama romântico
Direção José Medina
Roteiro José Medina
J. C. Mendes de Almeida
Elenco Gervásio Guimarães
Rosa de Maio
Carlos Haillot
Antonio Valles
Rosa Sandrini
Muniz Galvão
Albertina Rodrigues
Carlos Ferreira
Odete Guerreiro
Cinematografia Gilberto Rossi
Companhia produtora ABAM - Associação Brasileira de Arte Muda
Lançamento 19 de novembro de 1925
Idioma mudo (intertítulos em português)

Gigi é um filme mudo brasileiro do gênero drama romântico de 1925, dirigido por José Medina e escrito por ele e J. C. Mendes de Almeida, baseado em um conto de mesmo nome do livro Novelas Doidas, escrito por Viriato Correia. Foi produzido pela ABAM - Associação Brasileira de Arte Muda, tendo sido Gilberto Rossi o cinegrafista.[1]

Enredo

Baseado no depoimento de José Medina

A estória se passava numa fazenda; o dono tinha um filho, que vivia brincando com a filha de um colono. Os dois crescem juntos, e se estimam muito; com o passar do tempo, a amizade se transforma em amor. Então o pai manda o rapaz estudar na capital. Gigi (era a filha do colono) sofre muito com a ausência, e passa o tempo a esperar a sua volta. Finalmente chega o grande dia: ela fica sabendo que o rapaz vai voltar.

Ele volta, realmente, mas vem acompanhado; casara-se com uma moça da capital. Assim que chega, o rapaz manda chamar Gigi para apresentá-la à sua esposa. É então que a estória chega ao seu clímax; Gigi resistira à notícia do casamento, mas não resiste ao golpe final: o rapaz vira-se para a esposa e diz: 'Querida, está aqui uma boa criadinha para nós'. A dor é tanta que Gigi se envenena e morre.[2]

Elenco

  • Gervásio Guimarães como Seu Dudu
  • Rosa de Maio como Gigi
  • Carlos Haillot como João Cotó
  • Antonio Valles como Administrador
  • Rosa Sandrini como Madame Dadá
  • Muniz Galvão como Chico Bejoca
  • Albertina Rodrigues como Florência
  • Carlos Ferreira
  • Odete Guerreiro

Lançamento

Algumas cenas e legendas do longa foram censuradas, tendo sido apresentado sem considerável parte delas.[1] Os negativos de Gigi foram perdidos em um incêndio na Rossi-Film ainda em 1925, porém uma cópia havia sido salva por Gustavo Zieglitz. A cópia de Gustavo foi distribuída nos cinemas pela Agência Brasileira Cinematográfica em 19 de novembro de 1925. O paradeiro do filme é atualmente desconhecido, sendo considerado um filme perdido.[2]

Referências

  1. a b NORONHA, Jurandyr Dicionário Jurandyr Noronha de Cinema Brasileiro EMC Edições, 2008
  2. a b «FILMOGRAFIA - GIGI». Cinemateca Brasileira. Consultado em 21 de novembro de 2025