Gabriel Migliori

Gabriel Migliori
Nascimento9 de novembro de 1909
São Paulo
Morte12 de janeiro de 1975 (65 anos)
São Paulo
CidadaniaBrasil
Ocupaçãomaestro, compositor, pianista
Instrumentopiano

Gabriel Migliori (São Paulo, 8 de novembro de 1906 — São Paulo, 13 de janeiro de 1975[1]) foi um arranjador, maestro e compositor brasileiro. Compôs tanto músicas eruditas quanto populares — nestas, assinava-se Guito Itiperê.[2]

Filho dos imigrantes italianos Giovanni Migliori e Maria Michela Duino, ainda jovem, recebeu o incentivo do então diretor do Departamento de Cultura de São Paulo, Mário de Andrade, que o premiou por sua obra Impressões Brasileiras em Quatro Movimentos.[1] Depois, trabalhou no rádio, teatro, cinema e televisão. Foi o principal maestro da orquestra da Rádio Record e, depois, da TV Record,[2] emissora em que se tornou conhecido ao participar do programa É Proibido Colocar Cartazes, apresentado por Pagano Sobrinho.[2]

A partir de 1952, a convite do cineasta Lima Barreto[1], Gabriel começou a compor trilhas sonoras para filmes da Companhia Vera Cruz. O primeiro foi o documentário Santuário.[1] Depois veio o grande sucesso O Cangaceiro, de Lima Barreto, que inaugurou a série de filmes sobre o cangaço para os quais Gabriel comporia. Por seu trabalho em O Cangaceiro, ele recebeu menção honrosa no Festival de Cannes.[2] Depois vieram Família Lero-lero (1953), de Alberto Pieralisi, e Candinho (1954), de Abílio Pereira de Almeida.

Não raro Gabriel Migliori utilizava-se de uma grande orquestra para compor.[2]

Trabalhos para o cinema

Referências

  1. a b c d «Morreu o maestro Gabriel Migliori». Correio Braziliense. 14 de janeiro de 1975. Consultado em 21 de novembro de 2017 
  2. a b c d e ONOFRE, Cíntia Campolina. «A música nos filmes da Cia. Vera Cruz – memória do cinema no Brasil nos anos 1950» (PDF). (artigo acadêmico). Consultado em 6 de novembro de 2008 [ligação inativa]

Ligações externas