Gabinete Gambetta
| Gabinete Gambetta | |
|---|---|
Terceira República Francesa | |
| 1881-1882 | |
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| Início | 14 de novembro de 1881 |
| Fim | 26 de janeiro de 1882 |
| Duração | 2 meses e 12 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Presidente do Conselho de Ministros | Léon Gambetta |
| Presidente da República | Jules Grévy |
| Coligação | União Republicana, Esquerda Republicana e Centro-Esquerda |
O Gabinete Gambetta foi o ministério formado por Léon Gambetta em 14 de novembro de 1881 e dissolvido em 26 de janeiro de 1882. Foi o 16º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Ferry I e sucedido pelo Gabinete Freycinet II.
Contexto
Durante as eleições legislativas de agosto-setembro de 1881, a "União Republicana" de Léon Gambetta saiu vitoriosa (204 deputados), tornando impossível para o Presidente da República, Jules Grévy, adiar novamente a nomeação de Gambetta como chefe de governo. O novo Presidente do Conselho de Ministros convocou homens jovens e pouco conhecidos, essencialmente seus próprios seguidores, uma vez que os principais líderes republicanos estavam em desacordo com suas políticas econômicas ou preferiam manter suas posições na Assembleia Nacional Francesa.[1]
Empossado, Gambetta apresentou um programa de reformas: reforma constitucional sobre a eleição para o Senado francês e o uso do voto em lista para a eleição de deputados; reforma do Poder Judiciário; criação do imposto de renda; recurso ao endividamento para apoiar a agricultura; construção de novas ferrovias; criação de dois novos ministérios (Agricultura e Artes).[2] Contudo, o gabinete foi boicotado pelo Presidente Jules Grévy nos bastidores, assim como por parte da esquerda, que criou o grupo "Esquerda Radical" e levou consigo alguns deputados da União Republicana de Gambetta.[3]
Nesse contexto, o Presidente do Conselho apresentou um projeto para extinguir os senadores inamovíveis, proposta que os radicais consideraram insuficiente, exigindo do governo a abolição completa do Senado. Ao perder na comissão que analisaria o projeto, Gambetta apresentou sua renúncia a Grévy no mesmo dia.[4] Em janeiro de 1882, o Presidente da República nomeou Charles de Freycinet como chefe de governo pela segunda vez.
Composição

- Presidente da República: Jules Grévy
- Presidente do Conselho de Ministros: Léon Gambetta
- Ministro dos Estrangeiros: Léon Gambetta
- Ministro da Justiça e Guardião dos Selos: Jules Cazot
- Ministro do Interior: Pierre Waldeck-Rousseau
- Ministro da Guerra: Jean-Baptiste Campenon
- Ministro das Finanças: François Allain-Targé
- Ministro da Marinha: Auguste Gougeard
- Ministro da Instrução Pública e Cultos: Paul Bert
- Ministro das Obras Públicas: David Raynal
- Ministro da Agricultura: Paul Devès
- Ministro do Comércio e Colônias: Maurice Rouvier
- Ministro dos Correios e Telégrafos: Adolphe Cochery
- Ministro das Artes: Antonin Proust
Realizações
- Estabelecimento de um protetorado francês na Tunísia;
- Negociações para a presença francesa no Egito, ao lado dos britânicos.
Bibliografia
- MAYEUR, Jean-Marie. Gambetta, la patrie et la république. Paris: Fayard, 2008.
Referências
- ↑ «La IIIe République: de Poincaré à Paul Reynaud, 1920-1940 (3) - Delporte, Christian: 9782857045588 - AbeBooks». www.abebooks.com (em inglês). Consultado em 27 de março de 2025
- ↑ Dubois, Vincent (2001). «Le ministère des arts (1881-1882) ou l'institutionnalisation manquée d'une politique artistique républicaine». Sociétés & Représentations (em francês) (1): 229–261. ISSN 1262-2966. doi:10.3917/sr.011.0229. Consultado em 27 de março de 2025
- ↑ Anceau, Éric (1 de julho de 2010). «Jean-Marie MAYEUR, Léon Gambetta. La Patrie et la République, Paris, Fayard, 2008, 556 p. Pierre BARRAL, Léon Gambetta. Tribun et stratège de la République (1838-1882), Tou louse, Privat, 2008, 314 p.». Histoire, économie & société (em francês) (2): 556. ISSN 0752-5702. doi:10.3917/hes.102.0129h. Consultado em 27 de março de 2025
- ↑ Bury, John Patrick Tuer (1982). Gambetta's Final Years: 'the Era of Difficulties,' 1877-1882 (em inglês). [S.l.]: Longman. p. 392. Consultado em 27 de março de 2025
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