Gabinete Ferry I
| Gabinete Ferry I | |
|---|---|
Terceira República Francesa | |
| 1880-1881 | |
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| Início | 23 de setembro de 1880 |
| Fim | 10 de novembro de 1881 |
| Duração | 1 ano, 1 mês e 18 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Presidente do Conselho de Ministros | Jules Ferry |
| Presidente da República | Jules Grévy |
| Coligação | União Republicana, Esquerda Republicana e Centro-Esquerda |
O Gabinete Ferry I foi o ministério formado por Jules Ferry em 23 de setembro de 1880 e dissolvido em 10 de novembro de 1881. Foi o 15º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Freycinet I e sucedido pelo Gabinete Gambetta.
Contexto
Jules Ferry manteve a maioria dos ministros anteriores, em particular os ministros que precipitaram a queda do gabinete anterior. Contudo, as eleições legislativas de 1881 colocaram a "União Republicana" de Léon Gambetta à frente dos partidos vencedores.[1] Além disso, uma intervenção armada francesa na Tunísia acabou por desgastar o governo.[2]
Em novembro de 1881, Jules Ferry apresentou a renúncia do gabinete ao Presidente da República, Jules Grévy, que pouco depois nomearia Gambetta como o novo Presidente do Conselho de Ministros.
Composição

- Presidente da República: Jules Grévy
- Presidente do Conselho de Ministros: Jules Ferry
- Ministro dos Estrangeiros: Jules Barthélemy-Saint-Hilaire
- Ministro da Justiça: Jules Cazot
- Ministro do Interior e Cultos: Ernest Constans
- Ministro da Guerra: Jean-Joseph Farre
- Ministro das Finanças: Joseph Magnin
- Ministro da Marinha e das Colônias: Georges Cloué
- Ministro da Instrução Pública e Belas Artes: Jules Ferry
- Ministro das Obras Públicas: Sadi Carnot
- Ministro da Agricultura e do Comércio: Pierre Tirard
- Ministro dos Correios e Telégrafos: Adolphe Cochery
Realizações
- Continuidade da reforma escolar, introduzindo o secularismo, a educação obrigatória e o Ensino Primário gratuito;
- Intervenção de uma força expedicionária francesa na Tunísia, estabelecendo um protetorado na região;[3]
- Estruturação do arcabouço jurídico dos povos nativos da Argélia;
- Aprovação de uma nova lei sobre liberdade de imprensa.[4]
Bibliografia
- JOLY, Bertrand. Aux origines du populisme. Histoire du boulangisme. Paris: CNRS éditions, 2022.
Referências
- ↑ «« Aux origines du populisme. Histoire du boulangisme (1886-1891) », de Bertrand Joly : quand la République tenait bon» (em francês). 9 de fevereiro de 2022: 136. Consultado em 27 de março de 2025
- ↑ Aldrich, Robert (15 de setembro de 1996). Greater France: A History of British Overseas Expansion (em inglês). [S.l.]: Palgrave Macmillan. p. 29. Consultado em 27 de março de 2025
- ↑ Faroua, Mahmoud (2003). La gauche en France et la colonisation de la Tunisie (1881-1914) (em francês). [S.l.]: L'Harmattan. p. 51. Consultado em 27 de março de 2025
- ↑ «Journal officiel de la République française. Lois et décrets». Gallica (em francês). 30 de julho de 1881. Consultado em 27 de março de 2025
