Gabinete Brisson I
| Gabinete Brisson I | |
|---|---|
Terceira República Francesa | |
| 1885 | |
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| Início | 06 de abril de 1885 |
| Fim | 29 de dezembro de 1885 |
| Duração | 8 meses e 23 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Presidente do Conselho de Ministros | Henri Brisson |
| Presidente da República | Jules Grévy |
| Coligação | Esquerda Radical, Esquerda Republicana, União Democrática, União Republicana e Centro-Esquerda |
O Gabinete Brisson I foi o ministério formado por Henri Brisson em 06 de abril de 1885 e dissolvido em 29 de dezembro do mesmo ano. Foi o 21º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Ferry II e sucedido pelo Gabinete Freycinet III.
Contexto
Henri Brisson formou um gabinete de “concentração republicana”, trazendo alguns radicais para seu governo, considerando o período eleitoral vindouro. Após as eleições legislativas de 1885, e apesar de divergências significativas, o Presidente da República, Jules Grévy, decidiu manter Brisson no cargo até que os problemas envolvendo a intervenção francesa em Tonquim e a eleição presidencial daquele ano (a qual os próprios Brisson e Grévy disputavam) fossem concluídos. Em novembro, Brisson ofereceu sua renúncia ao Presidente, que a recusou.[1]
Como agravante, aquele ano marcou o início do “Escândalo do Panamá”,[2] o que ajudou na eleição de muitos conservadores, ainda que a esquerda republicana, reagrupada no segundo turno, atingisse a maioria.[3] Nesse contexto, a esquerda radical estava se fortalecendo. Em dezembro de 1885, enfraquecido pela votação do orçamento e sem vontade de continuar, Henri Brisson apresentou novamente a renúncia do governo ao Presidente da República reeleito, que dessa vez a aceitou.[1]
Dada a situação política, encontrar um governo estável que incorporasse todos os republicanos para ter a maioria seria difícil. A única solução, portanto, foi a concentração de moderados (ou oportunistas) e radicais. Assim, são necessários nove dias para formar um governo. Em janeiro de 1886, Jules Grévy nomeou novamente Charles de Freycinet como Presidente do Conselho de Ministros.[1]
Composição

- Presidente da República: Jules Grévy
- Presidente do Conselho de Ministros: Henri Brisson
- Ministro dos Estrangeiros: Charles de Freycinet
- Ministro da Justiça: Henri Brisson
- Ministro do Interior e Cultos: François Allain-Targé
- Ministro da Guerra: Jean-Baptiste Campenon
- Ministro das Finanças: Jean-Jules Clamageran; Sadi Carnot
- Ministro da Marinha e das Colônias: Charles-Eugène Galiber
- Ministro da Instrução Pública e Belas Artes: René Goblet
- Ministro das Obras Públicas: Sadi Carnot; Charles Demôle
- Ministro da Agricultura: Hervé Mangon; Hippolyte Gomot
- Ministro do Comércio: Pierre Legrand; Lucien Dautresme
- Ministro dos Correios e Telégrafos: Ferdinand Sarrien
Realizações
- Início de uma reaproximação com a Rússia.
Bibliografia
- JOLY, Bertrand. Aux origines du populisme: histoire du boulangisme. Paris: CNRS Éditions, 2022.
Referências
- ↑ a b c «« Aux origines du populisme. Histoire du boulangisme (1886-1891) », de Bertrand Joly : quand la République tenait bon» (em francês). 9 de fevereiro de 2022: 141-164. Consultado em 3 de abril de 2025
- ↑ «Why de Lesseps failed to build the Panama Canal». www.ak190x.de. Consultado em 3 de abril de 2025
- ↑ «La France électorale. Elections législatives 1885». Gallica (em francês). 1885. Consultado em 3 de abril de 2025
