Fronteira China–Índia
| Fronteira China–Índia | |
|---|---|
![]() Mapa da zona de fronteira himalaia. | |
| Delimita | |
| Comprimento | 3380 km Posição: 9 |
| Características | Em três partes separadas. Traçado não acordado mutuamente em muitos locais. |
A fronteira entre China e Índia é a linha que limita os territórios da República Popular da China e da Índia.
Características
Esta fronteira tem três partes separadas, pois o Nepal e o Butão estão ambos encravados entre estes dois países, e separados entre si. O traçado não está acordado mutuamente em muitos locais.
A oeste do Nepal, o traçado da fronteira segue na cordilheira do Himalaia. Não existe acordo em muitos locais, particularmente a norte da região de Aksai Chin, administrada pela China mas reivindicada pela Índia. Neste local a fronteira corresponde de facto à Linha de Controle Real (Line of Actual Control) entre os dois países. Mais a norte, a Índia controla o glaciar de Siachen, reivindicada pelo Paquistão, zona fronteira ao Vale de Shaksgam, ocupada pela China mas reivindicada pela Índia.
Entre o Nepal e o Butão, a Índia e a China compartilham novamente uma pequena fronteira comum, resultado da anexação do antigo reino de Siquim pela Índia, que se tornou um estado federado em 1975.[1]
A leste do Butão, os dois países têm fronteira até Mianmar. O traçado desta linha divisória é de novo polémico, pois a China não reconhece a soberania indiana sobre o estado de Arunachal Pradesh.[2]
Conflitos e acordos
O governo indiano alega que as tropas chinesas entram ilegalmente na área fronteiriça disputada centenas de vezes por ano, incluindo avistamentos de aeronaves e intrusões.[3][4] Em 2013, houve um impasse de três semanas (Incidente de Daulat Beg Oldi) entre tropas indianas e chinesas a 30 km a sudeste de Daulat Beg Oldi. A contenda foi resolvida com um acordo e tanto as tropas chinesas quanto as indianas se retiraram em troca de uma desistência indiana para destruir algumas instalações militares a mais de 250 km ao sul, perto de Chumar, que os chineses percebiam como ameaçadoras.[5]
Em outubro de 2013, a Índia e a China assinaram o Acordo de Cooperação de Defesa Fronteiriça para garantir que o patrulhamento ao longo da Linha de Controle Real não se transformasse num conflito armado.[6]
A partir de 5 de maio de 2020, tropas chinesas e indianas envolveram-se em ataques, confrontos e escaramuças em locais ao longo da fronteira sino-indiana. Outros confrontos também ocorreram em locais no leste de Ladakh, ao longo da Linha de Controle Real.
Em outubro de 2024, a Índia anunciou que tinha chegado a um acordo sobre as modalidades de patrulhamento ao longo da zona fronteiriça, o que levaria ao desengajamento e à resolução do conflito iniciado em 2020. [7]
Ver também
Referências
- ↑ «Another Chinese intrusion in Sikkim» - OneIndia News, 19 de junho de 2008
- ↑ India climbdown may help China border dispute, BBC News, 17 de abril de 2012
- ↑ «India: Army 'mistook planets for spy drones'» (em inglês). BBC News. 25 de julho de 2013
- ↑ «Chinese troops had dismantled bunkers on Indian side of LoAC in August 2011». India Today (em inglês). 25 de abril de 2013
- ↑ «India destroyed bunkers in Chumar to resolve Ladakh row» (em inglês). defencenews. 8 de maio de 2013. Cópia arquivada em 24 de julho de 2013
- ↑ Ben Blanchard; Nick Macfie (23 de outubro de 2013). «China, India sign deal aimed at soothing Himalayan tension». Reuters (em inglês). Cópia arquivada em 24 de setembro de 2015
- ↑ Amiti Sen (21 de outubro de 2024). «LAC breakthrough: India, China agree on patrolling arrangements in border area». BusinessLine (em inglês)
