Frente Revolucionária do Sudão

Frente Revolucionária do Sudão (em árabe: الجبهة الثورية السودان Al-Jabhat Al-Thawriyat Al-Sudan) ou Frente Revolucionária Sudanesa é uma aliança entre facções sudanesas que se opuseram ao governo liderado pelo ex-presidente Omar al-Bashir. Foi declarada em 12 de novembro de 2011, depois de vários meses de apoio pelos grupos rebeldes de Darfur ao Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte no conflito no Cordofão do Sul e no Nilo Azul.[1]
Composição
A aliança criada em novembro de 2011 teve como objetivo reunir as duas principais facções do Exército/Movimento de Libertação do Sudão, bem como o outro grande grupo rebelde em Darfur, o Movimento Justiça e Igualdade, com rebeldes nos estados de Cordofão do Sul e Nilo Azul. A declaração da formação do Frente Revolucionária do Sudão foi adiada até que um desacordo entre o Movimento Justiça e Igualdade e as outras facções sobre o papel do islamismo em um governo federal pós-revolucionário fosse resolvido.[2]
Os signatários de cada grupo foram Yasir Arman para o Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte, Ahmed Tugud para o Movimento Justiça e Igualdade, Abul Gassim Al-Haj para o Movimento de Libertação do Sudão-al-Nur e Al-Rayah Mahmoud para o Movimento de Libertação do Sudão-Minnawi.[3]
Áreas de operação
Yasir Arman, o secretário-geral do Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte e um membro proeminente do alto comitê político da Frente Revolucionária do Sudão, disse logo após a formação desta última que "todo o Sudão é um teatro de operações, incluindo Cartum". Em 2011, o Movimento Justiça e Igualdade e ambas as facções do Movimento de Libertação do Sudão ainda estavam baseadas na região de Darfur, e o Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte não havia expandido sua luta contra o governo sudanês ao norte do Nilo Azul e Cordofão do Sul.[2][4] No final de dezembro de 2011, os combatentes do Movimento Justiça e Igualdade avançaram para Cordofão do Norte com a intenção declarada de remover o presidente Omar al-Bashir do poder, embora tenham sofrido um revés quando seu líder, Khalil Ibrahim, foi morto em ação no estado.[5]
Na época da formação da Frente Revolucionária do Sudão em novembro de 2011, o governo sudanês acusou o vizinho Sudão do Sul de apoiar os grupos rebeldes. Além de bombardear infraestruturas e campos sul-sudaneses, as autoridades sul-sudanesas declararam que o Sudão apoiou facções armadas da oposição no Sudão do Sul.[3]
Referências
- ↑ «Líder revolucionário sudanês diz que Ocidente esqueceu crise em seu país». Instituto Humanitas Unisinos – IHU. 15 de Novembro de 2013
- ↑ a b «Sudanese Darfur Rebel Group Joins Anti-Government Alliance». Businessweek. 13 de novembro de 2011. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2013
- ↑ a b «Rebel groups agree to work together for regime change in Sudan». Sudan Tribune. 12 de novembro de 2011
- ↑ «Sudan rebels form alliance to oust president». Al Jazeera English. 13 de novembro de 2011
- ↑ «Sudan army kills Darfur rebel leader». Al Jazeera English. 25 de dezembro de 2011