Francisco de Monlevade

Francisco de Monlevade
Francisco de Monlevade em 1921
Nome completoFrancisco Paes Leme de Monlevade
Nascimento
Morte
23 de novembro de 1944 (83 anos)

Nacionalidadebrasileira
Alma materEscola de Minas de Ouro Preto
Ocupaçãoengenheiro ferroviário
Principais trabalhosEletrificação da Linha tronco da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (1919)[1]

Francisco Paes Leme de Monlevade (Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 1860 - São Paulo, 23 de novembro de 1944) foi um engenheiro ferroviário brasileiro, conhecido por ser o pioneiro da eletrificação ferroviária em larga escala no Brasil. Durante anos dirigiu a Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a Estrada de Ferro Sorocabana.[2]

Biografia

Iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, como engenheiro ferroviário. Trabalhou em usinas metalúrgicas de Manchester e País de Gales. Retornando ao Brasil, assumiu as funções de mestre das oficinas da Estrada de Ferro Central do Brasil, ocupou o cargo de diretor técnico da Cia. Forjas e Estaleiros do Rio de Janeiro. O Dr. Monlevade iniciou sua carreira na Companhia Paulista de Estradas de Ferro em 1897, como Chefe da Locomoção, passando em 1907 a ocupar o cargo de Inspetor Geral, cargo este que exerceu até 1925, ano em que se aposentou, sob sua administração, foi executada os estudos que começaram em 1916 e a eletrificação da linha das linhas, em 2 de julho de 1922 foi inaugurado o primeiro trem elétrico da América do Sul.[3][4][5][6][7][8][9]

Sua atuação acabou se estendendo ao direito trabalhista por instituir na Companhia Paulista a jornada diária de trabalho de 8 horas em 1904, além de articular o movimento que impulsionou a criação da Caixa de Aposentadoria e Pensões para os Ferroviários, auxiliando Elói Chaves na elaboração da Lei da Previdência Social em 1923.[10][11][12][13] Foi presidente do Instituto de Engenharia de 1921 a 1922.[14]

Em 1930 mudou-se para São Paulo e tornou-se secretário de viação e obras públicas do Estado de São Paulo. Foi diretor da Estrada de Ferro Sorocabana em 1931 e 1932.[15] Quando morreu, em 1944, seu pedido foi para ser enterrado em Jundiaí no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, num caixão da Cia. Paulista de Estrada de Ferro.[2][16] É patrono da cadeira n° 77 da Academia Nacional de Engenharia.[4]

Referências

  1. «As comemorações do 20º aniversário da eletrificação da Companhia Paulista». Folha da Manhã, Ano XV, edição 4774, página 4. 30 de setembro de 1939. Consultado em 17 de março de 2019 
  2. a b «Dr. Francisco Paes Leme de Monlevade». FUMAS. Consultado em 29 de maio de 2025 
  3. «MONLEVADE, FRANCISCO PAES LEME DE – Jundpedia». Consultado em 29 de maio de 2025. Cópia arquivada em 17 de abril de 2025 
  4. a b «Francisco Paes Leme de Monlevade». Academia Nacional de Engenharia. Consultado em 29 de maio de 2025 
  5. JundiAqui (14 de janeiro de 2022). «Há 100 anos, eletrificação da linha punha Jundiaí nos trilhos da história». Jundiaqui. Consultado em 29 de maio de 2025 
  6. Grandi, Guilherme (2013). Estado e capital ferroviário em São Paulo: a Companhia Paulista de Estradas de Ferro entre 1930 e 1961 (PDF). São Paulo: [s.n.] pp. 104–105 
  7. Nunes, Ivanil (dezembro de 1993). «As Ferrovias em São Paulo 1860/1960». Consultado em 29 de maio de 2025 
  8. Gorni, Antonio Augusto (2009). A Eletrificação nas Ferrovias Brasileiras (PDF). São Vicente: [s.n.] 
  9. «Relatório N.° 96 da Diretoria da Companhia Paulista de Estradas de Ferro» (PDF). 18 de abril de 1945. p. 11. Consultado em 3 de junho de 2025 
  10. Regina Dragiça Kalman (29 de setembro de 2009). «A Primeira greve da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Jundiaí em 1906». Recanto das Letras. Consultado em 17 de março de 2019 
  11. Antonio Augusto Gorni (7 de setembro de 2003). «O Mestre e sua Obra Prima». A Eletrificação das Ferrovias Brasileiras. Consultado em 17 de março de 2019 
  12. Siqueira, Gustavo Silveira (2011). HISTÓRIA DO DIREITO PELOS MOVIMENTOS SOCIAIS: Cidadania, Experiências e Antropofagia Jurídica nas Estradas de Ferro (Brasil, 1906). (PDF). Belo Horizonte: [s.n.] p. 103 
  13. Inoue, Luciana Massami (2016). Fim da Linha? Vilas Ferróviárias da Companhia Paulista (1868-1961): Uma investigação sobre história e preservação (PDF). São Paulo: [s.n.] 
  14. «Ex- Presidentes». Instituto de Engenharia. 28 de maio de 2025. Consultado em 29 de maio de 2025 
  15. BARDARI, Afrânio (1983). Dirigentes da Sorocabana e Fepasa. [S.l.]: Gráfica da Fepasa: Jundiaí. p. 30-32 
  16. «Faleceu hoje, em S.Paulo, o engenheiro Monlevade». Diário da Noite (RJ), Ano XVI, edição 3631, página 24. 23 de novembro de 1944. Consultado em 17 de março de 2019