Flórido Rodrigues Pereira Ferraz

Flórido Rodrigues Pereira Ferraz
1.º Visconde de Castelões
Flórido Rodrigues Pereira Ferraz
Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda de Reino de Portugal Portugal
Período26 de novembro de 1839 a 28 de janeiro de 1841
Legislatura11.º governo da Monarquia Constitucional
Antecessor(a)Manuel António de Carvalho
Sucessor(a)António José de Ávila
Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar de Reino de Portugal Portugal
(1.ª vez)
Período18 de junho de 1849 a 26 de abril de 1851
Legislatura18.º governo da Monarquia Constitucional
Antecessor(a)Joaquim José Falcão
Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar de Reino de Portugal Portugal
(2.ª vez)
Período26 de abril a 1 de maio de 1851
Legislatura19.º governo da Monarquia Constitucional
Sucessor(a)Barão de Francos
Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra de Reino de Portugal Portugal
(Interino)
Período27 de abril de 1851 a 30 de abril de 1851
Legislatura19.º governo da Monarquia Constitucional
Dados pessoais
Nome completoFlórido Rodrigues Pereira Ferraz
Nascimento13 de janeiro de 1790
Porto, Portugal
Morte17 de dezembro de 1862 (72 anos)
Porto, Portugal Portugal
NacionalidadePortugal Português
ProgenitoresMãe: Ana Bernardina Xavier Ferraz
Pai: Bento Rodrigues Guimarães
Prêmio(s)
Parentesco
ProfissãoPolítico, proprietário e comerciante
Títulos nobiliárquicos
1.º Visconde de Castelões7 de maio de 1851

Flórido Rodrigues Pereira Ferraz ComNSC (Porto, 13 de janeiro de 1790Porto, 17 de dezembro de 1862), 1.º Visconde de Castelões, foi um político maçom, proprietário e comerciante português.[1] Ministro do Conde do Bonfim, e, posteriormente, de Costa Cabral e do Duque da Terceira.

Biografia

Nasceu no Porto a 13 de janeiro de 1790. Era filho de Bento Rodrigues Guimarães, proprietário e negociante no Porto, e de Ana Bernardina Xavier Ferraz.[2]

Grande proprietário, foi Capitão do Regimento de Milícias da cidade do Porto, por despacho régio de 1 de maio de 1810[3], Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, por Alvará de 22 de fevereiro de 1836, conselheiro de Estado extraordinário, ministro e secretário de Estado honorário, conselheiro vogal do antigo Tribunal do Tesouro Público, comissário-chefe do Exército, cavaleiro[3] e comendador da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição, grã-cruz das ordens de São Maurício e São Lázaro da Sardenha e de Carlos III de Espanha.[4]

Foi eleito deputado para várias legislaturas: 1834-36 pela província da Estremadura; 1840-42 pelo círculo eleitoral do Porto; 1842-45 pelo círculo eleitoral de Braga; 1846 pela província do Douro; 1848-51 pela província do Minho. Nomeado Par do Reino por Carta Régia de D. Maria II em 15 de dezembro de 1849, tomou posse do cargo a 7 de janeiro de 1850.[5]

Como deputado, pertenceu a várias comissões: Extinção do Papel-Moeda (1834); Guerra e Marinha (1834); Administração Pública (1835); Fazenda (1834, 1835, 1836, 1840, 1841, 1842, 1844, 1845, 1846, 1848, 1849 e 1850); Orçamento (1843 e 1849); Diplomática (1843 e 1844); Exame do relatório do Governo (1843); Agricultura (1843); Marinha (1845).[5]

Como Par do Reino, pertenceu às comissões da Fazenda (1850, 1851 e 1861), Marinha (1851); Especial para autorizar o Governo a despender 30 000$000 réis em providências contra a hipótese de epidemia de cólera-morbo (1854); Especial para a Nomeação e Sucessão no Pariato (1861); Marinha e Ultramar (1861), Agricultura, Comércio e Indústria (1861), e ainda à Comissão Mista (1862).[5]

Foi nomeado ministro por quatro vezes: Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, num governo presidido pelo Conde do Bonfim e Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, num governo presidido pelo Conde de Tomar, mantendo o cargo no governo seguinte presidido pelo Duque da Terceira, em que foi também interinamente Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra.[6]

Como deputado e como Par, as suas intervenções limitaram-se a tratar assuntos correntes dos ministérios de que foi ministro ou das comissões a que pertenceu, principalmente na da Fazenda. Não realizou nenhuma intervenção com significado político digna de registo. Em 1841 foi nomeado comissário-chefe do Exército, exercendo também o cargo de diretor da Alfândega de Lisboa.[5]

Faleceu no Hotel Real, na Rua do Bonjardim, na cidade do Porto a 17 de dezembro de 1862, tendo sido sepultado no Cemitério de Agramonte.[7] No entanto, o jazigo dos Viscondes de Castelões encontra-se no Cemitério da Lapa, também no Porto.[8]

Visconde de Castelões

O título de Visconde de Castelões foi-lhe concedido em duas vidas por decreto de 7 de maio de 1851 pela rainha D. Maria II.[5]

Flórido viveu na época do cabralismo (1842-46), época em que era deputado e durante a qual se assistiu a um crescente poderio de viscondes e de barões, nobreza que enriquecera com a compra das propriedades das ordens religiosas, extintas em 1834.[9] Contudo, o seu título só foi concedido mais tarde, em 1851, dias depois do término do seu curto mandato como ministro do Duque da Terceira.

Não deixou descendência, tendo herdado o título de Visconde de Castelões o seu sobrinho (filho do seu irmão primogénito)[10], António Cardoso Pereira Ferraz (1808–1883).[10] Sucedeu-lhe o seu filho e último visconde, Álvaro de Castro Araújo Pereira Ferraz, mais conhecido como Álvaro de Castelões.

Referências

  1. «Ferraz, Flórido Rodrigues Pereira (1790-1862) | Politipedia». Consultado em 27 de fevereiro de 2025 
  2. ARAÚJO 2005, p. 65.
  3. a b ARAÚJO 2005, p. 66.
  4. MÓNICA 2005, p. 121.
  5. a b c d e MÓNICA 2005, p. 122.
  6. Registo do testamento com que faleceu Flórido Rodrigues Pereira Ferraz, Visconde de Castelões.
  7. ARAÚJO 2005, p. 67, Livro de datas de Álvaro de Castelões.
  8. ARAÚJO 2005, p. 120.
  9. Infopédia. «Cabralismo - Infopédia». infopedia.pt - Porto Editora. Consultado em 27 de fevereiro de 2025 
  10. a b ARAÚJO 2005, p. 67.

Bibliografia