Felisberto, Duque de Pistoia

Felisberto
Duque de Pistoia
Príncipe de Saboia
Dados pessoais
NascimentoFiliberto Lodovico Massimiliano Emanuele Maria di Savoia
10 de março de 1895
Turim, Itália
Morte07 de setembro de 1990 (95 anos)
Lausana, Suíça
EsposaLídia de Arenberg
CasaSaboia
PaiTomás, Duque de Gênova
MãeIsabel da Baviera
ReligiãoCatolicismo

Felisberto de Saboia (nome completo em italiano: Filiberto Lodovico Massimiliano Emanuele Maria di Savoia; Turim, 10 de março de 1895Lausana, 07 de setembro de 1990) foi Duque de Pistoia e membro da família real italiana.

Quando da morte de seu irmão mais velho, Fernando – sem filhos–, em 1963, Felisberto o sucederia como Duque de Gênova, todavia, como a república havia sido proclamada na Itália em 1946, ele foi apenas pretendente ao título.[1][2]

Biografia

Primeiros anos

Retrato de Felisberto de Saboia-Gênova, por Cipriano Cej (1908).

Felisberto nasceu em Turim em 1895, segundo filho de Tomás de Saboia-Gênova e Isabel da Baviera. Em 22 de setembro de 1904, o rei Vítor Emanuel III conferiu-lhe o título de Duque de Pistoia.[1]

Carreira militar

Ele participou da Primeira Guerra Mundial no 1º regimento Nizza Cavalleria e participou de algumas batalhas em Monfalcone e no Isonzo. Em 4 de novembro de 1918, com um esquadrão de seu regimento, ele estava entre os primeiros a entrar na cidade de Trento.[3]

Após o conflito, sua residência foi estabelecida em Bolzano com o objetivo de aumentar o sentimento de unidade nacional entre a população.[4]

Posteriormente, sua carreira militar se deu entre a Itália e a África Oriental Italiana.[5]

Casamento

O duque e a duquesa de Pistoia em Trento (1932).

Em 30 de abril de 1928, Felisberto casou-se em Turim com a princesa Lídia de Arenberg (1905-1977), filha do duque Engelberto Maria de Arenberg e da princesa Edviges de Ligne.[6] O casal não teve filhos.

Candidato a tronos

Felisberto em 1938.

Em 1941, quando Ante Pavelić ofereceu à Casa de Saboia a coroa do recém-formado Estado Independente da Croácia, o rei Vítor Emanuel III examinou os príncipes masculinos dos ramos Saboia-Aosta e Saboia-Gênova para escolher quem deveria ser o novo soberano.[7]

Após Vítor Emanuel III ter rejeitado Amadeu de Saboia-Aosta (pois este era prisioneiro dos ingleses na África), Vítor Emanuel de Saboia-Aosta (idoso, solteiro e sem filhos) e Fernando de Saboia-Gênova (idoso e sem filhos), Galeazzo Ciano anotou em seu diário que: "Nas condições atuais, a única escolha que resta é entre o duque de Espoleto e o duque de Pistoia. O rei inclina-se para o primeiro por razões de vigor físico e também – até certo ponto – capacidade intelectual".[8] No final, de fato, a coroa foi confiada ao duque de Espoleto também porque o duque de Pistoia não tinha filhos e, portanto, nenhum herdeiro possível.

Após a invasão da França em 1940 e a ocupação de Nice em 1942, o governo italiano pensou em restaurar o antigo Condado de Nice, sobre o qual o próprio Felisberto deveria reinar. O projeto, no entanto, não teve continuidade.[9]

Vida posterior

Após a proclamação da república em 1946, Felisberto e a esposa mudaram-se para Lausana, na Suíça, para uma propriedade pertencente a Lídia. Depois de alguns anos, porém, os dois separaram-se. De volta à Itália, Felisberto viveu por trinta anos no Hotel Ligure na Piazza Carlo Felice em Turim junto com seu irmão mais novo, Adalberto.[10]

Em 1981, após o fechamento do hotel onde estava hospedado, mudou-se primeiro para o Hotel Concorde na Via Lagrange e depois retornou a Lausana, instalando-se na casa que herdou de sua esposa Lídia, falecida em 1977. Ele morreu em 1990 e foi sepultado na cripta real da Basílica de Superga, nas colinas de Turim.[11]

Felisberto, durante sua vida, não gozou de particular estima se levarmos em conta que Galeazzo Ciano, em 24 de agosto de 1939, relatou em seu diário um comentário desdenhoso de Vítor Emanuel III, que se queixava do fato de Mussolini ter colocado propositalmente seu filho Humberto em inatividade militar, excluindo-o assim não apenas da possibilidade de tomar decisões, mas também de receber glória militar: "Aqueles dois imbecis de Bergamo e Pistoia têm o comando, meu filho bem que poderia tê-lo também", disse Vítor Emanuel III segundo Ciano.[12]

Referências

Bibliografia

  • Speroni, Gigi (2004). Umberto II. Il dramma segreto dell'ultimo re. Milão: Bompiani. ISBN 88-452-1360-9 
  • Vignoli, Giulio (2006). Il sovrano sconosciuto. Tomislavo II re di Croazia. Milão: Mursia. ISBN 88-425-3583-4