Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia

Faculdade de Arquitetura da
Universidade Federal da Bahia
SiglaFAUFBA
Fundação1959 (67 anos)
Instituição mãeUniversidade Federal da Bahia
Tipo de instituiçãoUnidade Universitária
LocalizaçãoSalvador, Bahia, Brasil
Diretor(a)Fábio Macêdo Velame
Vice-diretor(a)Juliana Cardoso Nery
CampusFederação/Ondina
Página oficialwww.arquitetura.ufba.br

A Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FA-UFBA) é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão sediada no Campus Federação/Ondina da Universidade Federal da Bahia. Na graduação, a Faculdade dispõe somente do curso de Arquitetura e Urbanismo, disponível tanto em turno diurno quanto noturno. Na pós-graduação, há programas stricto sensu, de mestrado e doutorado em Arquitetura e Urbanismo e mestrado profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos, e como lato sensu permanente, há Residência em Arquitetura, Urbanismo e Engenharia.[1][2][3][4]

História

O curso de Arquitetura da UFBA antecede a própria formação da Universidade, em 1946, tendo suas origens no ano de 1877, quando o pintor e professor espanhol Miguel Navarro Cañizares, fundou a Escola de Belas Artes, à época Academia de Belas Artes. Com a instalação da Academia, o arquiteto José Nivaldo de Alieno foi o responsável por organizar o curso de Arquitetura que, de início, enfrentou diversas dificuldades.[5]

Em 1937, o professor Oseas dos Santos assumiu a direção da Escola de Belas Artes e reorganizou o curso de Arquitetura. No entanto, o reconhecimento nacional do curso ainda estava distante, e havia questionamentos sobre a aceitação da atuação profissional arquiteto no Brasil.[5]

Em 1946, sob a liderança de Edgard Santos, o Reitor Magnífico, a Universidade Federal da Bahia, à época Universidade da Bahia, é formada a partir da união da Faculdade de Medicina da Bahia com as então da Escola Politécnica da Bahia, Faculdade Livre de Direito da Bahia, Faculdade de Ciências Econômicas da Bahia e da Faculdade de Filosofia da Bahia. Já no ano seguinte, 1947, a Escola de Belas Artes se junta ao projeto de Reitor Santos.[6][5][7]

Na década de 1950, época que a Universidade foi federalizada, a Escola viveu um período de grande transformação. Diferentes concursos para docência foram organizados e, em 1959, a Faculdade de Arquitetura foi oficialmente fundada ao ser separada separada da Escola de Belas Artes. Incialmente, funcionou no edifício da antiga Biblioteca da Secretaria de Educação, localizado na Avenida Sete de Setembro, no bairro da Vitória. O currículo era inspirado nos princípios do arquiteto e urbanista Lúcio Costa, com base nas diretrizes estabelecidas no Congresso da União Internacional de Arquitetos de 1959, em Lisboa, e a direção foi assumida interinamente pelo engenheiro, jornalista e professor Leopoldo Afrânio do Amaral e, em seguida, o primeiro diretor eleito foi Walter Velloso Gordilho.[5][6][7]

Campus Federação/Ondina e sede atual

Em 1961, a Universidade iniciou seu projeto de criar seu próprio campus universitário, com extensão entre os bairros da Federação e Ondina, tendo como edificação mais antiga a sede da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, o Casarão do Alto de São Lázaro, preexistente à UFBA. Neste contexto, a Faculdade de Arquitetura foi de jure transferida para a Rua Caetano Moura, no bairro da Federação. Porém, foi somente no ano seguinte, em 1962, que foram iniciadas as obras para a construção dos pavilhões provisórios para abrigar a Faculdade. A transferência definitiva para tais edificações ocorreu somente em 16 de agosto de 1963. Porém, a sede atual, que viria a ser considerada um dos maiores símbolos da arquitetura brutalista na Bahia, foi projetada entre 1963 e 1964, por uma comissão composta por três professores universitários, Diógenes Rebouças, Américo Simas e Oscar Caetano Silva, e as obras duraram entre 1965 e 1971, quando houve a inauguração definitiva.[5][8]

A edificação atual segue sendo um dos símbolos do brutalismo na Bahia, e é comparada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo, que é sediada em uma edificação no mesmo padrão arquitetônico, construídas à mesma época e com concreto aparente, mas com uma diferença marcante, enquanto a Faculdade da UFBA aberta e vazada, permitindo fluidez do ar, a da USP é descrita por apresentar um "caráter fechado e ensimesmado".[8]

Entretanto, o projeto original foi alterado quando, na década de 1990, foi instalado um mezanino seguindo plano elaborado por Heliodório Sampaio, que fechou parte da fachada principal do pórtico vazado da edificação. Mesmo assim, a maior parte das características originais da edificação seguem mantidas.[9]

Reforma Universitária

Entre 1968 e 1970, a Ditadura impôs uma série de leis visando modificar o ensino superior no Brasil. Tais alterações, que ficaram conhecidas como "Reforma Universitária da Ditadura Militar", reorganizou a estrutura acadêmica da universidades federais brasileiras. Na UFBA, tais legislações reprimiram a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, separaram Unidades Universitárias, que resultou na fundação da Faculdade de Educação, da Escola de Administração e outras, e, sobre o curso de Arquitetura, foi-se determinada a separação das disciplinas do curso em cinco departamentos.[5][10][11][12]

Alumni

Ver também

Referências

  1. «Site da FAUFBA». Faculdade de Arquitetura da UFBA. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  2. «PPGAU UFBA». Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFBA. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  3. «RESIDÊNCIA AU+E». www.residencia-aue.ufba.br. Consultado em 7 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2024 
  4. «Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos». www.cecre.ufba.br. Consultado em 7 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2024 
  5. a b c d e f «Histórico | Faculdade de Arquitetura UFBA». arquitetura.ufba.br. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  6. a b «Escolas de Arte estimulam a formação prática com excelência | Universidade Federal da Bahia». www.ufba.br. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  7. a b «Histórico | Universidade Federal da Bahia». www.ufba.br. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  8. a b Andrade Junior, Nivaldo (8 de setembro de 2013). «ARQUITETURA BRUTALISTA NA BAHIA: Levantamento e análise crítica» (PDF). Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  9. Ferreira, Lucas (2020). «RESTAURO E AMPLIAÇÃO DO EDIFÍCIO DA FACULDADE DE ARQUITETURA DA UFBA» (PDF) 
  10. Ferreira, Thainã (2010). «A Expansão do Ensino Superior Privado no Brasil 1968 - 1980» (PDF). Universidade Federal da Bahia. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  11. Bezerra, Artur; Custódio, Thiago; Custódio, Douglas (14 de maio de 2018). «A Reforma Universitária de 1968: expansão e repressão» (PDF). Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  12. «Legislação Informatizada - Lei 5.540/1968». Portal da Câmara dos Deputados. 28 de novembro de 1968. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  13. «Publicações». Site da Caramelo Arquitetos Associados 
  14. «JHSF lança bairro nobre em Salvador». Profession - Agência de Comunicação. Consultado em 12 de fevereiro de 2008. Arquivado do original em 16 de julho de 2009 
  15. «Syene Corporate conquista certificação AQUA na fase programa». Portal VGV. Consultado em 13 de outubro de 2010 
  16. ARRUDA, Lucas Oliveira de Moura. O Cancioneiro de Elomar: uma identidade sonora do sertão e suas performances. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2015, p.17
  17. «Disco rompe silêncio em torno do legado musical de Elomar». Folha de S.Paulo. Caetano Veloso, que compôs "Beleza Pura" inspirado nos versos da canção "O Violeiro", de Elomar, confessa ter tido vontade de cantar em show a canção que lhe inspirou, mas não foi adiante simplesmente porque não se conformava em não atingir o grave de Elomar na palavra "cantadô". 
  18. «Biografia». Porteira Oficial de Elomar 
  19. «Homepage do cantor Durval Lelys». Consultado em 17 de Novembro de 2009 
  20. Notícias: "Arquiteto Assis Reis". Portal do Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB-RJ. (acesso em 21/04/2011)
  21. «Jornal CORREIO». Cérebros da Ufba. Consultado em 7 de fevereiro de 2025 
  22. «Pasqualino Romano Magnavita». UFBA em Movimento. Consultado em 7 de fevereiro de 2025