Estreito (álbum)
| Estreito | ||||
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| Álbum de estúdio de Rodox | ||||
| Lançamento | 26 de fevereiro de 2002[1] | |||
| Gênero(s) | ||||
| Duração | 43:09 | |||
| Idioma(s) | Português | |||
| Formato(s) | CD, download digital | |||
| Gravadora(s) | Warner Music Brasil | |||
| Produção | Tom Capone | |||
| Cronologia de Rodox | ||||
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| Singles de Rodox | ||||
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Estreito é o álbum de estreia da banda brasileira de hardcore Rodox.[2] Foi lançado em 26 de fevereiro de 2002 pela Warner Music Brasil[3] com produção musical de Tom Capone.
Algumas letras álbum fazem referência à fé protestante do vocalista Rodolfo Abrantes, como "Olhos Abertos" e "Cego de Jericó". Musicalmente, a obra mescla hardcore punk, reggae, como "Continuar de Pé", baladas, como "Dia Quente" e "Quem Tem Coragem Não Finge" e rap com elementos de rock ("3 Reis", dividida em 3 vocais, Rodolfo, o rapper Xis, e Marcelo Falcão do O Rappa), hardcore melódico, como "De Uma Só Vez" e influências de crossover thrash, rap com new metal e rapcore.
Apesar de se tratar de um disco da banda, o trabalho foi, por vezes, considerado, como um solo de Rodolfo Abrantes.
Antecedentes
Em 2001, Rodolfo Abrantes anuncia sua saída do grupo Raimundos, do qual era vocalista, guitarrista e principal compositor. O principal motivo, segundo ele, foi o conteúdo lírico da banda que, em sua perspectiva, era incompatível com suas crenças atuais. Além disso, na época, em entrevista a Folha de S.Paulo, Rodolfo também relatou que estava incomodado com a popularidade do grupo em contraste com seu passado como banda de hardcore. Um dos pontos de maior incômodo foi a escolha da gravadora em escolher "Reggae do Manêro" como música de trabalho do álbum MTV Ao Vivo (2000). Segundo ele, "a gravadora não tinha nada que querer um reggae horroroso pra ser música de trabalho".[4] No entanto, na altura da sua saída, o grupo possuía um contrato de quatro álbuns com a Warner. Como forma de cumprimento do contrato, a banda lançou o álbum Éramos 4 (2001)[5] e Rodolfo, por sua vez, criou um novo projeto musical dentro da gravadora.
Na época, sobre sua saída, Rodolfo disse:[4]
O motivo foi insatisfação. Eu vejo que a gente tinha muito espaço e eu não estava dizendo nada para as pessoas. Sabe, eu tenho necessidade de fazer hardcore mesmo. É o ritmo de que eu gosto, mas eu quero dizer alguma coisa legal. A gente tinha um espaço tão grande e a gente não usava ele pra nada. Falava de "papel pra cagar". A música tocando mil vezes na rádio falando a maior besteira do mundo. O Raimundos era uma brincadeira. Era quando a gente se juntava, fazia cover, tocava música de forró. A gente brincava. A brincadeira cresceu, a brincadeira ficou famosa, a brincadeira deu dinheiro e a brincadeira ganhou espaço. Mas eu estou me vendo na situação que eu estou, sacou? A minha vida está passando. Eu não quero levar a minha vida na brincadeira, eu não sou dos Trapalhões. Desde 96, eu já tinha vontade de fazer alguma coisa diferente, mas eu não tinha coragem. Eu falava, que é isso, largar tudo, você tá doido?, não-sei-o-quê, mas isso se tornou uma prioridade na minha vida. Eu prefiro fazer isso pra ser feliz. Se eu ficasse no Raimundos, eu não ia estar feliz lá. Eu não ia render nada infeliz na banda.[4]
Produção
Ainda em 2001, Rodolfo disse em entrevista a imprensa que estava compondo canções de forma despretensiosa. "Estou fazendo algumas músicas, com calma, para entrar no estúdio com tudo pronto. Não quero compor no estúdio com prazo definido e tal, como acontecia antes". Na época, ele afirmava estar ouvindo a banda Linkin Park e o grupo de rap evangélico Apocalipse 16.[6] Sobre a musicalidade do projeto, ele disse que "As influências são basicamente vindas do hardcore. O novo CD não pode ser definido em um único estilo, ele tem várias influências e isso depende de cada música". A produção musical foi assinada por Tom Capone, que trabalhou com Rodolfo ao lado de DJ Bob. Completaram a formação o baterista Fernando Schaefer, o guitarrista Marcão (ex-roadie do Raimundos) e o baixista Patrick Laplan, que tinha saído recentemente dos Los Hermanos.[1] No entanto, o baixo e as guitarras foram gravadas por Rodolfo. Laplan e Marcão só entraram no grupo na gravação do primeiro videoclipe.[7]
Um dos pontos que influenciou parte das letras do projeto foi a conversão de Rodolfo ao protestantismo.[1] Retrospectivamente, Abrantes chegou a dizer que a composição do álbum, assim como o repertório do Rodox, foi gerado em torno de um período de raiva e um senso de estar sendo incompreendido pelas pessoas e pela imprensa.[8]
Lançamento e recepção
| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| Folha de S. Paulo | |
Estreito foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 26 de fevereiro de 2002.[1] Rodrigo Dionisio, para a Folha de S.Paulo, atribuiu uma cotação de 2 de 4 estrelas para o projeto e afirmou que "o álbum é musicalmente 'honesto'. Se não surpreende ou empolga, também não tem momentos vergonhosos" e que contém "o bom e velho hardcore domesticado para tocar em rádio, levemente adocicado por baladas".[9]
Faixas
- "Olhos Abertos"
- "Não Lembro Mais"
- "De Uma Só Vez"
- "Ao Lado do Sol"
- "Continuar de Pé"
- "Cego de Jericó"
- "Dia Quente"
- "Estreito"
- "Três Reis" (Part. Xis & Falcão do O Rappa)
- "Quem Tem Coragem Não Finge"
- "Horário Nobre"
- "Quem Dá Mais"
Ficha técnica
- Rodolfo Abrantes – vocais, guitarra e baixo
- Fernando Schaefer – bateria
- DJ Bob – efeitos
- Tom Capone – produção musical
Referências
- ↑ a b c d «Novo grupo de Rodolfo fala sobre perdão e condenação». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Estreito - Rodox». Allmusic. Consultado em 12 de outubro de 2015
- ↑ «Rodox: Centro Cultural - São Paulo / SP». Território da Música. Consultado em 12 de outubro de 2015
- ↑ a b c «"Banda trocou ideologia por sucesso"». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Éramos 4 - Raimundos». Allmusic. Consultado em 25 de setembro de 2015
- ↑ «Rodolfo volta ao palco ao som de reggae». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Banda Rodox inicia turnê e tenta encerrar polêmica sobre religião». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ Rodolfo Abrantes - Ex Raimundos & Rodox. Papo com Clê. 18 de dezembro de 2025. Consultado em 14 de janeiro de 2026 – via YouTube
- ↑ a b «"Estreito" é disco de pregação». Folha de S. Paulo. Consultado em 14 de janeiro de 2026


