Estação Ferroviária de Mora

Mora
Estação de Mora, em 1998
Estação de Mora, em 1998
Linha(s): Ramal de Mora (PK 176,641)
Coordenadas: 38°56′49.61″N × 8°9′39.78″W

(=+38.94711;−8.16105)

(mais mapas: 🌍; IGeoE)
Município: MoraMora
Serviços: encerrada
Inauguração: 11 de julho de 1908 (há 117 anos)
Encerramento: 1990 (há 35 anos)
Antigas instalações da Estação de Mora, em 2009
 Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes ou relacionados, veja Estação de Moura ou Estação de Foros de Amora.

A Estação Ferroviária de Mora, originalmente denominada Móra, foi a interface terminal do encerrado Ramal de Mora, que servia a localidade de Mora, no distrito de Évora, em Portugal.

Comboio de passageiros na estação de Mora, em 1986

História

Uma das primeiras propostas para a construção de um caminho de ferro passando por Mora foi a chamada Linha do Sorraia, de via estreita, que ligaria Estremoz a Coruche.[1]

O troço do Ramal de Mora entre Pavia e Mora foi aberto à exploração em 11 de Julho de 1908.[2][3] Inicialmente, estava planeado que esta linha férrea fosse prolongada além de Mora, terminando em Ponte de Sor.[4]

Após a Implantação da República, a autarquia da Chamusca juntou-se à Comissão Paroquial de Montargil e ao município de Mora para pedir ao governo que a futura linha até Mora fosse prolongada até ao Entroncamento ou Abrantes, passando pela Chamusca.[5] O jornalista José da Guerra Maio também defendeu a continuação até ao Entroncamento, alegando que iria valorizar o ramal de Mora, e melhorar as ligações entre a cidade de Évora e o Alentejo com as regiões Norte e região Oeste do país, principalmente o centro religioso de Fátima.[4]

Nos horários de Julho de 1913, esta interface surgia com a grafia "Móra", sendo utilizada pelos comboios entre Évora e Mora.[6]

Em 1934, a Comissão Administrativa do Fundo Especial de Caminhos de Ferro aprovou a construção de um aqueduto na estação de Mora, para substituir uma vala, no valor de 6.358$00 escudos.[7]

Ver também

Referências

  1. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 61 (1466). Lisboa. 16 de Janeiro de 1949. p. 112. Consultado em 6 de Julho de 2025 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). Lisboa. 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 12 de Janeiro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  3. MARTINS et al, 1996:252
  4. a b MAIO, José da Guerra (1 de Janeiro de 1952). «Uma linha férrea para Fátima» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 64 (1537). Lisboa. p. 417-419. Consultado em 6 de Julho de 2025 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  5. FONSECA, 2003: 31-32
  6. «Móra - Evora a Móra e vice-versa». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. Ano 39 (168). Outubro de 1913. p. 100. Consultado em 12 de Janeiro de 2014 – via Biblioteca Digital de Portugal 
  7. «Direcção-Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1111). Lisboa. 1 de Abril de 1934. p. 187. Consultado em 15 de Outubro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 

Bibliografia

  • FONSECA, João José Samouco da (2003). História da Chamusca. Volume 3. Chamusca: Câmara Municipal. 298 páginas 
  • MARTINS, João; SOUSA, Miguel; BRION, Madalena; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 

Ligações externas