João José Samouco da Fonseca
| João José Samouco da Fonseca | |
|---|---|
| Nascimento | 29 de Outubro de 1932 |
| Morte | 10 de Maio de 2020 |
| Alma mater | Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa |
| Ocupação | Historiador, jornalista, poeta, dramaturgo, encenador |
João José Samouco da Fonseca (Chamusca, 29 de Outubro de 1932 - 10 de Maio de 2020) foi um historiador, poeta, jornalista, encenador e dramaturgo português, que ficou conhecido pelo seu importante papel na investigação histórica e no desenvolvimento cultural do concelho da Chamusca.
Biografia
Nasceu em 29 de Outubro de 1932,[1] na Chamusca.[2] Foi aluno na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.[3]
Exerceu como funcionário da Câmara Municipal da Chamusca, e esteve integrado no Banco de Portugal até à sua aposentação, em 1990.[3] Teve um papel destacado na cultura do seu concelho natal, tendo sido considerado pela Câmara Municipal como «o escritor, autor, poeta, mais profícuo de toda a história literária da Chamusca».[1] No teatro, foi director, produtor e encenador do Grupo Cénico do Montepio União Chamusquense, tendo sido responsável pela autoria e encenação de vários espectáculos de teatro de revista.[2] Algumas das obras mais conhecidas chegaram a ser representadas em Lisboa, como a Na Cepa Torta e Salsifré.[2] Também foi historiador, tendo publicado a obra História da Chamusca, dividida em quatro volumes.[1] Deixou igualmente colaboração na imprensa local, tendo fundado e editado a revista Chamusca Ilustrada,[3] e colaborado no jornal O Mirante.[2] Alguns dos seus textos foram musicados pelo fadista Rui Tanoeiro, que incluiu este temas num álbum publicado em 2021.[4]
Em 2007, foi homenageado num voto público da Cãmara Municipal da Chamusca, e em 2009 o seu nome foi colocado numa rua do concelho.[1] O seu retrato foi pintado em 2023 no exterior do edifício sede da Universidade Sénior da União das Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, uma iniciativa que teve como finalidade homenagear várias figuras marcantes do concelho que se destacaram como poetas.[5][6]
Faleceu em 10 de Maio de 2020, aos 87 anos de idade.[2] Foi enterrado no dia seguinte, no cemitério da Chamusca.[3] A Câmara Municipal emitiu uma nota de pesar, onde o recordou como uma «figura ilustre do panorama cultural chamusquense», acrescentando que «o seu desaparecimento representa uma grande perda para o património cultural e para a sociedade chamusquense. Mas o seu legado cívico e cultural e a memória da sua obra permanecerão para as gerações vindouras».[3]
Obras publicadas
- António Arrenega e suas melodias (1991)
- Sem papas na língua: revista local em 2 actos (1993)
- Agora é que ela vai boa : revista local em 2 actos (1994)
- Álvaro F. do Amaral Netto breve evocação da sua vida e obra (1996)
- História da Chamusca (3 volumes, 2001-2003)
- Chamusca e chamusquenses (2001)
- Teatro de revista 1962-1994 (2004)
Referências
- ↑ a b c d «Três ruas da Chamusca nova já têm nome próprio». O Mirante. 28 de Maio de 2009. Consultado em 7 de Julho de 2025
- ↑ a b c d e «João José Samouco da Fonseca». O Mirante. 10 de Maio de 2024. Consultado em 7 de Julho de 2025
- ↑ a b c d e GAIO, José (12 de Maio de 2020). «Chamusca perdeu uma referência do seu património cultural e da sociedade». Medio Tejo. Consultado em 7 de Julho de 2025
- ↑ GAIO, José (21 de Novembro de 2021). «Chamusca: Primeiro álbum do fadista Rui Tanoeiro lançado a 1 de dezembro». Medio Tejo. Consultado em 7 de Julho de 2025
- ↑ «Poetas da Chamusca eternizados em mural». Notícias do Sorraia. 15 de Maio de 2023. Consultado em 7 de Julho de 2025
- ↑ BAPTISTA, João (21 de Maio de 2023). «Mural dedicado aos poetas da Chamusca». Mais Ribatejo. Consultado em 7 de Julho de 2025
Ligações externas