Estação Franco da Rocha
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| Uso atual | Estação de trens metropolitanos | |||||||||||||||||||||
| Proprietário | Governo do Estado de São Paulo | |||||||||||||||||||||
| Concessionária | TIC Trens (2025–atualidade) | |||||||||||||||||||||
| Administração | RFFSA (1971–1984) CBTU (1984–1994) CPTM (1994–2025) TIC Trens (2025-atualmente) | |||||||||||||||||||||
| Linha | ||||||||||||||||||||||
| Sigla | FDR | |||||||||||||||||||||
| Posição | Superfície | |||||||||||||||||||||
| Plataformas | Central | |||||||||||||||||||||
| Serviços | ||||||||||||||||||||||
| Informações históricas | ||||||||||||||||||||||
| Nome antigo | Estação Juquery | |||||||||||||||||||||
| Inauguração | 1 de fevereiro de 1888 | |||||||||||||||||||||
| Reinauguração | 10 de maio de 2014 | |||||||||||||||||||||
| Projeto arquitetônico | São Paulo Railway (1893) | |||||||||||||||||||||
| Intervenções plásticas |
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| Localização | ||||||||||||||||||||||
| Localização | ||||||||||||||||||||||
| Endereço | Rua Cavalheiro Ângelo Sestini, s/n | |||||||||||||||||||||
| Município | Franco da Rocha | |||||||||||||||||||||
| País | Brasil | |||||||||||||||||||||
| Próxima estação | ||||||||||||||||||||||
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Franco da Rocha é o nome de duas estações ferroviárias localizadas no município homônimo:
- O Conjunto da Estação Ferroviária de Franco da Rocha é um monumento histórico da cidade de Franco da Rocha, em São Paulo.[1][2] Baseia-se no conjunto da antiga estação ferroviária Franco da Rocha, inaugurada em 1 de fevereiro de 1888, na antiga Parada Feijão, pela The São Paulo Railway Company, inicialmente empregando a denominação de Juquery.[3] Quando inaugurada, a estação tinha como finalidade conectar a população da Vila de Parnahyba à metrópole, e servir como passagem da produção do interior até o litoral de São Paulo.[4] Em 1934, foi transferida para o município de Juquery, e em 1944, ao município de Franco da Rocha. Em 2011, com o andamento das obras da nova estação Franco da Rocha,[5] o conjunto da velha estação foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat), visando sua preservação e valorização como patrimônio cultural de São Paulo.[6][7] As tipologias arquitetônicas do monumento refletem o partido adotado pelos ingleses nas primeiras construções ferroviárias de São Paulo, com a introdução de novas técnicas, como a alvenaria de tijolos e o ferro fundido.[8]
- A nova estação de Franco da Rocha, construída entre 2009 e 2014, inaugurada em 10 de maio de 2014 pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.[9] Atualmente, pertencente à concessionária TIC Trens, que assumiu em definitivo a linha em 26 de novembro de 2025.[10]
História
Estação original

A estação de Juquery foi aberta pela São Paulo Railway (SPR) em 1 de fevereiro de 1888.[11][12] Dez anos depois, ainda era uma estação de pequeno porte[13], quando seu crescimento foi impulsionado pela construção do Hospital Psiquiátrico do Juqueri entre 1895 e 1898. Em 22 de outubro de 1898 a estação recebeu a visita do presidente de São Paulo Peixoto Gomide e comitiva, que visitavam o recém-aberto Hospital Psiquiátrico.[14] Com o crescimento do movimento de passageiros, a São Paulo Railway promoveu a reforma e ampliação do edifício da estação na década de 1890.[15]
Durante a administração da Rede Ferroviária Federal, a estação foi poupada das depredações ocorridas em Caieiras e Jaraguá (que foram completamente destruídas) durante os tumultos ocorridos em 28 de outubro de 1983.[16] Em 14 de outubro de 1996 a estação foi destruída junto com outras seis (Francisco Morato, Baltazar Fidelis, Caieiras, Perus, Jaraguá e Vila Clarice) durante os Tumultos na CPTM em 1996.[17]
Diante da destruição das estações, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizou contratações emergenciais para a reconstrução das estações e fechou a ferrovia entre Jundiaí e Pirituba por seis meses para reparos. Franco da Rocha foi incluída em um lote com Vila Clarice, vencido pela empresa Concrejato S/A em 19 de novembro de 1996 pelo valor de R$ 648.670,00.[18][19] A estação Franco da Rocha foi reformada e reaberta em 1 de maio de 1997, junto com a linha.[20] Durante a reabertura da estação, o governador Mário Covas inspecionou as instalações (inclusive o sanitário feminino, para espanto dos jornalistas presentes, embora Covas tenha verificado antecipadamente a ausência de mulheres no recinto).[21]
Apesar da reforma, a estação era considerada obsoleta e sem acessibilidade uma década depois.[22] Dessa forma a CPTM realizou uma série de audiências públicas em junho de 2007 anunciando a reforma/reconstrução de suas estações mais antigas.[23] Franco da Rocha foi incluída no grupo de estações que necessitavam de reconstrução. Apesar da CPTM garantir preservar o patrimônio histórico, estações não tombadas, como a de Comendador Ermelino (à época ostentava oitenta anos e sua abertura em 1926 era considerada data de nascimento do bairro Ermelino Matarazzo[24]), foram demolidas.[25] Até aquele momento, a estação construída no século XIX não era tombada. O processo de tombamento foi iniciado em 2007 no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) pelo pesquisador ferroviário Ralph Mennucci Giesbrecht e garantiu a preservação da estação até sua conclusão. Após quatro anos de análise, o Conjunto da Estação Ferroviária de Franco da Rocha foi tombada pelo Condephaat em 19 de agosto de 2011.[26][27]
A estação Franco da Rocha operou até 9 de maio de 2014, quando foi desativada e substituída por uma nova edificação.[9]
Nova estação
Em 28 de abril de 2005 a CPTM contratou, por R$ 1.221.905,20, o consórcio formado pelas empresas Planservi e Estra para a elaboração de projetos para o lote formado pelas estações Itaim Paulista e Franco da Rocha.[28][29] Com o projeto realizado, a CPTM lançou o edital de licitação para a reconstrução das estações Francisco Morato e Franco da Rocha. O edital de concorrência nº 8334090011 foi vencido pelo consórcio formado pelas empresas Consbem/TIISA/Serveng, pelo valor de R$65.697.942,51. As obras da nova estação de Franco da Rocha foram paralisadas após erros da CPTM no projeto, que previa o uso de áreas envolvidas no processo de tombamento da estação original, aberto desde 2007 e concluído em 2010. Esses erros e problemas no projeto da estação de Francisco Morato fizeram com que o consórcio Consbem/TIISA/Serveng desistisse das obras das estações.[30]
Posteriormente, a CPTM contratou o Escritório Arquiteto Pedro Taddei e Associados para realizar um novo projeto para a estação, concluído em 2010.[31] Uma nova licitação para a estação Franco da Rocha foi lançada em novembro de 2012. A licitação, de número 852112001, foi vencida em janeiro de 2013 pelo Consórcio Rubi Franco da Rocha, formado pelas empresas Cronacon Ltda., Construtora Massafera Ltda., Multipla Engenharia Ltda. e Lopes Kalil Engenharia e Comércio Ltda.[32] O valor do contrato foi de R$ 15.754.965,43.[33] Mais tarde, essa licitação foi questionada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.[34]
A nova estação Franco da Rocha foi inaugurada em 10 de maio de 2014.[9]
Em fevereiro de 2024, foi concedida para a concessionária TIC Trens, composta pelo Grupo Comporte e pela CRRC Corporation Ltd, com a concessão para operar a linha por trinta anos.[35] A transferência de operação foi concluída em 26 de novembro de 2025.[36]
Tabela
| Sigla | Estação | Inauguração | Integração | Plataformas | Posição | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|
| FDR | Franco da Rocha | 10 de maio de 2014 | Bilhete Único da SPTrans | Central | Superfície | Estação construída pela CPTM |
Toponímia
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A estação foi aberta em 1888 e batizada Juqueri em referência ao rio homônimo, que atravessa aquela região. Segundo o filólogo Eduardo Navarro, a palavra Juqueri é originada do tupi antigo îukeri, nome pelo qual ficou conhecida pelos indígenas a planta Mimosa pudica.[37]
Na década de 1940 a estação teve seu nome alterado para "Franco da Rocha". Francisco Franco da Rocha (1864-1933) foi um psiquiatra e professor brasileiro. Ficou conhecido por ter idealizado e dirigido o Hospital Psiquiátrico do Juqueri. Após seu falecimento, o distrito de "Franco da Rocha" foi criado em 21 de setembro de 1934.[38]
Referências
- ↑ «Estação Ferroviária : Franco da Rocha (SP)». IBGE | Biblioteca. Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ «Locais Históricos». Prefeitura Municipal de Franco da Rocha
- ↑ LIMA, André Luiz de Arruda (2022). Juqueri, pr’além do mito da loucura. São Paulo: [s.n.]
- ↑ DIAS, Felipe André. Qualidade de Vida Urbana em Franco da Rocha/SP (PDF). [S.l.: s.n.]
- ↑ «Franco inaugura nova estação de trens». Prefeitura Municipal de Franco da Rocha
- ↑ «Franco da Rocha – Estação Ferroviária | ipatrimônio». Consultado em 23 de maio de 2025
- ↑ «Diário Oficial» (PDF). 19 de agosto de 2011
- ↑ «Conjunto da Estação Ferroviária de Franco da Rocha – Condephaat». Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ a b c «Presidente da Comissão de Transportes participa da inauguração da nova estação da CPTM de Franco da Rocha». Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. 15 de maio de 2014. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ «TIC Trens assume oficialmente a Linha 7-Rubi a partir desta quarta-feira, 26 - Metrô CPTM». www.metrocptm.com.br. 26 de novembro de 2025. Consultado em 26 de novembro de 2025
- ↑ LAVANDER JUNIOR, Moysés; MENDES, Paulo Augusto (2005). SPR, memórias de uma inglêsa 1ª ed. [S.l.]: Clanel. p. 114. 360 páginas. ISBN 8590529118
- ↑ São Paulo Railway (14 de outubro de 1888). «Alteração do horário dos trens de passageiros». Correio Paulistano, ano XXXV, edição 9635, página 3. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Moacir M. F. Silva (Junho de 1954). «Um Guia Ferroviário Brasileiro do Fim do Século XIX» (PDF). Revista Brasileira de Geografia, Ano XVI, edição 2, página 262. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ «Excursão presidencial: o novo asilo de alienados em Juqueri». Correio Paulistano, ano XLV, edição 12647, página 1, coluna 7. 23 de outubro de 1898. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ FERROVIA (2017). 150 anos da São Paulo Railway - Estações de 3ª Classe nº 172 ed. [S.l.]: Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí. p. 19. 48 páginas
- ↑ «Ferroviária de São Paulo é depredada». Correio Braziliense, edição 7546, página 6. 29 de outubro de 1983. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ «Atraso resulta na depredação de 6 estações em SP». A Tribuna (Santos), ano 103, edição 204, página C4. 15 de outubro de 1996. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (20 de novembro de 1996). «Ratificação de dispensa de licitação nº 890960» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Ineditoriais, página 14. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (22 de agosto de 1998). «Processo TC-37466/926/96» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Legislativo, página 14. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Marcelo Oliveira e Marcelo Cosso (Folha da Tarde) (1 de maio de 1997). «CPTM reabre linha férrea com problemas». Folha de S. Paulo. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Marcelo Oliveira (Folha da Tarde) (1 de maio de 1997). «Governador fiscaliza banheiro feminino 'in loco'». Folha de S. Paulo. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (6 de abril de 2007). «O Sr. Henrique Pacheco ...» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Legislativo, página 9. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (1 de outubro de 2007). «Audiências Públicas realizadas em 15/06, 18/06, 19/06 e 20/06/2007 ...». Internet Archive. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Secretaria Especial de Comunicação (7 de fevereiro de 2012). «Ermelino Matarazzo comemora 86 anos». Prefeitura de São Paulo. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Ralph Mennucci Giesbrecht (2014). «Comendador Ermelino». Estações Ferroviárias do Brasil. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (4 de setembro de 2009). «Processo: 60306 / 2009» (PDF). I Patrimônio. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (31 de agosto de 2011). «Resolução SC 74, de 19-08-2011» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno, Poder Executivo - Seção I, página 49. Consultado em 17 de novembro de 2025
- ↑ Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (6 de maio de 2005). «Extrato de Contrato - CN 837940201104» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Empresarial, Página 28. Consultado em 23 de novembro de 2025
- ↑ «Portfólio: Estação Franco da Rocha». Planservi Engenharia. Consultado em 23 de novembro de 2025
- ↑ Tribunal de Contas do Estado de São Paul (16 de janeiro de 2018). «Despachos do Conselheiro Antônio Roque Citadini». Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Legislativo, Página 8. Consultado em 23 de novembro de 2025
- ↑ Escritório Arquiteto Pedro Taddei e Associados (20 de maio de 2013). «Estação Franco da Rocha». Internet Archive. Consultado em 23 de novembro de 2025
- ↑ Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (23 de janeiro de 2013). «Aviso de Julgamento» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Empresarial, Página 22. Consultado em 23 de novembro de 2025
- ↑ Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (12 de março de 2013). «Extrato de Contrato» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Empresarial, Página 119. Consultado em 23 de novembro de 2025
- ↑ «Tribunal questiona obras e contratações da Linha 7-Rubi da CPTM». Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. 26 de abril de 2017. Consultado em 23 de novembro de 2025
- ↑ «Concessionária TIC Trens assume operação da Linha 7-Rubi nesta quarta». G1. 26 de novembro de 2025. Consultado em 27 de novembro de 2025
- ↑ «TIC Trens assume oficialmente a Linha 7-Rubi a partir desta quarta-feira, 26 - Metrô CPTM». www.metrocptm.com.br. 26 de novembro de 2025. Consultado em 27 de novembro de 2025
- ↑ NAVARRO, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de Tupi Antigo 1ª ed. [S.l.]: Global Editora. p. 198. 620 páginas. ISBN 9788526019331
- ↑ Governo do estado de São Paulo (21 de setembro de 1934). «Decreto nº 6.693 de 21 de setembro de 1934». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 21 de novembro de 2025
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