Estátua de Borba Gato

Estátua de Borba Gato
Estátua de Borba Gato em 2016
AutorJúlio Guerra
Data27 de janeiro de 1957 (69 anos)
Géneroescultura
Técnicaargamassa, pedras, mármore
Altura10 metros
(13 metros com o pedestal)
LocalizaçãoSanto Amaro, São Paulo

Estátua de Borba Gato é um monumento da cidade de São Paulo, localizado na Praça Augusto Tortorelo de Araújo, no distrito de Santo Amaro. Foi construída em homenagem à Manoel de Borba Gato, juiz ordinário e bandeirante paulista responsável por desbravar e povoar do sertão de Minas Gerais, em sua ocasião pertencente à Capitania de São Vicente. Borba Gato também destacou-se na história paulista durante a Guerra dos Emboabas, ao chefiar um exército de bandeirantes contra portugueses, espanhóis[1] e colonos, predominantemente baianos,[2] que desejavam explorar a região das minas.

História

Origens

O monumento é uma homenagem à Manoel de Borba Gato, nascido no ano de 1649, em São Paulo, na região atualmente correspondente à Santo Amaro, e falecido em Sabará, Minas Gerais, no ano de 1734, de acordo com o relato de um sertanista da época.[3] Borba Gato, que durante a juventude acompanhou o sogro Fernão Dias Paes à procura de esmeraldas,[4] tornaria-se um célebre bandeirante na colonização de Minas Gerais e líder aliado dos paulistas durante a Guerra dos Emboabas, um conflito eclodido na primeira metade do século XVIII, no território da Capitania de São Vicente, entre paulistas bandeirantes, reinóis portugueses, espanhóis e colonos de outras parte da América portuguesa;[2] a derrota do exército bandeirante de Borba Gato teve consequências, como a cisão da Capitania de São Vicente e o deslocamento de paulistas para áreas atualmente correspondentes aos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste do Brasil. Manuel de Borba Gato é também conhecido por ter sido o primeiro a descobrir ouro no rio das Velhas, local das lendárias minas de Sabarabuçu,[5] o que lhe valeu a nomeação de guarda-mor.[4]

Construção

O Borba Gato foi projetado por Júlio Guerra, um orgulhoso caipira,[6] tendo iniciado sua obra em 1957, em seu quintal de herança, situado na Avenida João Dias, em Santo Amaro. Quando terminou de esculpir o gesso, Guerra recortou-o em várias partes, moldando-o; dentro dele começou a estruturar o seu gigante com argamassa e assentá-lo de pedras coloridas de basalto e mármore, revestindo-o; as pedras são originárias de vários lugares – as que recobrem o gibão vieram dos municípios mineiros de Congonhas e Ouro Preto, enquanto que as do rosto são fragmentos de mármore rosado, trazidas de Portugal, também foi utilizado mármore branco, trazido do Paraná. Algumas crianças da região tiveram oportunidade de contribuir na construção da obra, assentando pedras à estátua; um menino calçando botas serviu de modelo para que Guerra aperfeiçoasse as botas do Borba Gato.[7]

O escultor, que não optou pelo bronze, material frequentemente utilizado na construção de estátuas e monumentos, precisou arrumar uma solução criativa para estruturar sua obra – como o Borba Gato é grande e os trilhos de bonde eram recorrentes na região, já que o modal começava a ser deixado de lado, Guerra decidiu que aquele material seria o ideal para sustentar sua obra.[8][9] Assim, que o sustenta são trilhos de bonde em seu interior, sendo dois verticais, acompanhando as pernas e um horizontal na altura dos ombros.[7]

Finalizada, a obra contava com 10 metros de altura (13 metros contando seu pedestal) e pesava 20 toneladas, sendo oca por dentro e possuindo quatro respiros de ar para evitar dilatação do material. A obra, iniciada em 1957, foi planejada para ser inaugurada em 1960, data em que Santo Amaro celebraria seus 400 anos fundação como povoado, mas devido ao falecimento de um dos filhos de Guerra, por afogamento, em 1958, o monumento só viria a ser inaugurado em 1963.[7] Borba Gato passou visto como o guardião de Santo Amaro, tornando-se um dos cartões postais mais famosos de São Paulo, integrando o Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo, mantido pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH).[10][11]

Atrás do Borba Gato, contempla o monumento uma estrutura feita em forma de cubo, recoberta por quatro painéis em mosaico de pastilhas, com imagens de José de Anchieta e do índio Caiubi (irmão de Tibiriçá), tendo ao centro o brasão de Santo Amaro e o rio Jurubatuba. Dentre outros personagens históricos santamarenses retratados por Júlio Guerra na estrutura, estão o casal João Paes e Suzana Rodrigues (que aparecem doando a imagem de Amaro de Alia), um metalúrgico, o poeta Paulo Eiró e o sacerdote jesuíta Belchior de Pontes. Há também referências aos primeiros colonos alemães e a uma fábrica de ferro local, a primeira da América do Sul.[12]

Propagandas sociais e políticas

Estátua de Borba Gato em 2020, durante a pandemia de COVID-19

Em 25 de abril de 1984, foi colocada uma placa que dizia Minha bandeira também é DIRETAS JÁ, referente ao movimento civil que defendia a retomada das eleições diretas ao cargo de presidente da República no Brasil.[13]

Em setembro de 1985, cinquenta anos após o município de Santo Amaro ser incorporado ao município de São Paulo, sob ordens do interventor federal Armando de Sales Oliveira, como punição pela participação de sua sociedade durante a Revolução Constitucionalista de 1932, os moradores do distrito elaboraram a realização de um plebiscito, discutindo a restauração municipal.[14] Contrariamente, foi instalada uma placa no Borba Gato, com a frase Diga Não à Separação.[15]

Em 2008, artista Eduardo Srur, destacado em intervenções urbanas, dentre diversos patrimônios públicos, escolheu a estátua do Borba Gato para instalar um colete salva-vidas, sendo o maior, de seis metros.[16][17]

Em maio de 2020, com o uso obrigatório de máscaras no estado de São Paulo, decorrente da pandemia de COVID-19, que à época havia atingido mais de 50 mil pessoas no estado, a fim de conscientizar a população contra o coronavírus, a estátua ganhou sua própria máscara.[18]

Críticas e vandalismos

O monumento suscita polêmicas por questões estéticas e já foi condenado por alguns críticos como kitsch devido sua aparência,[19][20] após a década de 2010 também passou a ser alvo de reiterados protestos e atos de vandalismo, em razão de boatos de que Manuel de Borba Gato supostamente teria praticado – contra indígenas – violação sexual, predação, assassinatos e genocídio,[21] embora historicamente, sua única acusação de crime conhecida, seja o assassinato de um emissário da coroa, Rodrigo de Castelo Branco, em 1682,[22][23] tal fato que levou o bandeirante a optar por viver isolado cerca de quinze a dezoito anos entre indígenas botocudos, ainda a ponto de ser respeitado como um cacique.[24]

Em setembro de 2016, a estátua foi vandalizada com tinta vermelha e pichada com as frases "bandeirante ruralista assassino" e "guarani kaiowa resiste."[25][26] O ator gaúcho Paulo Cesar Pereio, um dos autores do vídeo satírico Borba Gato, o bagulho maravilha,[27] acusou bandeirante de massacrar índios, estuprar índias e que, ao enriquecer explorando ouro em Minas Gerais,[carece de fontes?] teria escapado impune de acusações de ter assassinado Rodrigo de Castelo Branco.[28][29]

Atentado em 2021

Estátua de Borba Gato em 2021, quando foi incendiada por manifestantes

Em julho de 2021, sob influência de uma onda de protestos nos Estados Unidos decorrentes do assassinato de George Floyd, que envolveu a derrubada de uma série de monumentos de figuras históricas,[30][31] o motoboy Paulo Galo, líder dos Entregadores Antifascistas de São Paulo, e o motorista de aplicativo Danilo Silva Oliveira, autodeclarados integrantes do movimento Revolução Periférica, envolveram o pedestal da estátua de Borba Gato com pneus, e os incendiaram com gasolina. Ambos se apresentaram voluntariamente à polícia, Danilo foi liberado, mas Paulo ficou preso temporariamente. A esposa de Paulo, Géssica de Paula Silva Barbosa, também foi detida — embora não tivesse participado do ato — tendo sido liberada após passar dois dias na prisão.[32][33][34][35][36][37][38][39] À imprensa, Paulo Galo declarou:

O ato foi para abrir um debate. Em nenhum momento, foi feito para machucar alguém ou querer causar pânico. Que as pessoas agora decidam se querem ter uma estátua de 13 metros de altura que homenageia um genocida e um abusador de mulheres.[40]

De acordo com a jornalista Laura Capriglione, em seu artigo – posteriormente excluído – #ForaBorbaGato: ou a Revolução será periférica ou não será! publicado no blog Jornalistas Livres, durante o atentado um jovem teria dado a seguinte declaração:

Não podemos permitir que esse símbolo do Genocídio se perpetue. Borba Gato fez parte do passado, mas não precisa fazer parte do nosso presente. Homenageá-lo é perpetuar o culto ao assassino que ele foi. É uma afronta a todos os espíritos dos homens e mulheres que ele matou. Manter Borba Gato em seu pedestal significa uma autorização para que, amanhã, sejam construídos monumentos para homenagear o genocida Jair Bolsonaro ou os milicianos que atuam nas favelas de todo o País, semeando a morte.[41]

Em resposta aos ataques, o escritor Eduardo Bueno afirma que quem participou da destruição das missões jesuíticas e do aprisionamento em larga escala dos guaranis – povo mais afeito ao trabalho agrícola – foi o sogro de Borba Gato, Fernão Dias.

Os índios da região de Minas Gerais, onde Borba Gato circulava, eram os chamados 'índios de língua travada', os índios não Tupis, que você não conseguia reduzir à escravidão com lucro efetivo. Ele [Borba Gato] já tinha desistido de escravizá-los, mas não por uma questão de bondade ou não porque os bandeirantes não escravizavam, mas porque ele não via utilidade em escravizá-los. [...] Circunstancialmente, ele não precisou escravizar índios. Ele estava lá por uma busca mineral.[42]

Bueno também posicionou-se contra a atentados do gênero e defendeu o bandeirante das acusações:

Além de queimar estátua ser uma coisa estúpida por si, ainda por cima queimaram a estátua errada [...] O Borba Gato não foi um caçador de índio [...] Sou totalmente contrário ao vandalismo e ao ataque aos monumentos.[43]

Em dezembro de 2022, Paulo Galo foi condenado a 3 anos de prisão em regime aberto, pena substituída por prestações de serviços comunitários,[44] enquanto que outros réus, Danilo Silva de Oliveira e Thiago Vieira Zem, foram absolvidos.[44] O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou suas redes sociais para expressar indignação com a prisão de Paulo Galo;[45] personalidade políticas paulistanas como Erica Malunguinho (PSOL), natural de Recife, mas atuante em São Paulo, autora de projeto de lei que propõe a transferência de estátuas da história colonial paulista expostas em locais públicos para museus,[46] comparou Borba Gato à Adolf Hitler;[47] a santista Luana Alves Silva (PSOL) e o paulistano Guilherme Boulos (PSOL) propuseram remover o Borba Gato e substituí-lo por figuras históricas de outros estados brasileiro, como os líderes quilombolas Tereza de Benguela,[48] relacionada à história de Mato Grosso e Zumbi dos Palmares, de Pernambuco.[49] O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, lamentou o atentado afirmou que a restauração da estátua seria custeado por um empresário.[50]

Referências

  1. Brasil Lutas Internas (1500 - 1916) (PDF). [S.l.: s.n.] p. 48 
  2. a b GOMES, Filipe de Melo (2020). A Guerra dos Emboabas: As figurações sociais no alvorecer do Leviatã Mineiro. [S.l.: s.n.] p. 64 
  3. TAUNAY, Afonso d'Escragnolle. Relatos Sertanistas. [S.l.: s.n.] p. 58 
  4. a b «História dos bairros paulistanos – Santo Amaro» 
  5. «Borba Gato, obra de Júlio Guerra na entrada de Santo Amaro» 
  6. «O homem que esculpiu o Borba Gato – + de 50 Anos de Textos». 27 de fevereiro de 2013. Consultado em 26 de abril de 2025 
  7. a b c «Guardião de Santo Amaro, Borba Gato faz 50 anos». Diário do Comércio. 2013 
  8. Nascimento, Douglas (27 de janeiro de 2013). «Monumento de Borba Gato - São Paulo Antiga». São Paulo Antiga. Consultado em 4 de março de 2019 
  9. «A Estátua De Santo Amaro – O Borba Gato». São Paulo In Foco. 3 de março de 2017. Consultado em 4 de março de 2019 
  10. «Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo» (PDF) 
  11. «Santo Amaro - dr. Pintassilgo». Migalhas. 15 de fevereiro de 2006. Consultado em 24 de abril de 2025 
  12. «Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo». Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Consultado em 24 de abril de 2025 
  13. Nascimento, Douglas (27 de janeiro de 2013). «Monumento de Borba Gato » São Paulo Antiga». São Paulo Antiga. Consultado em 24 de abril de 2025 
  14. «Há 30 anos, Santo Amaro recusou separar-se de SP - Notícias». Estadão. Consultado em 24 de abril de 2025 
  15. Thais Chang Waldman (25 de dezembro de 2019). «Os bandeirantes ainda estão entre nós: reencarnações entre tempos, espaços e imagens». Ponto Urbe. Revista do núcleo de antropologia urbana da USP (25). ISSN 1981-3341. doi:10.4000/pontourbe.7346. Consultado em 24 de abril de 2025 
  16. «Folha de S.Paulo - Srur veste colete salva-vidas em estátuas de SP - 17/10/2008». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 24 de abril de 2025 
  17. «Agora, o artista resolveu botar coletes salva-vidas em algumas obras de São Paulo, como o Borba Gato - Cidades - Estadão». Cidades. Consultado em 24 de abril de 2025 
  18. «Monumentos da cidade de São Paulo ganham máscaras de proteção contra Covid-19». CNN Brasil. Consultado em 24 de abril de 2025 
  19. Sívio Cioffi e Carlos A.C.Lemos (30 de janeiro de 1983). «O kitsch, por um arquiteto». Folha de S.Paulo, ano 62, edição 19660, Caderno Mulher, Ano 1, edição 43, página 9. Consultado em 30 de julho de 2021 
  20. Maurício Xavier, Júlia Gouveia e Lilo Barros (7 de fevereiro de 2013). «Memória Paulistana: estátua de Borba Gato completa 50 anos». Veja São Paulo. Consultado em 30 de julho de 2021 
  21. Borba Gato não foi caçador de índios: queimaram a estátua errada, diz Eduardo Bueno. Jornal de Brasília, 30 de julho de 2021.
  22. «Queimaram a estátua errada: Borba Gato viveu entre indígenas e matou colonizador». www.gazetadopovo.com.br. Consultado em 24 de abril de 2025 
  23. GOMES LIMA, Edelberto Augusto (2025). Fragmentos da história de Minas Gerais. [S.l.: s.n.] p. 9 
  24. BUENO, Eduardo (2003). Brasil, uma história. [S.l.: s.n.] 
  25. «Estátua do Borba Gato é pichada por manifestantes». VEJA SÃO PAULO. Consultado em 18 de janeiro de 2020 
  26. «Estátua do Borba Gato e Monumento às Bandeiras são 'pichados' em SP - 30/09/2016 - Cotidiano». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de janeiro de 2020 
  27. Vídeo: Borba Gato, o bagulho maravilha. YouTube, 2007.
  28. «Estátua de Borba Gato: entenda porque manifestantes a incendiaram». O Tempo. 24 de julho de 2021. Consultado em 24 de julho de 2021 
  29. «Borba Gato "empurra" Rodrigo de Castelo Branco num "sumidouro" (buraco de mina) - 28/08/1682 de ( registros)». www.brasilbook.com.br. Consultado em 23 de abril de 2025 
  30. demonumenta (20 de agosto de 2022). «Borba Gato». demonumenta. Consultado em 24 de abril de 2025 
  31. «Ataque à estátua de Borba Gato, novas ameaças e divisão política». Noticias R7. 26 de julho de 2021. Consultado em 24 de abril de 2025 
  32. ‘Campanha pela liberdade é importante para que Justiça veja que não estamos sozinhos’, diz Géssica após ser solta. Por Beatriz Drague Ramos. Ponte Jornalismo, 1º de agosto de 2021
  33. Géssica Barbosa tem prisão revogada após ser presa por fogo no Borba Gato; Galo pode ter prisão prorrogada. Por Beatriz Drague Ramos. Ponte Jornalismo, 30 de julho de 2021
  34. Líder dos entregadores Paulo ‘Galo’ é preso por incêndio de estátua de Borba Gato. ‘Galo’ se entregou voluntariamente e prestou depoimento.. Por Getúlio Xavier. Carta Capital, 28 de julho de 2021
  35. Justiça determina prisão de suspeito de incendiar estátua do Borba Gato; 'objetivo foi abrir debate sobre o genocida e abusador de mulheres', diz preso
  36. «Estátua de bandeirante Borba Gato é incendiada em São Paulo». O Globo. 24 de julho de 2021. Consultado em 24 de julho de 2021 
  37. Albuquerque, Flávia (24 de julho de 2021). «Polícia investiga incêndio em estátua de Borba Gato na capital de SP». Agência Brasil. Consultado em 24 de julho de 2021 
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  39. Souza, Ludmilla (25 de julho de 2021). «Polícia prende suspeito de vandalismo na estátua do Borba Gato em SP». Agência Brasil. Consultado em 25 de julho de 2021 
  40. «Estátua de Borba Gato é incendiada em São Paulo». G1. 24 de julho de 2021. Consultado em 24 de julho de 2021 
  41. «#ForaBorbaGato: ou a Revolução será periférica ou não será!». web.archive.org. 24 de julho de 2024. Consultado em 23 de abril de 2025 
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  43. «Borba Gato não foi caçador de índios, queimaram a estátua errada, diz Eduardo Bueno». Folha de S.Paulo. 29 de julho de 2021. Consultado em 23 de abril de 2025 
  44. a b «Justiça de SP condena motoboy por incendiar estátua de Borba Gato; ato alçou debate sobre homenagens a escravocratas». G1. 18 de dezembro de 2022. Consultado em 24 de abril de 2025 
  45. «Lula: 'Impressiona a rapidez do Estado para prender alguém por queimar estátua'». CartaCapital. 28 de julho de 2021. Consultado em 24 de abril de 2025 
  46. «Deputada do Psol quer retirar estátuas e mudar nomes de prédios relacionados à escravidão». www.gazetadopovo.com.br. Consultado em 24 de abril de 2025 
  47. «É uma resposta da sociedade, diz Erica Malunguinho sobre estátua incendiada». UOL 
  48. «Vereadora de São Paulo propõe trocar estátua de Borba Gato por uma de Tereza de Benguela, líder quilombola do século 18». G1. 30 de julho de 2021. Consultado em 24 de abril de 2025 
  49. «A reescrita da história e a versão dos oportunistas». www.gazetadopovo.com.br. Consultado em 24 de abril de 2025 
  50. «Prefeito de SP lamenta incêndio em estátua do Borba Gato e diz que empresário irá doar valor para restaurar monumento». G1. 26 de julho de 2021. Consultado em 24 de abril de 2025