Academia da Força Aérea (Brasil)
| Academia da Força Aérea | |
|---|---|
![]() Brasão da AFA | |
| País | |
| Corporação | |
| Subordinação | Diretoria de Ensino da Aeronáutica |
| Missão | Ensino militar |
| Sigla | AFA |
| Criação | 1960 (66 anos) |
| Aniversários | 10 de julho |
| Marcha | Canção do Cadete da Academia da Força Aérea |
| Lema | Ninho das Águias |
| Comando | |
| Comandante | Marcello Lobão Schiavo [1] |
| Sede | |
| Sede | Pirassununga - |
| Página oficial | «Página oficial» |
A Academia da Força Aérea (AFA) é um estabelecimento de ensino em nível superior da Força Aérea Brasileira, situado em Pirassununga, Estado de São Paulo e reconhecido pelo Ministério da Educação. Integra o sistema de formação e aperfeiçoamento de pessoal do Comando da Aeronáutica (COMAER) e está subordinada à Diretoria de Ensino (DIRENS) da Força Aérea Brasileira (FAB). Tem como finalidade a formação de oficiais da ativa para os quadros de aviadores, intendentes e infantes da FAB.[2]
É internacionalmente reconhecida pela excelência na formação de seus pilotos militares e, por meio de cooperação entre o Estado Maior da Aeronáutica (EMAER) e nações amigas, forma, também oficiais de outros países da América Latina e África, na maioria, países de fala hispânica ou portuguesa (por ano, são admitidos até dez cadetes estrangeiros).
O ingresso na AFA ocorre mediante a aprovação em concursos públicos anuais de admissão, de âmbito nacional. As informações sobre esses concursos estão disponíveis em todas as organizações do Comando da Aeronáutica.
Atualmente, a Academia forma oficiais dos seguintes cursos:[3][4]
- Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAv)
- Curso de Formação de Oficiais Intendentes (CFOInt)
- Curso de Formação de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica (CFOInf)
Além disso, todos os cadetes da Academia, ao final do curso, recebem o título de bacharéis em Administração, com ênfase em Administração Pública.
Histórico
O emprego de aeronaves em operações de combate durante a Primeira Guerra Mundial confirmou a aviação como fator determinante nos campos de batalha. Antes de encerrado o conflito, o governo brasileiro já providenciava a organização da Escola de Aviação Militar. A Escola de Aviação Militar do Exército Brasileiro foi inaugurada em julho de 1919, com a orientação técnica da Missão Militar Francesa, funcionando no Campo dos Afonsos.[5]
A Escola de Aviação Militar ganhou grande impulso com a criação da Arma de Aviação em janeiro de 1927, recebendo grande quantidade de aviões novos. Não dispondo de unidades militares de aviação, o Exército empregou a escola como força de combate nas Revoluções de 1922, 1924 e 1930. Em janeiro de 1941, foi criado o Ministério da Aeronáutica e, em março do mesmo ano, foram extintas a Escola de Aeronáutica do Exército (denominação da Escola de Aviação Militar a partir de dezembro de 1940) e a Escola de Aviação Naval, sendo criadas a Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, e a Escola de Especialistas da Aeronáutica, na Ponta do Galeão, antiga Escola de Aviação Naval. A AFA é a instituição sucessora da antiga Escola de Aeronáutica, originalmente sediada no Campo dos Afonsos e que, no passado, formou oficiais aviadores e intendentes para a FAB, desde a criação do antigo Ministério da Aeronáutica, em 1941.[5]

Em 17 de outubro de 1960, foi inaugurado o Destacamento Precursor de Aeronáutica, durante as festividades da semana da Asa, com a presença do Exmo. Sr Ministro. da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Francisco de Assis Corrêa de Mello, do Governador do Estado de São Paulo e de outras autoridades.[5] A nova Escola teve como primeiro Comandante o Major Aviador Aloysio Lontra Netto.
A mudança de denominação, de Escola de Aeronáutica para Academia da Força Aérea (AFA), deu-se no ano de 1969. Em 1971 a Academia foi transferida para suas novas instalações em Pirassununga, São Paulo[5], município que reunia as melhores condições de clima e temperatura de todo o país para a prática de atividades de instrução aérea.
No final do ano de 1971 a AFA formou a primeira turma de oficiais aviadores e intendentes.
Instalações prediais e infraestrutura
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As instalações da AFA, em Pirassununga, foram construídas de acordo com um plano diretor, o qual pode ser modificado conforme com eventuais necessidades, desde que aprovado pelas autoridades competentes. A Academia dispõe de uma área construída de 215 246 m², sendo 141 800 m² de área administrativa e 73 246 m² de área residencial.[5]
A Academia conta com uma estação de tratamento de água e rede hidráulica com aproximadamente 15 km, com capacidade de 6 milhões de litros/dia, utilizando as águas do Rio Mojiguaçu, próximo ao distrito de Cachoeira de Emas, importante polo turístico da região. O sistema de energia elétrica constitui-se de 41 km de redes (aéreas e subterrâneas) de tensão. A rede viária tem 50 km, e a rede telefônica tem cerca de 23 km.[5]
Cursos de Formação de Oficiais
Os Cadetes Infantes (CFOInf) estudam Métodos de Defesa e Segurança das Instalações Militares, Emprego de Defesa Antiaérea de Aeródromos e Sítios, Comando de Frações de Tropas e do Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC), além Legislação Militar, Direito Militar, Emprego de Armamento, Serviço Militar e Mobilização, entre outras.[4] Os Infantes ainda passam pelos Estágios de: Básico de Combatente de Montanha e de Instrutor de Tiro. A instrução de Paraquedismo para os infantes é ministrada pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, o PARA-SAR, e tem o objetivo de capacitá-los ao desempenho de missões de ataque e resgate. Após quatro anos de formação acadêmica, são declarados Aspirantes a Oficial e começam a desempenhar suas atividades operacionais de combatente terrestre, como elemento-chave do Sistema de Defesa do Comando da Aeronáutica, em todo o território nacional.
Os Cadetes Intendentes (CFOInt) estudam em laboratórios de administração e intendência, onde aprendem a ciência e a tecnologia moderna da gestão econômico-financeira e dos serviços especializados de intendência, preparando-se assim para as tarefas de um combatente de superfície, integrado ao sistema logístico do Comando da Aeronáutica.[4] Após quatro anos acadêmicos, são declarados Aspirantes a Oficial e começam a desempenhar suas atividades administrativo-operacionais nas diversas Organizações do Comando da Aeronáutica, distribuídos por todo o território nacional. O Curso de Formação de Oficiais Intendentes aceita matrícula de cadetes do sexo feminino na AFA.
Os Cadetes Aviadores (CFOAv) iniciam a instrução aérea na 2ª série, voando o T-25 "UNIVERSAL", avião de instrução primária/básica de fabricação nacional, e, nessa aeronave, voam cerca de 75 horas. Na 4ª série, os cadetes realizam a sua instrução na aeronave T-27 "TUCANO", turboélice de instrução avançada, também de fabricação nacional, no qual voam cerca de 130 horas.[4]
Aeródromo
- Campo Fontenelle
- Abreviatura: SBYS (ICAO) ou QPS (IATA)
Ver também
- Academia Militar das Agulhas Negras
- Aeródromo Campo de Fontenelle
- Cachoeira de Emas
- Centro Experimental Aramar
- Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica
- Escola Naval (Brasil)
- Esquadrilha da Fumaça
- Força Aérea Brasileira
- Fazenda da Aeronáutica de Pirassununga
- Instituto Militar de Engenharia
- Instituto Tecnológico de Aeronáutica
- Rio Mojiguaçu
Referências
- ↑ Comandante
- ↑ «Missão, Visão e Valores». Academia da Força Aérea. Consultado em 18 de Agosto de 2024
- ↑ Cursos de Formação - dados sobre os cursos, verificado a 18 de Agosto de 2024
- ↑ a b c d «A Academia da Força Aérea - AFA». Concursos Militares. Consultado em 18 de Agosto de 2024
- ↑ a b c d e f «Sofre a AFA». Academia da Força Aérea. Consultado em 18 de Agosto de 2024

