Encontro Brasileiro de Violas da Gamba
| Encontro Brasileiro de Violas da Gamba | |
|---|---|
| Status | Ativo |
| Frequência | Anual |
| Local | Brasil |
| País | |
| Primeira edição | 1981 |
| Participantes | Gambistas, luthiers e pesquisadores |
| Área | Viola da gamba; Música antiga |
Os Encontros Brasileiros de Violas da Gamba de 1981, 1983, e 1985 foram eventos pioneiro voltados à prática e difusão da viola da gamba no Brasil, reunindo intérpretes, luthiers e estudiosos em atividades pedagógicas e artísticas. As três edições nos anos 80 foram organizadas por Myrna Herzog, representante no país da American Society of Viols da Gamba, enquanto que as edições realizadas a partir de 2015 for organizadas pela Associação Brasileira de Viola da Gamba.
A primeira edição ocorreu em fevereiro de 1981, no Rio de Janeiro, com caráter não comercial e participação de quinze músicos vindos de cidades como São Paulo, Campinas, Piracicaba, Curitiba, Belo Horizonte e Niterói. A programação incluiu seminários na sede da Pró-Arte, concertos no sítio de Roberto de Regina em Campo Grande, palestras sobre conservação de instrumentos (com Joaquim Pinheiro) e ornamentação italiana (com Abel Vargas), além de sessões práticas com repertório de Henry Purcell e outros compositores dos períodos Renascença e Barroco. O encontro também abordou questões técnicas, como a dificuldade de obtenção de cordas de tripa adequadas para o instrumento, e incentivou o diálogo entre músicos de diferentes regiões, combatendo o regionalismo na música antiga.[1]
A segunda edição foi realizada em janeiro de 1983, em Curitiba, como parte da I Oficina de Música da cidade. Reuniu cerca de vinte gambistas de diversas regiões do país e promoveu aulas, concertos e atividades de ornamentação musical voltadas à prática historicamente informada. O evento destacou a presença da viola da gamba em grupos locais como a Camerata Antiqua e o Conjunto Renascentista, e contou com a participação do luthier Joaquim Pinheiro, que apresentou modelos e técnicas de construção do instrumento. A programação incluiu apresentações de consorts, debates técnicos e concertos com entrada franca no Solar do Barão.[2]
Em julho de 1985, Myrna Herzog organizou, na Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio), o terceiro Encontro Brasileiro de Violas da Gamba, realizado no contexto do II Seminário de Música Antiga promovido pela instituição. O encontro, descrito pela imprensa como um inédito ajuntamento de gambistas vindos de diversos estados brasileiros, foi apontado por Herzog como um sinal de amadurecimento da prática de música antiga no país, em especial no repertório para cordas friccionadas históricas. Segundo ela, o seminário representava a primeira iniciativa inteiramente dedicada à música antiga, e o crescimento do número e da qualidade dos intérpretes contribuía para superar a antiga sensação de isolamento entre gambistas no Brasil.[3]
Em 2015, a Associação Brasileira de Viola da Gamba realizou mais uma edição do Encontro de Viola da Gamba, reunindo estudantes, profissionais e entusiastas do instrumento em atividades de formação, masterclasses, palestras e apresentações. O evento destacou a diversidade de repertórios possíveis para consorts de violas, além de promover a troca entre gambistas de diferentes regiões do país. A programação incluiu aulas práticas, oficinas temáticas e concertos, reforçando o papel do encontro como um dos principais espaços de difusão e fortalecimento da prática da viola da gamba no Brasil.[4]
Em 2016, a Associação Brasileira de Viola da Gamba promoveu mais uma edição do Encontro de Viola da Gamba, reunindo gambistas de diferentes regiões do país para atividades de formação, prática de consort, palestras e apresentações. O evento reforçou o compromisso da associação com a difusão da viola da gamba no Brasil, oferecendo aulas especializadas, oficinas temáticas e concertos que destacaram tanto repertórios históricos quanto novas abordagens interpretativas. A edição de 2016 consolidou o encontro como um dos principais espaços de intercâmbio e fortalecimento da comunidade gambística brasileira.[5]
O Encontro Brasileiro de Viola da Gamba de 2017 foi realizado entre 7 e 10 de setembro, com apoio da Universidade Estadual de Londrina, reunindo 22 gambistas de diversas regiões do país. A edição contou com a presença da professora e gambista Sarah Mead, da Brandeis University (EUA), integrante da diretoria da Associação Americana de Viola da Gamba. O evento teve início com o lançamento da tradução comentada de A defesa da Viola da Gamba contra as investidas do violino e pretensões do violoncelo, realizada por Kristina Augustin, seguido da apresentação do grupo brasiliense Gambas Candangas. As atividades incluíram prática de consort em quatro grupos orientados por Sarah Mead, Mario Orlando, Lenora Pinto Mendes e Kristina Augustin, além de palestras de Rael Gimenes sobre composição contemporânea para gambas — incluindo a estreia de Lamento di Gamba — e a apresentação do primeiro modelo de viola da gamba elétrica construído pelo luthier Ângelo Mendes.[6]
O Encontro Brasileiro de Viola da Gamba de 2018 reuniu gambistas de diferentes regiões do país em uma programação dedicada à prática de consort, formação continuada e intercâmbio artístico. A edição contou com aulas, oficinas e apresentações que enfatizaram tanto o repertório histórico quanto abordagens contemporâneas para o instrumento, fortalecendo a comunidade gambística brasileira e ampliando o alcance pedagógico da Associação Brasileira de Viola da Gamba.[7]
O Encontro de Viola da Gamba de 2019, promovido pela Associação Brasileira de Viola da Gamba, reuniu gambistas de diferentes regiões do país em um formato adaptado às circunstâncias daquele ano, mantendo o foco na prática de consort, no estudo do repertório histórico e no intercâmbio entre intérpretes. A programação incluiu aulas, oficinas e atividades colaborativas conduzidas por professores especializados, reforçando o compromisso da associação com a continuidade da formação e da difusão da viola da gamba no Brasil, mesmo em um contexto desafiador.[8]
O Encontro de Viola da Gamba de 2024 reuniu gambistas de diversas regiões do país em uma programação voltada à prática de consort, formação continuada e troca artística entre intérpretes. A edição contou com oficinas, aulas especializadas e atividades colaborativas conduzidas por professores experientes, além de apresentações que destacaram repertórios históricos e abordagens contemporâneas para o instrumento. O evento reforçou o papel da Associação Brasileira de Viola da Gamba na promoção e no fortalecimento da comunidade gambística brasileira.[9]
O Encontro de Viola da Gamba de 2025 foi promovido pela Associação Brasileira de Viola da Gamba, com apoio da Universidade Federal Fluminense e do Centro Educacional de Niterói. A edição concentrou-se na prática de grandes grupos de viola da gamba, reunindo todos os participantes em três tardes de ensaios coletivos com repertório previamente selecionado e enviado no momento da inscrição. As manhãs foram dedicadas à prática individual e ao trabalho em pequenos grupos, mantendo o foco na formação técnica e no desenvolvimento colaborativo da comunidade gambística brasileira.[10]
Ver também
- Viola da gamba
- Myrna Herzog
- Música antiga
- Pró-Arte
- ↑ «Um Raro Encontro de Violas de Gamba na Pró-Arte». Jornal do Brasil. 5 de fevereiro de 1981. p. Caderno B, 2. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Abre hoje em Curitiba o 2.º Encontro de Violas de Gamba». Diário da Tarde. 7 de janeiro de 1983. p. 4. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ Luiz Paulo Horta (2 de julho de 1985). «Na Uni-Rio, cantos e danças do Barroco». Jornal do Brasil. p. Caderno B, 2
- ↑ «Encontro de Viola da Gamba 2015». Associação Brasileira de Viola da Gamba. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Encontro de Viola da Gamba 2016». Associação Brasileira de Viola da Gamba. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Encontro Brasileiro de Viola da Gamba – 2017». Associação Brasileira de Viola da Gamba. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Encontro Brasileiro de Viola da Gamba – 2018». Associação Brasileira de Viola da Gamba. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Encontro de Viola da Gamba – 2019». Associação Brasileira de Viola da Gamba. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Encontro de Viola da Gamba – 2024». Associação Brasileira de Viola da Gamba. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Encontro de Viola da Gamba 2025». Associação Brasileira de Viola da Gamba. Consultado em 28 de dezembro de 2025