Emiliano da Costa
| Emiliano da Costa | |
|---|---|
| Nome completo | Augusto Emiliano da Costa |
| Nascimento | 3 de Dezembro de 1884 |
| Morte | 1 de Janeiro de 1968 |
| Nacionalidade | Português |
| Alma mater | Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra |
| Ocupação | Médico e poeta |
Augusto Emiliano da Costa (Tavira, 3 de Dezembro de 1884 - Estoi, 1 de Janeiro de 1968) foi um médico e poeta português.
Biografia
Nasceu na cidade de Tavira, em 3 de Dezembro de 1884.[1] Depois de ter feito os seus primeiros estudos em Beja, frequentou Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1914.[1]
Fixou-se como médico em Estoi, tendo exercido naquela localidade até ter atingido o limite de idade.[1] Paralelamente à sua carreira na medicina, desenvolveu o gosto por várias práticas artísticas, como o desenho e a pintura, e principalmente a escrita.[1] O seu primeiro livro foi Helianthos, publicado em 1926, seguido de Rosairinha em 1940, Relampos em 1943, As Saudades do Silêncio em 1947, Cromo-Sinfonias em 1948, Pampilhos em 1949, Concerto ao Ar Livre em 1950, Cânticos e Toadas em 1952, Apontamentos em 1954, Poesias Escolhidas em 1956, Asas em 1957, Pinturescas em 1959, e Intimidades em 1961.[1] Além dos livros, também publicou os seus trabalhos na imprensa, nomeadamente no jornal Correio do Sul.[1] A sua obra literária foi alvo de três estudos por parte do investigador Elviro da Rocha Gomes: Glossário Sucinto para melhor compreensão do Poeta Emiliano da Costa, O Poema épico em 10 cânticos de Emiliano da Cossta e Emiliano da Costa (História do reconhecimento do seu valor como poeta.[1]
Segundo um artigo do jornalista José Rebelo de Bettencourt, publicado em 1964 na Gazeta dos Caminhos de Ferro, Emiliano da Costa «transformou em palavras irmãs a medicina e a poesia».[2]
Em 17 de Junho de 1956, o jornal República noticiou que a Comissão Cultural da Casa do Algarve tinha promovido uma sessão de homenagem a Emiliano da Costa, para comemorar a integração de trabalhos seus numa antologia poética portuguesa, que iria ser publicada em Roma, e o lançamento de uma compilação das suas obras.[3] No dia 2 de Dezembro desse ano, o jornal Diário Ilustrado informou que no dia anterior tinha sido dado o nome de Emiliano da Costa à antiga rua Roque de Freire, em Tavira.[4]
Faleceu em 1 de Janeiro de 1968, em Estoi, aos 83 anos de idade.[1] Na sequência da sua morte, foi considerado pelo jornal Correio do Sul como um dos «mais lídimos valores» e «uma das figuras intelectuais mais representativas» do Algarve, além de «um dos grandes poetas da sua geração».[1]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i «Morreu o poeta Emiliano da Costa» (PDF). Correio do Sul. Ano XLIX (2587). Lisboa. 4 de Janeiro de 1968. p. 1, 4. Consultado em 4 de Janeiro de 2025 – via Hemeroteca Digital do Algarve
- ↑ BETTENCOURT, Rebelo de (1 de Dezembro de 1964). «O Algarve e o poeta Emiliano da Costa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 77 (1847). Lisboa. p. 346. Consultado em 4 de Janeiro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa
- ↑ «Serão dedicado ao poeta algarvio Emiliano da Costa» (PDF). República (9156). Lisboa. 17 de Junho de 1956. p. 8. Consultado em 4 de Janeiro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa
- ↑ «Homemagem ao poeta Emiliano da Costa» (PDF). Diário Ilustrado. Lisboa. 2 de Dezembro de 1956. p. 15. Consultado em 4 de Janeiro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa