Estoi

Estoi
Freguesia
Gentílico estoiense
Localização
História
Fundação 2025-03-14 (refundação)
Administração
Tipo Junta de freguesia
Características geográficas
Área total 46,59 km²
População total (2011) 3 652 hab.
Densidade 78,4 hab./km²

Estoi é uma localidade portuguesa do Município de Faro que é sede da Freguesia de Estoi, freguesia que tem 46,59 km² de área e 3 652 habitantes (2011), tendo, por isso, uma densidade populacional de 78,4 hab/km², o que lhe permite ser classificada como uma Área de Baixa Densidade (portaria 1467-A/2001).[1]

A 9 de dezembro de 2004, foi aprovada na Assembleia da República a alteração do nome da freguesia de Estói para Estoi.[2]

A Freguesia de Estoi foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com a Freguesia de Conceição, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Conceição e Estoi com sede em Conceição.[3]

Mas em 14 de março de 2025, as freguesias agregadas foram repostas às suas características iniciais pela lei n.º 25-A/2025, pelo que a Freguesia de Estoi foi de novo reposta.[4]

Localização da Freguesia de Estoi no Município de Faro

População

População da Freguesia de Estoi[5]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
3 990 4 268 5 107 5 014 4 411 4 153 4 283 4 267 4 238 3 911 3 103 3 184 3 100 3 538 3 652

Património

  • Ruínas romanas de Milreu que se localizam a oeste e ainda nas proximidades de Estoi, as quais nos oferecem uma rara oportunidade de ver como viviam os Romanos entre os séculos I e IV d.C. Estas ruínas revelam características de uma formação de vila de peristilo, com cerca de 22 colunas ao redor de um pátio aberto com jardim e respectivo tanque de água. Esta Vila foi decorada com mosaicos, nomeadamente a nascente do peristilo, com figuras que representam a fauna marinha. Escavações trouxeram a luz um extenso complexo edificado do século III d.C e que constitui-se de uma casa senhorial, instalações agrícolas, um balneário e um templo. [6]
  • Palácio de Estoi, ou Casa de Estoi, com os seus jardins, fontes e estatuária. Imóvel nobre reestruturado no final do século XIX e que é o melhor exemplo do género no distrito de Faro, o Palácio de Estoi é um palácio que segue a linha de estilo Rococo. Famoso por seus jardins e murais de azulejo. O Palácio foi construído ao fim do século XIX e é o melhor exemplo deste estilo arquitetônico no distrito de Faro.[7]
  • Igreja Matriz de Estoi localizada no centro da povoação, de estilo neoclássico. Suas construções originais datam desde o século XV, porém esta foi significativamente danificada com o sismo ocorrido em 1755. Posteriormente, sucedeu-se sua restauração, tornando-se assim no século XIX um prédio de estilo neoclássico. O arquiteto italiano Francisco Xavier Fabri, foi o responsável por esta reforma e alguns outros exemplos de suas obras estão localizados em cidades vizinhas, notavelmente, o Arco da Vila em Faro. [8]
Ruínas romanas de Milreu

Festas

A principal manifestação cultural de Estoi é a Festa da Pinha.[9]

Referências

  1. Teixeira, Ângelo José Lopes (2006). Tipologia sócio-económica das freguesias da Região do Algarve, 1991 - 2001, Dissertação de mest., Economia Regional e Desenvolvimento Local, Faculdade de Economia, Univ. do Algarve
  2. «Lei nº 32/2005» (PDF). Diário da República. Consultado em 3 de Janeiro de 2014 
  3. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.
  4. «Reposição de freguesias agregadas». Diário da República. 13 de março de 2025. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  5. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  6. Hauschild, Theodor (2002), Milreu. Ruinen (em alemão), Lisbon, Portugal: Kultusministerium 
  7. José Carlos Vilhena Mesquita, O Palácio de Estoi. Subsídios para a sua história. Faro. 1982.
  8. Visiting Estoi. wetravelportugal.com. Retrieved 7 Maio 2020.
  9. Carlos, Laura (2013). Manifestação cultural - alterações ao longo do tempo: estudo de caso - Festa da Pinha.

Ligações externas