Eli-Eri Moura
| Eli-Eri Moura | |
|---|---|
| Nascimento | 30 de março de 1963 (62 anos) Campina Grande |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | maestro, compositor |
Eli-Eri Luiz de Moura (Campina Grande, 30 de março de 1963) é um compositor, regente, pianista, flautista, pesquisador e professor brasileiro.[1] É Professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), na graduação e na pós-graduação em música. Foi o responsável pela implantação da área de composição musical na UFPB, incluindo os cursos de extensão em composição do COMPOMUS (Laboratório de Composição Musical da UFPB), em 2003. É diretor do Grupo Sonantis, de música contemporânea.
Carreira
Eli-Eri Moura é filho de Rosita Matias de Moura e de Fausto Luiz de Moura (mais conhecido como "Fausto Alfaiate"), que era músico amador e regia o coral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi o pai quem ensinou o básico de violão a Eli-Eri, quando ele tinha 7 anos de idade, pois entendia que a educação musical era essencial para cada um de seus 7 filhos. Nessa mesma idade, Eli-Eri escreveu suas primeiras composições, dedicadas aos seus pais. Em seguida, teve aulas de violão com um seresteiro, que lhe ensinou bolero e música popular. Ele também participou do coral regido pelo pai, tendo se envolvido ali com a música sacra.[2][3]
Sobre a época, ele comenta:[3]
| “ | Eu era contralto, que é a voz das mulheres, mas eu não tinha a voz amadurecida ainda então cantava junto com as contralto. | ” |
— Eli-Eri Moura | ||
Ele começou a aprender piano aos 10 anos de idade, com a pianista da igreja que frequentava, Raquel de Brito Lyra, e, depois, com Mércia Gouveia (aluna de José Alberto Kaplan). Aos 13 anos, foi para uma escola de música, o Conservatório do Educandário Nordestino Adventista. Eli-Eri também estudou outros instrumentos, como violino (com Antônio Nóbrega e Euclides Cunha), clarinete (com Henry Bennet) e flauta doce (de forma autodidata e depois com Romero Damião, no Departamento de Artes, da UFCG).[2][3]
Em 1981, ingressou no bacharelado em música – piano, na UFPB João Pessoa; e aos 18 anos, foi contratado como músico flautista do grupo universitário da UFPB, onde já era voluntário desde os 16 anos. Em 1982, se apresentou para o professor José Alberto Kaplan, dizendo que queria ser compositor. Kaplan viu todas as peças que Eli-Eri lhe entregou e concluiu que o aluno tinha muita criatividade musical, se dispondo a ser seu professor particular de composição de forma gratuita.[3]
Os estudos de composição se deram com José Alberto Kaplan e Mário Ficarelli (Brasil), Brian Cherney, Alcides Lanza e John Rea (Canadá). Ele obteve seus diplomas de Mestrado e Doutorado em Composição na Universidade McGill, com bolsa de estudo da Fundação CAPES. Ingressou como professor na UFPB em 2002.[2][3]
Eli-Eri Moura tem mais de 200 composições, que incluem não somente música contemporânea de concerto, mas também trilhas sonoras para teatro, cinema e vídeo; das quais ele destaca Réquiem para Trombone (homenagem a Radegundis Feitosa), e Ópera Dulcinéia e Trancoso.[3]
Estilo
Suas composições utilizam de maneira recorrente materiais musicais encontrados em elementos folclóricos regionais, fugindo do Eurocentrismo. Como Maracatum (2005) e Noite dos Tambores Silenciosos (2003) que usam padrões rítmicos do maracatu de baque-virado, e Opaninjé que se utiliza do toque típico do Candomblé que leva o mesmo nome da composição: Opanijé. O mesmo ocorre em Candomblé (1998) que utiliza os toques Alujá de Xangô e Batá.[4]
A clarineta é um instrumento recorrente em sua produção musical, tanto na música sinfônica, de câmara, quanto solista, por conta de suas possibilidades técnicas e timbres.[2]
Vida pessoal
Eli-Eri Moura é genro de José Ursicino da Silva, mais conhecido como Maestro Duda.[2]
Discografia
Reconhecimentos
- 2025 - Medalha Villa Lobos, na categoria compositor, da Academia Brasileira de Música[3]
- ? - membro da Academia Paraibana de Cinema, cadeira nº 50[3]
- ? - prêmio FUNARTE com Bolsa de Estímulo à Criação Artística[2]
Referências
- ↑ «Eli-Eri: história de inspiração e amor à música será honrada com Medalha Villa Lobos — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB». www.ufpb.br. Consultado em 6 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f Gueber Pessoa Santos. A performance musical e os aspectos de Quassus para clarineta solo de Eli-Eri Moura. Dissertação (Mestrado - Música – Execução Musical - Clarineta), Escola de Música, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.
- ↑ a b c d e f g h «Eli-Eri: história de inspiração e amor à música será honrada com Medalha Villa Lobos — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB». www.ufpb.br. Consultado em 6 de novembro de 2025
- ↑ Guilherme do Nascimento Davino; Maurício Funcia de Bonis. “Candomblé” de Eli-Eri Moura: Uma Abordagem Metalinguística. 5º encontro internacional de teoria e análise musical. p. 73-84.
- ↑ «Eli-Eri Moura - Discografia Brasileira». discografia.discosdobrasil.com.br. Consultado em 6 de novembro de 2025
- ↑ «Eli-Eri Moura - Música de Câmara — Universidade Federal da Paraíba - UFPB Laboratório de Composição Musical». www.ufpb.br. Consultado em 6 de novembro de 2025