Eleição parlamentar na Finlândia em 2023
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Todos os 200 assentos do Eduskunta 101 assentos necessários para maioria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Comparecimento | 72.71% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Lista com partidos que ganharam assentos. Confira o resultado abaixo.
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A eleição parlamentar finlandesa de 2023 ocorreu em 2 de abril e destinou-se a renovar a totalidade dos 200 assentos do Parlamento da Finlândia para a 39.ª legislatura, iniciada em 2023 e que será concluída em 2027.
Antecedentes
Governo Rinne
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Nas eleições parlamentares de 2019, o Partido Social Democrata ficou em primeiro lugar, com 17,7% dos votos e 40 cadeiras, sendo seguido pelo Partido dos Verdadeiros Finlandenses, com 17,5% e 39 cadeiras, e o Partido da Coligação Nacional, que recebeu 17% dos votos e elegeu 38 parlamentares.[1][2] O Partido do Centro, do primeiro-ministro Juha Sipilä, ficou em quarto lugar, perdendo um terço de suas cadeiras e registrando seu pior resultado eleitoral, enquanto a Aliança dos Verdes e a Aliança dos Verdes receberam mais votos do que nas eleições anteriores.[3][4]
Na primeira vitória eleitoral dos sociais-democratas em vinte anos,[5] o líder do partido, Antti Rinne, conseguiu formar um governo majoritário em 6 de junho, com o apoio de outros quatro partidos: Centro, Aliança dos Verdes, Aliança de Esquerda e Popular Sueco.[6] O Parlamento aprovou sua indicação como primeiro-ministro por 111 votos a favor e 74 contra, e o novo governo contava com uma maioria parlamentar confortável.[7]
Um escândalo político ocorreu no mesmo ano devido às revelações de que a ministra Sirpa Paatero tinha conhecimento de um plano que visava enfraquecer os direitos de trabalhadores dos correios.[8] Paatero renunciou em novembro de 2019, mas Rinne era pressionado por membros de sua coligação, sendo também acusado de ter ciência do plano.[9] Uma das principais parceiras, a vice-primeira-ministra e líder do Partido do Centro, Katri Kulmuni, expressou publicamente sua falta de confiança em Rinne e o pressionou a deixar o cargo.[10] Em 3 de dezembro, Rinne apresentou sua renúncia.[11]
Governo Marin
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A ministra dos Transportes, Sanna Marin, substituiu Rinne como primeira-ministra, mantendo a composição da coligação governista. Aos 34 anos de idade, converteu-se na pessoa mais jovem a, naquele momento, governar um país.[12] O governo Marin propôs metas mais ambiciosas para a mudança climática e a proteção ambiental, enquanto visava reduzir as desigualdades sociais e econômicas, inclusive na educação e na saúde.[13] O gabinete Marin foi formado por doze mulheres e sete homens; os cinco partidos políticos da coalizão eram liderados por mulheres.[14]
A pandemia de COVID-19 foi um dos principais desafios de Marin. O governo adotou medidas para liminar a propagação do vírus, abrangendo o fechamento de bares, restaurantes e escolas, assim como restringindo reuniões e apoiando as empresas afetadas.[15] As medidas foram bem recebidas pela população, e o governo desfrutou um aumento em sua popularidade. Marin registrou uma opinião favorável recorde que chegou a 85%.[16] O SDP foi superado pelos Verdadeiros Finlandeses nas pesquisas de opinião após abril de 2021, e a Coligação Nacional se tornou o partido mais popular em julho de 2021.[17][18]
Em 2022, Marin adotou uma posição firme em resposta à invasão russa da Ucrânia, fornecendo armas à Ucrânia e rompendo a posição histórica de neutralidade da Finlândia.[19][20] Em maio de 2022, o país pediu para se tornar membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), apesar das ameaçadas de autoridades russas.[21] Poucos dias antes das eleições legislativas de 2023, os países integrantes da OTAN aprovaram o ingresso dos finlandeses na organização.[22]
Sistema eleitoral
Os 200 membros do Parlamento da Finlândia são eleitos através da representação proporcional de lista aberta, sendo alocados de acordo com o Método D'Hondt. Há treze distritos eleitorais e a cada um deles atribui-se uma quantidade de vagas correspondente ao tamanho de suas populações.[23] O mais populoso, o distrito de Uusimaa, escolhe 36 parlamentares.[24] As Ilhas Åland elegem somente um deputado, tendo também seu próprio sistema partidário.[23] De 22 a 28 de março de 2023, os eleitores poderiam votar de forma antecipada.[25]
Para 2023, foi estabelecida a seguinte divisão de parlamentares por distrito:[24]
| N° | Distrito | Cadeiras |
|
|---|---|---|---|
| 1 | Helsinki | 22 | |
| 2 | Uusimaa | 36 | |
| 3 | Sudoeste da Finlândia | 17 | |
| 4 | Satakunta | 8 | |
| 5 | Åland | 1 | |
| 6 | Häme | 14 | |
| 7 | Pirkanmaa | 19 | |
| 8 | Sudeste da Finlândia | 17 | |
| 9 | Savo-Karelia | 15 | |
| 10 | Vaasa | 16 | |
| 11 | Finlândia Central | 10 | |
| 12 | Oulu | 18 | |
| 13 | Lapland | 7 |
Já o Parlamento, no momento de sua dissolução, tinha a seguinte composição:[26]
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| Partido | Assentos | |
|---|---|---|
| Partido Social-Democrata | 40 | |
| Partido dos Verdadeiros Finlandeses | 39 | |
| Partido da Coligação Nacional | 37 | |
| Partido do Centro | 31 | |
| Aliança dos Verdes | 20 | |
| Aliança de Esquerda | 16 | |
| Partido Popular Sueco | 10 | |
| Democratas Cristãos | 5 | |
| Movimento Agora | 1 | |
| O Poder Pertence ao Povo | 1 | |
Partidos políticos
| Partido | Ideologia e plataforma | Lema eleitoral | Líder | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Social-Democrata SPD Governista |
Centro-esquerda. Apoia a redistribuição de riqueza dos ricos para os pobres, mais investimentos em serviços públicos e estilos de vida liberais.[27] | A coragem de estar ao seu lado[28] |
|
Sanna Marin | |
| Verdadeiros Finlandeses PS Oposicionista |
Nacionalista. Defende uma política restritiva de imigração, o combate consistente ao crime e deseja um Estado-nação forte.[27] De índole nacionalista, se opõe à União Europeia.[29] | Salve a Finlândia![30] |
|
Riikka Purra | |
| Coligação Nacional Kok Oposicionista |
Conservador liberal. Contrário a regulamentações excessivas dos mercados, favorecendo um comércio mundial livre e cortes de impostos.[27] | Agora é a hora[31] |
|
Petteri Orpo | |
| Centro Kesk Governista |
Centrista. Apoia um Estado-nação forte e coloca os interesses econômicos e a estabilidade acima da proteção ambiental.[27] | Adiante! Responsabilidade por toda a Finlândia[32] |
|
Annika Saarikko | |
| Aliança dos Verdes Vihr Governista |
Defende estilos de vida liberais, um mundo aberto sem fronteiras e uma política de imigratória menos restritiva.[27] | Proteja a vida[33] |
|
Maria Ohisalo | |
| Aliança de Esquerda Vas Governista |
Esquerda. Busca mais investimentos em serviços públicos, favorece redistribuições financeiras de ricos para pobres e defende estilos de vida liberais.[27] | Um amanhã mais justo para todos, não para poucos![34] |
|
Li Andersson | |
| Popular Sueco SFP Governista |
Centrista. É um partido reformista que busca promover a igualdade. Almeja representar dos interesses da população de língua sueca na Finlândia.[29] | Avançando juntos[35] |
|
Anna-Maja Henriksson | |
| Democrata-Cristão KD Oposicionista |
Centro-direita. Favorece estilos de vida tradicionais, quer um Estado-nação forte e defende o combate consistente ao crime.[27] | A voz da razão[36] |
|
Sari Essayah | |
| Movimento Agora LN Oposicionista |
Centro-direita.[27] Descrito como uma "startup política", que apoia uma visão liberal de mercado e adota um caráter reformista.[37] | Atreva-se a ser diferente[38] |
|
Hjallis Harkimo | |
| O Poder Pertence ao Povo VKK Oposicionista |
Extrema-direita. Considerado pró-Rússia e anti-imigração, o VKK se opõe à vacinação contra a COVID-19 e propõe uma "democracia direta" por meio de referendos.[39] | Reconstruindo uma república soberana[40] |
|
Ano Turtiainen | |
Campanha eleitoral

A emissora Yle considerou que os principais assuntos debatidos durante a campanha eleitoral foram o endividamento do governo, a sustentabilidade das finanças públicas, as mudanças climáticas e o declínio educacional.[41] Paul Kirby, da BBC News, observou que a invasão russa da Ucrânia teve "pouco impacto na campanha" e acrescentou que a disputa se concentrou em questões relacionadas à economia.[42] O Deutsche Welle classificou a escassez de trabalhadores como uma questão-chave,[43] enquanto a Associated Press notou que foram objeto de discussões a economia, as mudanças climáticas, a educação e os benefícios sociais.[44] Markku Jokisipilä, professor assistente da Universidade de Turku, disse que nos debates Marin "se destacou de forma mais vigorosa", enquanto também observou que o Partido dos Verdadeiros Finlandeses teve a presença mais forte nas redes sociais.[45] Teivo Teivainen, professor da Universidade de Helsinki, disse que o principal problema para os oponentes do SDP era o gasto público.[46] As agências de notícias descreveram a eleição como uma disputa acirrada entre o SDP, o Partido da Coligazão Nacional e o Partido dos Verdadeiros Finlandeses.[47][48]
O Partido dos Verdadeiros Finlandeses, que fez campanha com uma plataforma anti-imigração e anti-UE,[44] frisou como prioridade reduzir a imigração de países não pertencentes à União Europeia, enquanto Petteri Orpo, líder do Partido da Coaligação Nacional, propôs a redução dos gastos com benefícios habitacionais e para desempregados.[49] Durante a campanha, Orpo prometeu propiciar o crescimento econômico, o equilíbrio das finanças, a "construção da relação OTAN-Finlândia" e a construção de usinas nucleares.[44][50] Riikka Purra, líder do Partido dos Verdadeiros Finlandeses, pediu austeridade e disse que "também queremos endurecer nossa atitude em relação à União Europeia", enquanto afirmou que o partido atrasaria a meta de neutralidade de carbono introduzida pelo governo de Marin.[46][50] Marin permaneceu crítica aos partidos de direita, afirmando que oferecem "uma alternativa que torna a vida miserável para todos nós, corta serviços, meios de subsistência para os mais pobres"; também afirmou seu apoio aos gastos com educação e saúde pública, dizendo que isso ajudaria a Finlândia a evitar a solicitar empréstimos.[51][52] A campanha da Aliança dos Verde se concentrou nos serviços de saúde mental e na renda básica universal, enquanto o Partido do Centro focou em temas regionais.[48]
Resultados eleitorais
| Partido | Votos | % | +/- | Deputados | +/- | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Partido da Coligação Nacional | 643 877 | 20.82 | 48 / 200
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| Partido dos Verdadeiros Finlandeses | 620 102 | 20.05 | 46 / 200
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| Partido Social-Democrata | 616 218 | 19.93 | 43 / 200
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| Partido do Centro | 349 362 | 11.30 | 23 / 200
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| Aliança dos Verdes | 217 426 | 7.03 | 13 / 200
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| Aliança de Esquerda | 218 290 | 7.04 | 11 / 200
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| Partido Popular Sueco | 133 318 | 4.31 | 9 / 200
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| Partido Democrata-Cristão | 131 368 | 4.26 | 5 / 200
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| Movimento Agora | 74 962 | 2.42 | 1 / 200
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| Outros (com menos de 1,00%) | 87 495 | 2.83 | 1 / 200
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| Votos Inválidos | 16 119 | 0.58 | – | |||
| Total | 3 108 537 | 100 | ||||
| Eleitorado/Participação | 4 277 487 | 72.67 | ||||
| Fonte | Ministério da Justiça[53] | |||||
Repercussão pós-pleito
Negociações
Na sequência das negociações para formar um novo governo, a imprensa finlandesa anunciou em finais de abril que os grupos parlamentares tinham designado o líder Petteri Orpo do Partido da Coligação Nacional para iniciar sondagens visando formar um novo governo. A possível coligação governamental seria liderada pelo Partido da Coligação Nacional (conservador), e incluiria o Partido dos Verdadeiros Finlandeses (nacionalista), o Partido Democrata-Cristão e o Partido Popular Sueco, contando assim com uma maioria parlamentar de 108 deputados. Nesta fase das negociações, o Partido Social Democrata ficaria fora da equação e remetido para a oposição.[54][55][56][57] Para acelerar o processo, Petteri Orpo enviou anteriormente um questionário com 24 perguntas aos outros grupos parlamentares.[58]
Acordo preliminar
Em meados de junho, o líder parlamentar Petteri Orpo - designado para tentar formar um novo governo - anunciou que havia um acordo final entre os partidos da futura coligação governamental. O teor do referido acordo ainda não era público, nem a distribuição das pastas entre os partidos participantes. Faltava agora a aprovação do projeto pelos quatro partidos. Quando isso estivesse pronto, a Finlândia tem um novo governo de direita-nacionalistas.[59][60]
Divulgação do plano de governo
O programa de governo - resultado do acordo entre o Partido da Coligação Nacional (conservador), o Partido dos Verdadeiros Finlandeses (nacionalista), o Partido Popular Sueco (liberal sueco) e o Partido Democrata-Cristão - tem 259 páginas e foi apresentado oficialmente em 16 de junho no palácio Ständerhuset em Helsínquia.[61][62]
Distribuição ministerial entre partidos
O governo de Petteri Orpo terá 19 pastas ministeriais, distribuídas pelos membros da coligação: [63]
- Partido da Coligação Nacional (conservador) - 8 (Negócios Estrangeiros, Defesa, Trabalho,...)
- Partido dos Verdadeiros Finlandeses (nacionalista) - 7 (Finanças, Justiça, Migração,...)
- Partido Popular Sueco (liberal sueco) - 2,5 (Ensino, Assuntos Europeus,...)
- Partido Democrata-Cristão - 1,5 (Agricultura e Silvicultura,...)
Investidura do novo governo
Na manhã do dia 20 de junho, o governo Orpo foi aprovado pelo parlamento finlandês por 107 votos a favor, 81 contra, 0 abstenções e 11 deputados ausentes. Na tarde do mesmo dia, o dito gabinete foi empossado por Sauli Niinistö, presidente da Finlândia.[64][65]
Referências
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