Eleição presidencial no Brasil em 1926
| ← 1922 | ||||
| Eleição presidencial no Brasil em 1926 | ||||
|---|---|---|---|---|
| 1º de março | ||||
|
|
|||
| Candidato | Washington Luís | Joaquim Francisco de Assis Brasil | ||
| Partido | PRP | PL | ||
| Natural de | Macaé, Rio de Janeiro | São Gabriel, Rio Grande do Sul | ||
| Votos | 688 528 | 1 116 | ||
| Porcentagem | 99,70% | 0,16% | ||
| ||||
| Votação por estado | ||||
Titular Eleito | ||||
A eleição presidencial brasileira de 1926 foi a décima-primeira eleição presidencial e a décima eleição presidencial direta. Foi realizada em 1º de março e foi divulgada em 9 de junho.
Contexto histórico
O presidente Artur Bernardes venceu as eleições presidenciais de 1.° de março de 1922, obtendo 466.877 votos contra 317.714 votos dados a Nilo Peçanha, em uma eleição que dividiu o país: Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro apoiaram Nilo Peçanha e os demais estados deram apoio à candidatura Bernardes.[1]
Na época os principais meios de comunicação eram meios impressos, ou seja, jornais e revistas. Uma novidade no entanto era a presença do rádio. A radiodifusão no Brasil havia surgido em 7 de setembro de 1922,[2] sendo a primeira transmissão um discurso do então presidente Epitácio Pessoa, porém a instalação de uma emissora de rádio de fato ocorreu apenas em 20 de abril de 1923, no governo de Artur Bernardes, com a criação da "Rádio Sociedade do Rio de Janeiro" (atual Rádio MEC).
Processo eleitoral da República Velha (1889-1930)
De acordo com a Constituição de 1891 que vigorou durante toda a República Velha (1889-1930), o direito ao voto foi determinado a todos os homens com mais de 21 anos que não fossem analfabetos, religiosos e militares.[carece de fontes] Mesmo tendo o direito de voto estendido a mais pessoas, pouca parcela da população participava das eleições.[3] A Constituição de 1891 também declarou que todas as eleições presidenciais seriam realizadas em 1º de março.[4] A eleição para presidente e vice eram realizadas individualmente, e o mesmo poderia se candidatar para presidente e vice.
Durante a República Velha, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM) fizeram alianças para fazer prevalecer seus interesses e se revezarem na Presidência da República, assim, esses partidos na maioria das vezes estiveram a frente do governo, até que essas alianças se quebrassem em 1930. Essas alianças são chamadas de política do café com leite.[5]
Nessa época, o voto não era secreto, e existia grande influência dos coronéis - pessoas que detinham o Poder Executivo municipal, e principalmente o poder militar da região. Os coronéis praticavam a fraude eleitoral e obrigavam as pessoas a votarem em determinado candidato. Com isso, é impossível determinar exatamente os resultados corretos.[6]
Candidaturas
Para Presidente da República, cento e dezenove (119) nomes foram sufragados, mas apenas Washington Luís se candidatou formalmente. Para vice-presidente, cento e vinte e cinco (125) nomes foram sufragados. O governador Washington Luís era o candidato escolhido de acordo com a política do café com leite, mas o governador de Minas Melo Viana, achou que era melhor outro mineiro suceder Artur Bernardes, e iniciou uma campanha. O ministro Afonso Pena Júnior do governo de Bernardes convenceu Melo Viana a disputar o cargo de vice-presidente; e assim a chapa Washington Luís-Fernando de Melo Viana venceu sem oposição.[7] O principal concorrente de Washington Luís naquela eleição foi o político liberal gaúcho Joaquim Francisco de Assis Brasil.
Resultados
A população aproximada em 1926 era de trinta e quatro milhões e quinhentas mil de pessoas (34.500.000), sendo dois milhões e duzentos e dez (2.210.000) eleitores, dos quais compareceram setescentos e dois mil (702.000), representando 2% da população.
| Eleição para presidente do Brasil em 1926 | Eleição para vice-presidente do Brasil em 1926 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Candidato | Votos | Porcentagem | Candidato | Votos | Porcentagem |
| Washington Luís | 688.528 | 99,70% | Fernando de Melo Viana | 685.754 | 99,62% |
| Joaquim Francisco de Assis Brasil | 1.116 | 0,16% | Alexandre Barbosa Lima | 1.122 | 0,16% |
| Fernando de Melo Viana | 341 | 0,05% | Luís Carlos Prestes | 262 | 0,04% |
| Outros | 598 | 0,09% | Outros | 1.210 | 0,18% |
| Votos nominais | 690.583 | Votos nominais | 688.348 | ||
| Votos brancos/nulos | 11.417 | Votos brancos/nulos | 13.652 | ||
| Total | 702.000 | Total | 702.000 | ||
| Fonte:[8][9] | |||||
Nota geral: os valores são incertos (ver processo eleitoral).
Referências
- ↑ PORTO, Walter Costa, O voto no Brasil, Editora Topbooks, 2002
- ↑ Agência Brasil (18 de julho de 2022). «Cem anos do rádio no Brasil: caráter educativo marca história do rádio». IstoÉ. Consultado em 31 de agosto de 2022
- ↑ Cidadania no Brasil: o longo caminho. José Murilo de Carvalho. Página 40. Google Books. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1891. Art. 47. Wikisource. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ Política do café com leite. História do Brasil - UOL Educação. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ Coronelismo. História do Brasil - UOL Educação. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ Aloildo Gomes PIRES - página 44
- ↑ Eleição Presidencial - 1º de março de 1926 (Segunda-feira).[ligação inativa] (Pós 1945) Acessado em 22/10/2011.
- ↑ «Eleições presidenciais (1894-1950)» (PDF). 16 de março de 2023
- Bibliografia
- PIRES, Aloildo Gomes. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA - UMA ABORDAGEM ESTATÍSTICA. Salvador: Autor (Tipografia São Judas Tadeu), 1995.
- DEPARTAMENTO DE PESQUISA DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ. São Paulo: Cultura, 2002.
_(cropped).jpg)
.jpg)

.svg.png)
.jpg)
